sábado, 13 de janeiro de 2018

Meta para janeiro: Planejar o tempo

Cuidar do tempo não é tarefa das mais fáceis. A gente vê um monte de textos sobre otimização, administração e planejamento do tempo. Mas o que funciona, de fato, para mim?
Desde que me tornei autônoma e tive um filho essa questão do tempo passou a ser cada vez mais importante. Eu sempre fui um pouco bagunceira e ao mesmo tempo bem organizada. Estranho isso? Eu explico, minha casa nunca foi um caos, nunca acumulei coisas, na medida do possível mantinha as coisas limpas (mesmo em períodos em que não tive faxineira), nunca tive aquelas pilhas de roupas emboladas em uma cadeira ou sapatos espalhados pela casa, mas ao mesmo tempo, sempre invejei chegar à casa de alguém sem avisar e encontrar as coisas todas arrumadinhas. Definitivamente, eu não consigo manter tudo guardadinho, tem sempre uma pilha de papéis no aparador, eu tiro coisas do lugar e tenho dificuldade em devolvê-las, minha pia nunca está completamente vazia e limpa. Enfim, é algo em que preciso melhorar e que não me incomodava até começar a ficar mais tempo em casa. O que mais me chama a atenção sobre mim mesma é que no trabalho eu sempre fui considerada "a senhora organização", porque sempre precisei ter o controle de todas as minhas coisas físicas, para que conseguisse trabalhar bem. Ter um arquivo organizado e atualizado, ter lugar para todas as coisas sempre foi muito importante para mim. Acho que isso influenciou muito na excelência do meu trabalho em outros tempos, em que tudo era papel e eu trabalhava com administração em saúde e seus milhares de processos, prontuários, documentos.
Então, como é que pode, uma pessoa ser tão organizada no trabalho e tão bagunceira em casa? A resposta é simples: sempre administrei bem meu tempo no trabalho. Dividia minha semana de modo que tinha um período para arquivar coisas, para encaminhar o que não teria que ficar comigo, para resolver assuntos em bloco (exemplo: precisava analisar processos de licença prêmio, então pegava todos de uma vez e resolvia de maneira mais focada no assunto).
Em casa nunca consegui implementar uma rotina que de fato funcionasse. Eu tinha um dia para limpar a casa, por exemplo, mas se acontecesse algum imprevisto (ter que trabalhar no final de semana, por exemplo), eu simplesmente abandonava a casa e as coisas acumulavam de tal forma que eu perdia completamente o controle da rotina.
Nos últimos anos, consegui implementar algumas rotinas que realmente tem dado mais certo, como ter dias para lavar roupa. Na segunda lavo roupas coloridas, que são a maior parte, na terça ou quarta lavo as brancas e no final da semana, os uniformes da escola. Tenho uma rotina diária de lavar a louça, guardar os sapatos e roupas do filhote, limpar o banheiro e arrumar as camas. Isso tudo me dá um grande alívio, mas eu ainda preciso organizar melhor meu tempo em casa, para conseguir ter tempo de curtir meu filhote e fazer as coisas de que gosto. Tenho a impressão de que nunca consigo olhar para um cômodo e vê-lo 100% em ordem, não no sentido de perfeição, por que isso simplesmente não existe, mas no sentido de ter ido até o fim. Às vezes limpo toda a sala, passo aspirador, pano, limpo o sofá e demais móveis. Aí não dá tempo de tirar todos os papéis do aparador, não guardo ou descarto coisas, não tiro os sapatos acumulados na entrada ou as bolsas e mochilas que não serão usadas no dia e estão enchendo o cabide que fica bem na porta de casa. Enfim, limpei mas parece tudo bagunçado do mesmo jeito, simplesmente porque não deu tempo de terminar e preciso sair para trabalhar ou para levar o filhote à escola. Quando volto para casa, super tarde, olho a casa e fico super desmotivada, porque parece que nada foi feito, ainda que esteja minimamente limpo, não deu tempo de organizar. Eu preciso desenvolver um sistema em que realmente eu tenha uma casa organizada. Preciso ter mais coerência com meu propósito de organização e isso depende muito de como vou planejar meu tempo.
A primeira coisa que tenho feito é avaliar quais são meus períodos fora do trabalho e como posso dividi-lo para que sobre tempo para ficar com meu filho e descansar. Então, para começar, vivo dizendo que preciso acordar mais cedo, mas eu preciso de 8h de sono, então, resolvi parar de me cobrar e simplesmente descansar de manhã. Parei de me cobrar, porque eu ficava me comparando com todo mundo que acorda cedo, mas a minha realidade é só minha e a maioria das pessoas que conheço trabalham em horário comercial, então não dá para comparar uma pessoa que termina o trabalho as 17 ou 18h (a maioria que conheço) comigo, que termino meus atendimentos por volta das 21h30. Tudo bem que eu trabalho menos horas, mas foi uma escolha e não tenho que me envergonhar de trabalhar cerca de 6 horas por dia. Na verdade eu sou uma grande sortuda por ter essa possibilidade. Pra começar, parei de me chicotear e passei a lidar com minha vida da melhor maneira. No entanto, o fato de trabalhar menos não tem feito com que "sobrem" horas e os motivos eu já localizei:
- Normalmente quem tem que entrar no trabalho cedo já acorda, se arruma, toma café e sai, sem enrolar muito. No máximo a pessoa assiste um noticiário ou faz alguma atividade física. Como eu acordo por volta das 8h e só vou trabalhar lá pelas 14 ou 15h, fica parecendo que estou com as manhas livres, ao passo que quem chega em casa as 18h, sabe que tem que já fazer as coisas para descansar depois. Então estou errando quando descanso quando deveria estar produzindo, principalmente por eu ser bem improdutiva nas primeiras duas horas depois que acordo, independente do horário. Primeiro ponto: preciso mudar a dinâmica das minhas manhãs, ainda que permaneçam mais lentas (é da minha natureza, fazer o que!). Já entendi que ficar de pijama até a hora de sair para levar o filhote para a escola é uma grande besteira. Preciso virar a chave! Acordar, tomar um banho rápido (rápido mesmo, só para acordar de fato), colocar uma roupa confortável e iniciar meu dia é algo que estou recomeçando a fazer e sinto que meu padrão muda muito, fico até mais estimulada. Eu comecei a pensar nisso quando vi que minhas manhãs estavam caóticas e quando eu começava a funcionar era uma correria enorme, porque já estava tudo meio atrasado. Daí lembrei de quando meu filho nasceu e como eu lidava com esse horário durante a licença maternidade. Vou confessar algo muito íntimo sobre a minha insegurança: eu tinha muito medo de que meu bebê passasse mal ou acontecesse algum acidente, então eu acordava, já tomava banho e colocava uma roupa menos esculhambada, para o caso de ter que sair correndo pro hospital. A partir daí eu estava pronta para "começar a trabalhar" e isso mudava minha cabeça de uma maneira muito legal. Eu ficava alerta e tinha mais condições de cuidar de tudo. Não sei porque deixei de fazer isso, embora reconheço que deixar de sentir tal insegurança tenha sido muito bom. Bem, agora retomei o hábito e ainda não posso avaliar, mas sei que está melhor do que antes.
- Como eu ficava no modo "estou de folga" acabava demorando muito vendo noticiário, depois navegando pela internet, para só depois iniciar meu trabalho. Isso foi péssimo, porque às 10h muitas vezes eu ainda não tinha resolvido nada e como meu filho acorda antes disso, eu tinha, no máximo cuidado do café da manhã dele e aí, as 11h30 eu já precisava estar na escola. O resultado foi que parei de insistir para descer pro play, porque entre 10 e 11h eu precisava cuidar das coisas da casa e ele passou a ficar um tempão na televisão. Ainda estou tentando mudar essa rotina, mesmo porque ele está de férias e acaba dormindo mais tarde e acordando bem mais tarde também. Então nos próximos dias preciso ir mudando a rotina devagar, até que estejamos numa sintonia ótima e saudável.

Se eu conseguir planejar melhor a rotina da manhã, otimizando meu tempo, consigo administrar melhor o restante do meu dia.
Fica mais ou menos assim:
8h- Acordar, tomar um banho rápido, fazer meu café da manhã e deixar o dele adiantado. Tomar café, assistir algum noticiário ou programa que queira.
8h50- Iniciar meu dia de trabalho. Olhar a agenda, responder mensagens urgentes (normalmente são de pacientes querendo mudar agendamento do próprio dia.
9h- Separar a roupa suja e colocar na máquina de acordo com o dia da semana. Recolher e dobrar a roupa do varal. Guardar a louça do escorredor, lavar a louça. Começar a acordar o filhote.
9h15- Dar o café da manhã dele e descer para o play.
10h- Subir, deixar que ele assista tv enquanto arrumo as camas, limpo o banheiro, limpo a sala e guardo o que estiver fora do lugar.
10h30- Dar banho e preparar para a escola.
10h50- Organizar a mochila. Me arrumar para ir à academia.
11h10- Sair para levá-lo à escola e ir à academia.
12h- Voltar para casa. Aproveitar que estou na rua e comprar/resolver algo que precise (mercado, farmácia ou caixa eletrônico.
12h30- Fazer meu almoço e almoçar. Não faço comida todos os dias, normalmente cozinho no início da semana e deixo adiantado para o restante.
13h30- Banho e me arrumar para sair.
14h- Sair para trabalhar. Isso varia um pouco, porque na segunda entro mais tarde, na terça entro 14h então tenho que acelerar um pouco, na quarta vou as 12h30, então almoço na rua e não consigo ir pra academia. A quinta é um dia meio instável, que ainda estou resolvendo, porque tenho supervisão e algumas vezes preciso atender mais cedo.
É esse meu planejamento para esse início de ano. Espero conseguir melhorar minha administração do tempo, de maneira que sobre um pouco mais de tempo para cuidar das coisas que me dão prazer.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Tentando não me cobrar tanto

Todos os anos, nessa última semana, eu fazia uma faxina daquelas. Como eu tinha faxineira, marcava um dia em que eu pudesse estar em casa ou organizava tudo o que precisava antes dela vir fazer a faxina. Destralhava, limpava os cantinhos, melhorava a decoração, organizava os armários. Eu sempre começava o ano com as coisas bem organizadas.
Neste ano até que tentei, me cobrei, desesperei e até chorei porque as coisas se acumularam e eu fiquei com a sensação de ter perdido o controle da vida. Sem exagero, foi assim que me senti! Mas isso foi no meio de dezembro, depois fui entendendo que não ia rolar, as coisas estão diferentes por aqui e preciso lidar com isso de maneira mais madura. Em primeiro lugar porque estou super cansada, foi um ano difícil e intenso. Trabalhei até o dia 23 (sábado), ou seja, não tive folga antes do Natal. O segundo motivo foi que estou sem ninguém para me ajudar há algum tempo. Como já falei aqui, a pessoa que trabalhava comigo há anous adoeceu e precisou parar de fazer faxina. Depois de alguns meses fazendo tudo até tentei arrumar uma outra pessoa, mas não deu certo e acabei desistindo. Enfim, final de ano (corrido pra todo mundo!) mais niver do filhote+natal... Não deu! Não consegui dar conta e minha casa passou o Natal sujinha e desorganizada. Fui fazendo o que dava, mantendo as coisas razoavelmente arrumadas e limpando na rotina mesmo.
Nesta última semana tirei uns dias de folga mas em vez de ficar fazendo faxina, arrumando armários, eu decido sair bastante com meu filho e com minhas sobrinhas. Fomos fazer compras de coisas fofinhas na Papelaria Universitária, almoçamos numa Cantina que eu gosto, fomos à livraria, teve "oficina de criação" aqui em casa, fomos à Exposição do Castelo Ratimbum, almoçamos numa esfiharia que gostamos, fomos àquela TokStok grandona da zona oeste. Quer saber? Investi no que realmente importa, ficar com meu filho e descansar! Ontem dei uma limpadinha mais ou menos, hoje limpei mais um pouquinho, passei um pouco de roupa e limpei e organizei as gavetas. Tive um dia bom, sem muita neura e vou sim receber 2018 com as janelas sujas, com pó na estante e com a pia mais ou menos. Que bom que eu posso já mandar meu recado para o próximo ano bem no primeiro dia: Escuta, ano novo, por aqui, a gente prioriza viver!!!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Minhas metas realistas para 2018

Todo final de ano eu costumo estabelecer algumas metas para o ano seguinte. Já teve anos em que eu provavelmente estava surtada e listei quase 30 metas. Foi engraçado, porque passei os primeiros meses do ano meio que desesperada para cumprir tantas metas, depois desencanei e não cumpri mais nada. Obvio que isso é comportamento de quem está muito desesperado por mudança kkk, mas passou e nos últimos anos tenho colocado alguns itens apenas, coisas que considero importante e mesmo mudanças sobre as quais quero ter um olhar e dedicação. Nestas metas sempre entram mudanças de hábitos, que nem sempre se sustentam, mas é uma tentativa válida. Enfim, não sou refém dessas minhas metas, apenas gosto de escrever e tentar olhar de tempos em tempos, como um incentivo para mudanças na minha vida. Gosto de listas, gosto de metas e gosto de marcar a passagem do ano dessa forma. Então, nos últimos anos tenho colocado cerca de 8 itens na minha lista, mas ainda não sei se encontrei uma forma boa de lidar com elas. Por exemplo, quero e preciso emagrecer cerca de 10 kg, mas talvez essa não deva ser minha meta e sim "cuidar melhor da alimentação e investir mais em atividade física", chegar ao meu peso ideal é menos importante do que mudar e melhorar meus hábitos. A meta que antes era "melhorar minha organização financeira e poupar mais", já foi atingida há tempos, então agora será: "reduzir em 20 a 30% meus gastos e investir. Voltar a estudar será substituído por "reservar na agenda 3 horas semanais para os estudos". Acho que dessa forma fica mais assertivo e consigo melhorar o acompanhamento da realização das minhas metas.
Muita gente faz listas com metas e é um exercício interessante mas, não rola ficar refém e desesperado para realizar. A gente precisa encontrar um equilíbrio entre o que quer ter e o que é possível para nossa vida.
Eu quero chegar ao final do ano, olhar minha lista e pensar: realizei bastante coisa e estas que não consegui foi porque aconteceram coisas diferentes do planejado e tivemos uma pequena mudança de curso. A vida é assim, muda a todo instante e precisamos saber lidar com isso.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Meu novo planner

Olha, essa moda de planner pegou mesmo por aqui!
Conheci o conceito do planner em 2015 e a partir de 2016 comecei a fazer o meu. Descobri recentemente que agora até tem modelos mais em conta como o da Tilibra e um fofinho da Imaginarium. Para quem não quer fazer ou não tem paciência/habilidade, pode ser uma boa comprar um assim, já que os mais conhecidos do mercado são muito caros (pesquisei no ano passado e custavam entre 250 e 420 reais, uma fortuna!). Bem, na época não tinha esse da Tilibra que custa menos de 50 contos, mas que apesar de bonitinho não atende bem às minhas necessidades, principalmente por causa da gramatura do papel,de 60 mg., muito fininho.
Mas se você assim como eu, gosta de organizar sua vida em um único endereço e tem disposição para fazer o seu, aqui vão algumas das minhas experiências, desventuras e aventuras no mundo do planner.
Primeiro acho que escolher um tamanho adequado pode ser bem interessante, já que é você quem vai carregá-lo para cima e para baixo. Se ele for um trambolho, vai acabar desistindo de levá-lo com você. O meu primeiro era tamanho A4, com espiral, o papel paraná que usei para a capa era bem leve e, apesar de ter revestido com tecido, no final do ano, os cantos estavam todos esfarelando. Não é boa ideia a capa, mas o tamanho foi ok. Neste ano acabei comprando uma pasta bonitona lá na Daiso. O bom da pasta é que dá para substituir as folhas ou acrescentar, mas achei muito grandona e pesada, em muitos lugares que eu gostaria de levar acabei desistindo. Eu pretendia usar mais em cafés e parques, mas acabei não fazendo, porque não dá para levar na bolsa. Para o próximo ano vou testar uma inovação: comprei na papelaria universitária, um caderno que eles próprios fabricam, meio que um bloco, com espiral bacana e um papel super bom. A capa é de um papel semelhante ao paraná, mas mais duro. Desmontei o caderno e imprimi. O maior trabalho foi mesmo desmontar, sem entortar muito o arame, mas foi de boa.
O bom da gente mesmo fazer é que dá para personalizar tudo.
O meu tem:

  • Folha de rosto escrito Meu Planner
  • Lista Meus projetos para 2018
  • Lista dividida: projetos de curto, médio e longo prazos
  • Check list de saúde meu e do filhote
  • Controle de menstruação
  • Controle financeiro mensal (planilha de orçamento)
  • Agenda mensal de rotina e compromissos
  • Controle de parcelamentos no cartão de crédito
  • Controle de entradas e saídas financeiras (ano todo)
  • Folha pautada para anotações gerais
O papel precisa ser de uma boa gramatura (90 ou 120). O meu sempre fiz com 120, fica bem bacana e é gostoso de escrever, desenhar, enfim, dá pra se divertir bem.
Não aconselho que tenha folhas demais. O ideal é que tenha umas 3 ou 4 folhas por mês (orçamento, agenda mensal, folha pautada e mais alguma que julgar interessante, como lista de mercado, por exemplo.

Ainda vou saber se funciona, mas investi nesse caderno que é menor do que o A4, quase quadrado. Achei um tamanho bom e não é difícil de carregar.
Sei que muita gente prefere fazer tudo isso digital e que tem até aplicativo para lidar com a maioria dessas coisas, mas escrever além de ser uma delícia, faz soltar a imaginação, dá para rabiscar um projeto, colocar lembretes, usar adesivos,post its coloridos, canetas coloridas. Enfim, dá para fazer da organização algo bem mais divertido.
Você não precisa gastar uma fortura. Eu gasto sempre, por volta de 40 reais, incluindo o tecido para encapar que o deixa super personalizado.
Eu adoro essa experiência de já começar a pensar no meu ano, quando estou aqui, montando meu querido planner!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Um ano difícil, mas cheio de aprendizados

Esse foi um ano difícil. É o que a gente escuta por todos os lados, especialmente no que tange a questão financeira. Muitas pessoas perderam o emprego ou permaneceram desempregadas, reflexo dos anos de 2015 e 2016. Para quem, como eu, não perdeu o emprego, foi um ano de pisar no freio do consumo e tentar manter as contas em ordem. Posso dizer que eu termino bem esse ano, consegui pagar minhas contas do ano e, na medida do possível, fui pagando o que ficou pra trás, depois de um 2016 desastroso.
Mas a gente tem que tirar aprendizados de tudo isso! O principal deles é sobre meus comportamentos; Ainda estou muito longe de manter uma estabilidade nessa área, ainda me perco no consumo, ainda não sei investir com inteligência meu dinheiro. O resultado senti na pele nesses dois anos!!!
Outros aprendizados importantes: ter uma reserva dá estabilidade emocional (ao menos parcial). Quando você tem uma reserva sabe que se as coisas apertarem, vai ter de onde recorrer, isso, durante muitos anos me deixou bem mais segura. Eu sabia que se o carro quebrasse tinha como pagar, sabia que quando um paciente atrasasse, havia uma folga para lidar com as contas da casa. No ano passado, todas as emergências careceram de empréstimos bancários, todas mesmo! Desde o dentista até o roubo do carro.. Isso tudo me deixou mega insegura e ao final sei que interferiu na minha qualidade de vida e do meu trabalho. É duro chegar no dia 10 e pensar "a fatura do cartão de crédito vai vencer, ainda não recebi dos meus pacientes, e agora?". Neste ano não tive grandes avanços, mas como eu disse, consegui ir acertando uma continha daqui, outra dali e estou fechando o ano, senão no azul, pelo menos no amarelo. Estou contente com os resultados, embora essa instabilidade toda tenha gerado alguns problemas beeem importantes. Adoeci muito! Essa falta de investimento no meu lazer, me deixou muito mal. Nesses tempos não viajei quase nada, não me dediquei tanto aos meus hobbies (que precisam de materiais muitas vezes caros) e saí pouco com meu filhote. Trabalhei muito, dentro e fora de casa, e no tempo livre eu estava exausta, como estou me sentindo agora. Preciso mudar essa lógica, urgentemente. Preciso de uma vida mais coerente com meus princípios. Está difícil continuar assim!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Identificando meu estresse e irritação

Hoje é sábado, estou mega cansada e estressada. Estou tentando entender o que está acontecendo, mas já tenho algumas pistas. Penso que a auto análise é sempre muito boa, para conseguirmos compreender nossos incômodos. Talvez por ser psicanalista isso seja natural para mim, mas qualquer um pode (e deve!) se questionar quando a vida começa a ficar esquisita, quando algo sai do controle ou quando começa a acontecer aquele desconforto com situações que antes pareciam ok.
Eu sempre invisto em "fazer o caminho de volta", sabe como é? Sabe quando a gente está em um lugar da casa, vai ´para  outro cômodo e esquece o que ia fazer? Então, todo mundo já fez isso, de voltar para o lugar onde estava, pensar no que estava fazendo e aí tentar se lembrar do que tinha ido fazer lá. Admita, você já fez isso!
É assim também com as emoções, com as sensações e até com nossas ações. Se a gente faz o caminho de volta, encontra "o que perdeu". Dá para identificar o que nos levou àquele estado.

"Dá até para pensar no que estou fazendo aqui" (ouvindo Tiê- Vida).

Voltando a pensar na minha exaustão de hoje. Teve feriado no meio da semana, com isso, minha semana ficou mais caótica em termos de agenda. Na quinta terminei o trabalho bem mais tarde do que de costume. Até buscar meu filho na casa da avó já eram mais de 22 horas. Ontem, sexta, meu dia de folga, já levantei irritada. Eu havia combinado com meu filhote (que está numa fase bem difícil, irritante inclusive) que ficaríamos juntos a tarde, que eu não o levaria à escola e que veríamos o filme que ele queria, a tarde. No final da manhã eu tinha um agendamento no Detran/poupatempo. O que me irritou foi que na quinta à noite, depois das 22h minha mãe se lembrou de que tinha uma consulta e eu teria que acompanhar, de manhã, pouco antes do meu horário agendado, com antecedência! Fiquei irritadíssima com o fato dela entrar na minha programação desse jeito, com o fato de avisar, mais uma vez, em cima da hora e com minha incapacidade de dizer não. Acho que eu estava tão cansada àquela altura, que só reclamei, dizendo que eu preciso saber das coisas antes, para me programar, que isso atrapalharia meu compromisso, mas por fim cedi. Não deveria! Além disso, esperei um mínimo e até irrelevante pedido de desculpas, que não veio, óbvio. Acabei indo, de mal humor, claro. Obriguei meu filho a acordar bem mais cedo, não tive tempo de deixar as coisas preparadas para de manhã e meu dia começou mal. Fiquei com ela aguardando por quase uma hora a bendita da consulta, que atrasou. Precisei deixá-la la e ir para o poupatempo, que felizmente era próximo. Depois ainda voltei para buscá-la, almoçamos e a deixamos em casa. O positivo foi que ela queria aproveitar e passar em outros lugares e eu disse não. Informei que eu tinha compromissos a tarde. Eu tinha sim compromisso de assistir filminho com meu filho e nada nem ninguém pode ser mais importante  que isso. Esse é o limite!
O que ficou claro nesse episódio é que minha irritação foi por ter cedido a algo que eu não queria fazer e que ainda por cima, desorganizou minha rotina e programação. Simples assim.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Coisas que eu queria que me contassem aos 20 e poucos anos

Quando eu tinha 20 e poucos anos, tentava imaginar como seria minha vida aos 40, 50 anos e conseguia, no máximo imaginar 2 ou 3 situações. Coisas do tipo, vou estar formada há vários anos, com uma boa carreira, algum dinheiro e uma casa própria. Nunca consegui pensar muito além disso e sinceramente, nem tinha muito tempo para pensar no futuro, já que o presente era tão complexo e intenso, como é o presente de quase todo mundo que tem 20 e poucos anos.
Hoje, chegando aos 47 e percebendo que estou mais para os 50 do que para os 40 (rs) percebo que tem um monte de coisas que eu queria que alguém mais experiente tivesse me orientado. Faria toda a diferença na minha vida, com certeza. Ok, tô bancando a tiazona, eu sei! Mas vamos lá! Conselhos de tia:

  • Desde o seu primeiro salário, poupe! Não importa se seu salário é baixo. Afinal, até o mês passado, você nem tinha um salário, não é mesmo? Além disso, se começar imediatamente, já não vai se acostumar com aquela quantia e ela não fará parte do seu orçamento. Se começou ganhando um salário mínimo (o que é a realidade da maioria dos jovens no primeiro emprego como estagiário ou auxiliar), reservar 90 ou 100 reais mensais, já te farão poupar ao final de um ano, mais do que um salário integral.
  • Aprenda a reservar o valor a ser poupado, antes de qualquer outra coisa. Imagine que essa grana não existe e só mexa nela se for realmente muito necessário.
  • Faça planos para o futuro, mesmo que sejam planos bobos, como trocar de celular ou fazer uma pequena viagem. 
  • Aprenda a valorizar o que você ganha e não gaste com coisas que não tenham muita importância para você.
  • Organize suas coisas... seu quarto, seu carro, suas gavetas, sua mesa de trabalho. Não adianta a gente resolver ser organizado só quando ficar mais velho. O mundo do trabalho vai exigir isso de você. Pessoas organizadas quase sempre se diferenciam ou pelo menos passam uma boa impressão para quem está observando (seja um cliente, um chefe ou um colega). Além disso, alguém organizado sempre vai parecer mais confiável e competente, o que não é uma verdade absoluta, mas tem fundamento, já que tendem a ter informações na mão quando solicitadas, não costumam perder prazos e não perdem documentos. 
  • Cuide do seu corpo e da sua cabeça! Fundamental isso, já que a gente não liga muito para isso quando é jovem. Cuidar do corpo não significa ir na academia e ficar sarado, isso todo mundo tem feito!  É muito mais... significa ser gentil com você, não se agredir, dormir e comer direito, tomar água, tomar sol e uma série de outros pequenos cuidados que eu, por exemplo, só comecei a ter, bem mais tarde. Um exemplo disso? Usar filtro solar. Sua pele de mais de quarenta vai agradecer muito!!! Cuidar da cabeça vai no mesmo caminho: fazer escolhas saudáveis, desde comida até amigos, ter um hobby, se divertir, cultivar boas amizades e aprender a se olhar, se observar, se autoanalisar. Coisas importantes para tornar a vida mais interessante.
Eu, sinceramente, queria ter aprendido algumas dessas coisas mais cedo, para conseguir lidar melhor com a vida e não ter que aprender "na raça". Olhando agora e me lembrando do quanto eu sempre fui bem organizada com o trabalho, sei o quanto minha vida profissional ganhou com isso e se o restante tivesse ido por esse caminho, eu com certeza teria tido muito mais sucesso, sem tantas dificuldades para me organizar.