domingo, 16 de setembro de 2012

Uma reflexão sobre estilo de vida (ou como guardar dinheiro)

Eu estava lendo um post do blog "papo de homem" outro dia e fiquei pensando muito... Falava de pessoas que reclamavam de nunca terem dinheiro (e invejavam o amigo que vive com pouco). Essas pessoas falavam dos gastos que tinham com a prestação da casa, com a escola dos filhos, plano de saúde etc. O seu interlocutor, ao contrário, vive de maneira muito mais livre, por que fez esta escolha para sua vida. Enfim, este relato me fez pensar em minhas escolhas e naquelas que ainda vou fazer.
Já passei por várias fases (como todo mundo, óbvio!). Já houve tempo em que eu economizava além do saudável e, embora eu tivesse um meta muito clara - comprar meu primeiro apartamento e me casar- cheguei à conclusão de que não valia a pena esse sacrifício extremo. Depois disso passei a viver de maneira mais livre, porém sem grana nenhuma, foram momentos difíceis, com os quais aprendi mais do que tudo na vida. Curtia a vida com meus amigos, fazia de uma macarronada, uma festa, e assim, ia criando condições para sobreviver com um salário que só dava para o aluguel e a faculdade. Me orgulho de ter sobrevivido e aprendido com isso. Hoje, quando olho para tudo o que conquistei e que ainda estou conquistando, sinto orgulho, mas principalmente, sei o quanto é possível sobreviver com menos, sem ficar amargurada. O que quero dizer é que hoje não tenho medo de voltar a viver de maneira humilde, porque sei que isso não é o fim do mundo.
Nos anos seguintes passei por várias fases em que dinheiro era só para gastar, confesso que foi bom, mas me arrependo dos "exageros" nas baladas e nas viagens, me arrependo de algumas outras coisas dessa época, em que não planejava nada- apenas vivia. Sei que foi minha adolescência tardia, que precisava ser vivida e que foi importante para o meu amadurecimento nos anos seguintes. Foi bom viver esse momento "porra loca" para que eu pudesse centrar novamente.
Hoje, tenho uma "certa" estabilidade, que sei que poderia ser bem maior se eu tivesse planejado melhor os últimos dez ou quinze anos da minha vida.
Hoje acordei com uma pergunta, que pode me dar uma dica de onde quero chegar de agora em diante: O que eu faria hoje se ganhasse (na loteria ou caísse do céu!) 100 mil reais?. A resposta é bastante simples: quitaria o apartamento, pagaria integralmente o carro que foi roubado e faria uma poupança para a educação do meu filho. Com o que restasse eu terminaria a organização/ reforma da minha casa e ficaria livre para decidir pela demissão de um dos empregos (já que minhas grandes dívidas estariam quitadas).
Pronto, uma perguntinha fantasiosa serviu para me dar a real dimensão de quanto preciso para me sentir confortável e livre. Talvez para quem está lendo pareça esquisito planejar a partir de uma "fantasia" de ganhar uma grana assim, do nada, mas eu explico: às vezes precisamos de situações hipotéticas para construirmos um raciocínio lógico. É uma técnica que sempre utilizo com  bons resultados (inclusive na prática clínica). Essa pergunta: E se ... serve para nos colocarmos lá na frente, na hipótese de alguma coisa acontecer e pensarmos nas variáveis e nas saídas que encontraríamos. 
Bom, dadas as devidas explicações, preciso pensar em como, de fato, chegar a esse valor, hoje apenas hipotético! Vale a pena fazer o exercício: perguntar-se  o que faria se algo (bem concreto) lhe acontecesse e escrever suas respostas a partir dessa reflexão. Sonhar é preciso!!!

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