sábado, 10 de fevereiro de 2018

Pensando em um cardápio semanal dentro da realidade

Nesses últimos dias tenho tentado desesperadamente reconstruir o hábito de cozinhar e comer direito.
Só pra contextualizar... Moramos hoje só eu e meu filhote de 5 anos. Quando ele era pequenininho eu tinha a rotina diária de cozinhar, já que sempre almoçávamos em casa. Mesmo depois que ele foi para a escola, continuamos assim por algum tempo, até que começou aquela fase estressante (que quase toda mãe passa!) dele não querer comer nada, de fazer birra pra não experimentar novos alimentos, além de desistir daqueles que já comia.A partir daí precisamos fazer mudanças significativas, ele passou a almoçar e jantar na escola.  Foi uma decisão difícil, especialmente para mim. Sabem como é né? Onde é que fica o papel da mãe de alimentar seu filhote? Mas foi uma decisão bem discutida entre mim e o pai, que aliás lidou com isso de maneira bem tranquila, dizendo inclusive que seria mais fácil ele comer junto com os amiguinhos na escola e ele estava certo. Enfim, elaborei minha culpa e ficou tudo bem. Não me tornei uma mãe pior por isso.
O problema agora é outro. Não tendo mais o compromisso de fazer comida todo dia, minha alimentação foi ficando cada dia pior. Eu morro de preguiça, confesso!, de cozinhar só pra mim. O desperdício muitas vezes é grande, porque não dou conta de comer todas as verduras e legumes que compro, na tentativa de variar o cardápio. Nem tudo o que congelo consigo comer depois, porque acho mesmo que o sabor não fica legal (exemplo: feijão, brocolis...). Aí, como uma mesma comida por 2 ou 3 dias e já enjoo e meto o pé na jaca! Os resultados não tem sido bons: engordei, me sinto mais fraca e adquiri um problema gástrico.
Então, voltando ao início da postagem, comecei a procurar todas as formas de fazer um cardápio, fucei montão na internet, quase até assinei um canal para receber cardápios diários, o que seria loucura, já que é pago. O fato é que de nada adianta eu pegar essas ideias de cardápio que não tem funcionalidade, porque não vou fazer uma comida diferente todos os dias, não tem como fazer um prato elaborado com apenas uma ou duas porções e o que eu vi foi, na maioria das vezes, aquelas ideias de uma carne diferente e um legume diferente a cada dia. Isso não funciona para quem come sozinho.
Daí eu pensei... preciso criar algo que sirva para mim, alimentos que talvez se transformem em receitas diferentes a cada dia e comecei agora a desenvolver minhas receitas, digamos assim, versáteis.
Só para constar, não vou ensinar nada de nutrição ou culinária, porque tem gente especialista nisso e não é meu caso. Queria apenas dividir minhas ideias de como ter um planejamento mais maleável e manter uma dieta minimamente saudável. Afinal, todo mundo sabe que dieta balanceada não tem grandes segredos. Um prato saudável só precisa ter uma porção de proteína, uma de carboidrato, alguns vegetais e saladas variadas. Obvio que os profissionais tem uma função bem importante, auxiliando na criação de dietas específicas para cada perfil e cada necessidade. Acho super válido consultar um nutricionista, mas é também válido a gente pensar em como fazer escolhas saudáveis e equilibradas, ainda que no momento não esteja nos planos, no tempo ou no bolso consultar um profissional.
Vamos lá, aqui vão as minhas ideias...
Proteínas: 
Carne moída: Desde que eu era pequena, sempre achei carne moída o máximo da versatilidade. Como tínhamos uma família grande, em tempos de vacas magras, um tantinho de carne moída, com um montão de legumes, alimentava a prole inteira. Dá para refogar (com azeite,alho, cebola, sal, pimenta e louro) uma boa quantidade e congelar em porções nos potinhos. Comecei a fazer isso e já dividir: uma parte congelo só refogada e outra já transformo em molho. Imagina a seguinte conta: meio quilo de carne moída, dá para dividir em umas 4 porções, duas refogadas e dois molhos. Na hora de finalizar é só cozinhar uns legumes como batata, chuchu, abóbora ou abobrinha e adicionar a carne. Fica ótimo! Com o molho dá para fazer macarrão, também super rápido.
Peito de frango: Outro queridinho de quem quer praticidade! Eu separo uns filés para grelhar (poucos) e cozinho o peito inteiro, depois de refogar com alho e cebola, da mesma maneira que faço a carne. Costumo cozinhar na panela de pressão, depois desfio, separo uma parte com o caldo, para sopas ou molho e o restante deixo mais sequinho, para diversas preparações: molho branco para macarrão, sanduíches, panqueca ou mesmo misturar aos legumes cozidos.
Carne bovina pedaço: Gostei de fazer coxão duro cozido e desfiado, além de ser uma carne bem saborosa, não requer grandes esforços, é só refogar e cozinhar por bastante tempo na panela de pressão. Comi por uns 3 dias sem enjoar. Outra opção bacana é o lagarto, já fiz algumas vezes no passado, vou fazer de novo. Fica ótimo recheado com calabresa, cenoura e bacon. É só furar a carne no centro, colocar o que vai rechear, refogar e depois cozinhar. Fica ótimo e depois de frio dá para cortar fatias bem fininhas, o que facilita muito para quem quer comer pequenas porções.
Ovos:  Eu adoro de qualquer jeito, frito, cozido, mexido. Tenho evitado por questões de saúde, mas gosto muito de utiliza-los em omeletes ou suflês. Já fez omelete de abobrinha? Só deixar bem picadinha, temperada com sal, pimenta do reino, dar uma refogada rápida, bater uns ovos, misturar salsa e fritar com pouco azeite. Fica boomm!
Frango em pedaços: Quase nunca compro frango inteiro, exceto quando compramos de padaria, o que acontece só quando tem mais alguém aqui e estamos com preguiça de cozinhar. Assar pedaços como coxa e sobrecoxa é uma opção que gosto. São partes bem saborosas e combinam com legumes assados ou cremes de milho ou espinafre, por exemplo. Amo frango cozido, mas não costumo fazer porque o gostoso desse prato é fazer com várias ou todas as partes do frango e fica uma quantidade de comida enorme e não fica muito saboroso depois de congelado. Quando quero comer, peço pra mamys fazer (momento exploração).
Peixe: Infelizmente não tenho o hábito de comer peixe no meu dia a dia. Eu gosto e é saudável, mas confesso que não acho algo muito fácil de fazer e congelado fica muito ruim. Preciso explorar mais.

Legumes:
- Assados, com azeite, sal e alecrim;
- Cozidos no vapor e temperados com ervas (salsa, manjericão...);
- Refogados. Simples assim, só descascar, cortar e fazer. Eu não costumo fazer grandes receitas com legumes não, prefiro que eles estejam assim, mais integrais.
As exceções são: purê de batata, mandioca ou mandioquinha, creme de milho ou espinafre, batata frita (porque ninguém é de ferro kkk ), lasanha de berinjela ou abobrinha, suflês ou omeletes de diversos vegetais.

Arroz e feijão e suas variações:
Confesso que tenho certa dificuldade com feijão. Adoro, mas tem que ser fresquinho, clarinho, com caldo grosso e grãos bem macios. Ou seja, faço, me mato de comer e depois fica o restante esquecido no congelador. Já tentei congelar sem temperar, sem caldo, enfim, não rola comer depois. As vezes, consigo bater e fazer tutu, mas é raro. Prefiro então consumir mais lentilha, que adoro e não tem isso de ficar ruim depois. Ainda assim prefiro fresquinha claro, mas não dá trabalho. Faço um refogado e já cozinho direto, sem precisar temperar depois. Em 20 minutos está prontinho.
Arroz é arroz né? (e tonto é quem escreve isso!). Gosto do branco e como o integral por obrigação. Costumo dar uma incrementada com cenoura ralada, ervilha congelada ou brócolis. Aquele arroz de forno da nossa mãe, com as sobras do domingo também é uma opção legal.

Macarrão: Não deveria, mas como toda semana e mais de uma vez (abafa). Acho que é a coisa mais versátil e rápida de fazer. Tem versões mais saudáveis, como as massas frescas e integrais. Eu gosto de sempre colocar um legume pra dar uma equilibrada. Macarrão alho e óleo com brócolis e uma boa opção. Molho bolonhesa, molho branco com bastante queijo (é calórico, mas delicioso). Faço sempre yakissoba. Além de ser gostoso é bem balanceado, com carnes e legumes diversos.

Saladas: Aí não tem mistério. A ideia é colocar várias folhas (alface, agrião, rúcula, acelga, couve) e vários legumes crus. Sempre uso cenoura ralada e tenho gostado de usar repolho roxo, bem picadinho. Tomate, pepino, brócolis e couve flor são sempre bem vindos. Para mim, o maior desafio é conseguir ter vários ingredientes nas saladas, sem desperdiçar,  principalmente as folhas que são mais sensíveis. Confesso que ainda não consigo ter todo dia uma super salada colorida. Ou os ingredientes estragam ou falta tempo de comprá-los frescos. Tenho tentado me disciplinar para manter tudo limpinho na geladeira, mas ainda é falho.

Então, baseado nessas minhas reflexões, estou montando uma rotina assim:
- Cozinhar 2 vezes por semana, durante a semana e mais 1 no final de semana.
- Fazer 2 tipos de proteína na semana e congelar para os outros dias.
- Manter uma boa variedade de legumes e saladas para todos os dias.
- Fazer feijão de vez em quando e lentilha sempre (explorar outras opções, como feijão branco, grão de bico...).
- Variar o tipo de arroz.
- Evitar frituras e muita gordura.
- Comer macarrão apenas 1 vez por semana (fora as outras 2 vezes em que vou cozinhar).
- Começar a elaborar um cardápio utilizando a mesma base para vários pratos, evitando ficar com um monte de congelados (exemplo: usar a carne de panela de 2 maneiras na mesma semana: desfiada com legumes e com purê de mandioquinha).
Vamos ver se consigo melhorar minha alimentação e também minhas finanças (comendo menos fora de casa e desperdiçando menos).
Espero que quem passar por aqui possa se inspirar e também fazer esse exercício de elaborar uma rotina para cozinhar e até mesmo um cardápio, o que é meu próximo passo.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Check list de Fevereiro

- Fazer um curso na Coursera (plataforma americana, que tem uns cursos bem legais, sem custo).
- Planejar a compra de um novo notebook e celular. Ambos estão muito ruins e precisarei trocar em breve. O planejamento inclui fazer várias pesquisas de preços e orçar um possível conserto do notebook, para ver se vale a pena.
- Começar a obra de reforma do meu banheiro. Era meta para 2017, mas precisei adiar. Continuo precisando reformar, mas quero fazer tudo de acordo com meu orçamento e sou muito exigente em relação à qualidade dos materiais e ao trabalho do profissional que irá fazer. E como sabemos, o que é bom, custa caro.
- Organizar os documentos para o imposto de renda.
- Contatar um contador, para definir minha situação em relação ao consultório.
- Definir se voltarei a ter faxineira, pelo menos nessa fase mais alérgica.
- Fazer consultas de rotina, minhas e do filhote (já agendadas para este mês).
- Destralhar ainda mais a casa.
- Terminar de limpar os armários dos quartos.
- Estabelecer um plano financeiro, para a mudança de escola do filhote no próximo ano.

Avaliando meu mês de janeiro

No mês de janeiro minha meta foi planejar o tempo. Consegui pensar um pouco sobre o assunto, mas muito pouco consegui fazer para que meu dia seja mais produtivo. Tive alguns problemas domésticos como: minha máquina de lavar começou a vazar e com isso minha rotina de lavar roupa ficou prejudicada por cerca de duas semanas, até que eu conseguisse chamar o técnico. Tive que resolver problemas burocráticos referentes à minha carteira de habilitação, o que me tomou algum tempo. Tive muitas, mas muitas, crises alérgicas, o que tornou péssima minha qualidade do sono e por consequente minha disposição durante as manhãs e final da noite. Além disso, foi o mês de férias do filhote na escola e eu fiz algumas escolhas bem erradas em relação a isso, que vou explicar agora.
Durante o mês de janeiro a escola tem o projeto férias, que iniciou na segunda semana. As aulas mesmo iniciaram só no dia 29. Nos dois últimos anos eu resolvi que ele iria para a escola durante o projeto férias, o que foi bem tranquilo e ele aproveitou bastante com os amigos, já que eu sempre voltei a trabalhar já no dia 2 de janeiro. Mas sabe como é, uma preguicinha daqui, uma tia com pena de lá, uma mãe que não aguentou e cedeu. Então ele acabou voltando só no dia 23 e eu fiquei com minha rotina bem comprometida, já que fiquei com ele mais tempo durante as manhãs e deixei de fazer uma série de coisas minhas. É ok ficar com ele, eu amo meu filho e gosto de passar mais tempo junto, mas eu não consegui fazer academia por exemplo e isso influenciou muito na minha qualidade de sono, por exemplo. Eu prefiro ficar menos tempo com ele, desde que esse tempo tenha mais qualidade e eu esteja mais disposta. Bom, já refleti bastante sobre o que significa ceder a isso e já entendi que no próximo ano não devo mais cair nas armadilhas da culpa.
No trabalho as coisas demoraram um pouco a engrenar, muita gente voltou só na segunda ou terceira semanas, então foi um pouco mais leve, mas mesmo assim, trabalhei todos os dias.
Melhorei um pouco a rotina de casa, consegui focar mais na limpeza e organização, mas não consegui focar em cozinhar, que era uma das minhas metas para esse mês.
Minha organização financeira está indo bem, embora em janeiro tenha me tomado um tempo bem mais longo do que eu gostaria, cheguei a passar uma tarde inteira de sábado cuidando disso, quando meu desejo era aproveitar melhor o final de semana.
A divisão de tarefas com o pai do meu filho ficou um pouco mais tranquila, já que tivemos uma certa dificuldade em fazer uma divisão justa no final do ano. Nos últimos dois finais de semana ele ficou com o pai e eu pude cuidar um pouco mais da casa e descansar um pouquinho, além de assistir uns filminhos.
No mês de fevereiro quero planejar melhor os finais de semana, para que eu não fique apenas trabalhando ou exausta, jogada na cama.
É isso, aos poucos, as coisas vão se ajeitando.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Meta para janeiro: Planejar o tempo

Cuidar do tempo não é tarefa das mais fáceis. A gente vê um monte de textos sobre otimização, administração e planejamento do tempo. Mas o que funciona, de fato, para mim?
Desde que me tornei autônoma e tive um filho essa questão do tempo passou a ser cada vez mais importante. Eu sempre fui um pouco bagunceira e ao mesmo tempo bem organizada. Estranho isso? Eu explico, minha casa nunca foi um caos, nunca acumulei coisas, na medida do possível mantinha as coisas limpas (mesmo em períodos em que não tive faxineira), nunca tive aquelas pilhas de roupas emboladas em uma cadeira ou sapatos espalhados pela casa, mas ao mesmo tempo, sempre invejei chegar à casa de alguém sem avisar e encontrar as coisas todas arrumadinhas. Definitivamente, eu não consigo manter tudo guardadinho, tem sempre uma pilha de papéis no aparador, eu tiro coisas do lugar e tenho dificuldade em devolvê-las, minha pia nunca está completamente vazia e limpa. Enfim, é algo em que preciso melhorar e que não me incomodava até começar a ficar mais tempo em casa. O que mais me chama a atenção sobre mim mesma é que no trabalho eu sempre fui considerada "a senhora organização", porque sempre precisei ter o controle de todas as minhas coisas físicas, para que conseguisse trabalhar bem. Ter um arquivo organizado e atualizado, ter lugar para todas as coisas sempre foi muito importante para mim. Acho que isso influenciou muito na excelência do meu trabalho em outros tempos, em que tudo era papel e eu trabalhava com administração em saúde e seus milhares de processos, prontuários, documentos.
Então, como é que pode, uma pessoa ser tão organizada no trabalho e tão bagunceira em casa? A resposta é simples: sempre administrei bem meu tempo no trabalho. Dividia minha semana de modo que tinha um período para arquivar coisas, para encaminhar o que não teria que ficar comigo, para resolver assuntos em bloco (exemplo: precisava analisar processos de licença prêmio, então pegava todos de uma vez e resolvia de maneira mais focada no assunto).
Em casa nunca consegui implementar uma rotina que de fato funcionasse. Eu tinha um dia para limpar a casa, por exemplo, mas se acontecesse algum imprevisto (ter que trabalhar no final de semana, por exemplo), eu simplesmente abandonava a casa e as coisas acumulavam de tal forma que eu perdia completamente o controle da rotina.
Nos últimos anos, consegui implementar algumas rotinas que realmente tem dado mais certo, como ter dias para lavar roupa. Na segunda lavo roupas coloridas, que são a maior parte, na terça ou quarta lavo as brancas e no final da semana, os uniformes da escola. Tenho uma rotina diária de lavar a louça, guardar os sapatos e roupas do filhote, limpar o banheiro e arrumar as camas. Isso tudo me dá um grande alívio, mas eu ainda preciso organizar melhor meu tempo em casa, para conseguir ter tempo de curtir meu filhote e fazer as coisas de que gosto. Tenho a impressão de que nunca consigo olhar para um cômodo e vê-lo 100% em ordem, não no sentido de perfeição, por que isso simplesmente não existe, mas no sentido de ter ido até o fim. Às vezes limpo toda a sala, passo aspirador, pano, limpo o sofá e demais móveis. Aí não dá tempo de tirar todos os papéis do aparador, não guardo ou descarto coisas, não tiro os sapatos acumulados na entrada ou as bolsas e mochilas que não serão usadas no dia e estão enchendo o cabide que fica bem na porta de casa. Enfim, limpei mas parece tudo bagunçado do mesmo jeito, simplesmente porque não deu tempo de terminar e preciso sair para trabalhar ou para levar o filhote à escola. Quando volto para casa, super tarde, olho a casa e fico super desmotivada, porque parece que nada foi feito, ainda que esteja minimamente limpo, não deu tempo de organizar. Eu preciso desenvolver um sistema em que realmente eu tenha uma casa organizada. Preciso ter mais coerência com meu propósito de organização e isso depende muito de como vou planejar meu tempo.
A primeira coisa que tenho feito é avaliar quais são meus períodos fora do trabalho e como posso dividi-lo para que sobre tempo para ficar com meu filho e descansar. Então, para começar, vivo dizendo que preciso acordar mais cedo, mas eu preciso de 8h de sono, então, resolvi parar de me cobrar e simplesmente descansar de manhã. Parei de me cobrar, porque eu ficava me comparando com todo mundo que acorda cedo, mas a minha realidade é só minha e a maioria das pessoas que conheço trabalham em horário comercial, então não dá para comparar uma pessoa que termina o trabalho as 17 ou 18h (a maioria que conheço) comigo, que termino meus atendimentos por volta das 21h30. Tudo bem que eu trabalho menos horas, mas foi uma escolha e não tenho que me envergonhar de trabalhar cerca de 6 horas por dia. Na verdade eu sou uma grande sortuda por ter essa possibilidade. Pra começar, parei de me chicotear e passei a lidar com minha vida da melhor maneira. No entanto, o fato de trabalhar menos não tem feito com que "sobrem" horas e os motivos eu já localizei:
- Normalmente quem tem que entrar no trabalho cedo já acorda, se arruma, toma café e sai, sem enrolar muito. No máximo a pessoa assiste um noticiário ou faz alguma atividade física. Como eu acordo por volta das 8h e só vou trabalhar lá pelas 14 ou 15h, fica parecendo que estou com as manhas livres, ao passo que quem chega em casa as 18h, sabe que tem que já fazer as coisas para descansar depois. Então estou errando quando descanso quando deveria estar produzindo, principalmente por eu ser bem improdutiva nas primeiras duas horas depois que acordo, independente do horário. Primeiro ponto: preciso mudar a dinâmica das minhas manhãs, ainda que permaneçam mais lentas (é da minha natureza, fazer o que!). Já entendi que ficar de pijama até a hora de sair para levar o filhote para a escola é uma grande besteira. Preciso virar a chave! Acordar, tomar um banho rápido (rápido mesmo, só para acordar de fato), colocar uma roupa confortável e iniciar meu dia é algo que estou recomeçando a fazer e sinto que meu padrão muda muito, fico até mais estimulada. Eu comecei a pensar nisso quando vi que minhas manhãs estavam caóticas e quando eu começava a funcionar era uma correria enorme, porque já estava tudo meio atrasado. Daí lembrei de quando meu filho nasceu e como eu lidava com esse horário durante a licença maternidade. Vou confessar algo muito íntimo sobre a minha insegurança: eu tinha muito medo de que meu bebê passasse mal ou acontecesse algum acidente, então eu acordava, já tomava banho e colocava uma roupa menos esculhambada, para o caso de ter que sair correndo pro hospital. A partir daí eu estava pronta para "começar a trabalhar" e isso mudava minha cabeça de uma maneira muito legal. Eu ficava alerta e tinha mais condições de cuidar de tudo. Não sei porque deixei de fazer isso, embora reconheço que deixar de sentir tal insegurança tenha sido muito bom. Bem, agora retomei o hábito e ainda não posso avaliar, mas sei que está melhor do que antes.
- Como eu ficava no modo "estou de folga" acabava demorando muito vendo noticiário, depois navegando pela internet, para só depois iniciar meu trabalho. Isso foi péssimo, porque às 10h muitas vezes eu ainda não tinha resolvido nada e como meu filho acorda antes disso, eu tinha, no máximo cuidado do café da manhã dele e aí, as 11h30 eu já precisava estar na escola. O resultado foi que parei de insistir para descer pro play, porque entre 10 e 11h eu precisava cuidar das coisas da casa e ele passou a ficar um tempão na televisão. Ainda estou tentando mudar essa rotina, mesmo porque ele está de férias e acaba dormindo mais tarde e acordando bem mais tarde também. Então nos próximos dias preciso ir mudando a rotina devagar, até que estejamos numa sintonia ótima e saudável.

Se eu conseguir planejar melhor a rotina da manhã, otimizando meu tempo, consigo administrar melhor o restante do meu dia.
Fica mais ou menos assim:
8h- Acordar, tomar um banho rápido, fazer meu café da manhã e deixar o dele adiantado. Tomar café, assistir algum noticiário ou programa que queira.
8h50- Iniciar meu dia de trabalho. Olhar a agenda, responder mensagens urgentes (normalmente são de pacientes querendo mudar agendamento do próprio dia.
9h- Separar a roupa suja e colocar na máquina de acordo com o dia da semana. Recolher e dobrar a roupa do varal. Guardar a louça do escorredor, lavar a louça. Começar a acordar o filhote.
9h15- Dar o café da manhã dele e descer para o play.
10h- Subir, deixar que ele assista tv enquanto arrumo as camas, limpo o banheiro, limpo a sala e guardo o que estiver fora do lugar.
10h30- Dar banho e preparar para a escola.
10h50- Organizar a mochila. Me arrumar para ir à academia.
11h10- Sair para levá-lo à escola e ir à academia.
12h- Voltar para casa. Aproveitar que estou na rua e comprar/resolver algo que precise (mercado, farmácia ou caixa eletrônico.
12h30- Fazer meu almoço e almoçar. Não faço comida todos os dias, normalmente cozinho no início da semana e deixo adiantado para o restante.
13h30- Banho e me arrumar para sair.
14h- Sair para trabalhar. Isso varia um pouco, porque na segunda entro mais tarde, na terça entro 14h então tenho que acelerar um pouco, na quarta vou as 12h30, então almoço na rua e não consigo ir pra academia. A quinta é um dia meio instável, que ainda estou resolvendo, porque tenho supervisão e algumas vezes preciso atender mais cedo.
É esse meu planejamento para esse início de ano. Espero conseguir melhorar minha administração do tempo, de maneira que sobre um pouco mais de tempo para cuidar das coisas que me dão prazer.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Tentando não me cobrar tanto

Todos os anos, nessa última semana, eu fazia uma faxina daquelas. Como eu tinha faxineira, marcava um dia em que eu pudesse estar em casa ou organizava tudo o que precisava antes dela vir fazer a faxina. Destralhava, limpava os cantinhos, melhorava a decoração, organizava os armários. Eu sempre começava o ano com as coisas bem organizadas.
Neste ano até que tentei, me cobrei, desesperei e até chorei porque as coisas se acumularam e eu fiquei com a sensação de ter perdido o controle da vida. Sem exagero, foi assim que me senti! Mas isso foi no meio de dezembro, depois fui entendendo que não ia rolar, as coisas estão diferentes por aqui e preciso lidar com isso de maneira mais madura. Em primeiro lugar porque estou super cansada, foi um ano difícil e intenso. Trabalhei até o dia 23 (sábado), ou seja, não tive folga antes do Natal. O segundo motivo foi que estou sem ninguém para me ajudar há algum tempo. Como já falei aqui, a pessoa que trabalhava comigo há anous adoeceu e precisou parar de fazer faxina. Depois de alguns meses fazendo tudo até tentei arrumar uma outra pessoa, mas não deu certo e acabei desistindo. Enfim, final de ano (corrido pra todo mundo!) mais niver do filhote+natal... Não deu! Não consegui dar conta e minha casa passou o Natal sujinha e desorganizada. Fui fazendo o que dava, mantendo as coisas razoavelmente arrumadas e limpando na rotina mesmo.
Nesta última semana tirei uns dias de folga mas em vez de ficar fazendo faxina, arrumando armários, eu decido sair bastante com meu filho e com minhas sobrinhas. Fomos fazer compras de coisas fofinhas na Papelaria Universitária, almoçamos numa Cantina que eu gosto, fomos à livraria, teve "oficina de criação" aqui em casa, fomos à Exposição do Castelo Ratimbum, almoçamos numa esfiharia que gostamos, fomos àquela TokStok grandona da zona oeste. Quer saber? Investi no que realmente importa, ficar com meu filho e descansar! Ontem dei uma limpadinha mais ou menos, hoje limpei mais um pouquinho, passei um pouco de roupa e limpei e organizei as gavetas. Tive um dia bom, sem muita neura e vou sim receber 2018 com as janelas sujas, com pó na estante e com a pia mais ou menos. Que bom que eu posso já mandar meu recado para o próximo ano bem no primeiro dia: Escuta, ano novo, por aqui, a gente prioriza viver!!!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Minhas metas realistas para 2018

Todo final de ano eu costumo estabelecer algumas metas para o ano seguinte. Já teve anos em que eu provavelmente estava surtada e listei quase 30 metas. Foi engraçado, porque passei os primeiros meses do ano meio que desesperada para cumprir tantas metas, depois desencanei e não cumpri mais nada. Obvio que isso é comportamento de quem está muito desesperado por mudança kkk, mas passou e nos últimos anos tenho colocado alguns itens apenas, coisas que considero importante e mesmo mudanças sobre as quais quero ter um olhar e dedicação. Nestas metas sempre entram mudanças de hábitos, que nem sempre se sustentam, mas é uma tentativa válida. Enfim, não sou refém dessas minhas metas, apenas gosto de escrever e tentar olhar de tempos em tempos, como um incentivo para mudanças na minha vida. Gosto de listas, gosto de metas e gosto de marcar a passagem do ano dessa forma. Então, nos últimos anos tenho colocado cerca de 8 itens na minha lista, mas ainda não sei se encontrei uma forma boa de lidar com elas. Por exemplo, quero e preciso emagrecer cerca de 10 kg, mas talvez essa não deva ser minha meta e sim "cuidar melhor da alimentação e investir mais em atividade física", chegar ao meu peso ideal é menos importante do que mudar e melhorar meus hábitos. A meta que antes era "melhorar minha organização financeira e poupar mais", já foi atingida há tempos, então agora será: "reduzir em 20 a 30% meus gastos e investir. Voltar a estudar será substituído por "reservar na agenda 3 horas semanais para os estudos". Acho que dessa forma fica mais assertivo e consigo melhorar o acompanhamento da realização das minhas metas.
Muita gente faz listas com metas e é um exercício interessante mas, não rola ficar refém e desesperado para realizar. A gente precisa encontrar um equilíbrio entre o que quer ter e o que é possível para nossa vida.
Eu quero chegar ao final do ano, olhar minha lista e pensar: realizei bastante coisa e estas que não consegui foi porque aconteceram coisas diferentes do planejado e tivemos uma pequena mudança de curso. A vida é assim, muda a todo instante e precisamos saber lidar com isso.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Meu novo planner

Olha, essa moda de planner pegou mesmo por aqui!
Conheci o conceito do planner em 2015 e a partir de 2016 comecei a fazer o meu. Descobri recentemente que agora até tem modelos mais em conta como o da Tilibra e um fofinho da Imaginarium. Para quem não quer fazer ou não tem paciência/habilidade, pode ser uma boa comprar um assim, já que os mais conhecidos do mercado são muito caros (pesquisei no ano passado e custavam entre 250 e 420 reais, uma fortuna!). Bem, na época não tinha esse da Tilibra que custa menos de 50 contos, mas que apesar de bonitinho não atende bem às minhas necessidades, principalmente por causa da gramatura do papel,de 60 mg., muito fininho.
Mas se você assim como eu, gosta de organizar sua vida em um único endereço e tem disposição para fazer o seu, aqui vão algumas das minhas experiências, desventuras e aventuras no mundo do planner.
Primeiro acho que escolher um tamanho adequado pode ser bem interessante, já que é você quem vai carregá-lo para cima e para baixo. Se ele for um trambolho, vai acabar desistindo de levá-lo com você. O meu primeiro era tamanho A4, com espiral, o papel paraná que usei para a capa era bem leve e, apesar de ter revestido com tecido, no final do ano, os cantos estavam todos esfarelando. Não é boa ideia a capa, mas o tamanho foi ok. Neste ano acabei comprando uma pasta bonitona lá na Daiso. O bom da pasta é que dá para substituir as folhas ou acrescentar, mas achei muito grandona e pesada, em muitos lugares que eu gostaria de levar acabei desistindo. Eu pretendia usar mais em cafés e parques, mas acabei não fazendo, porque não dá para levar na bolsa. Para o próximo ano vou testar uma inovação: comprei na papelaria universitária, um caderno que eles próprios fabricam, meio que um bloco, com espiral bacana e um papel super bom. A capa é de um papel semelhante ao paraná, mas mais duro. Desmontei o caderno e imprimi. O maior trabalho foi mesmo desmontar, sem entortar muito o arame, mas foi de boa.
O bom da gente mesmo fazer é que dá para personalizar tudo.
O meu tem:

  • Folha de rosto escrito Meu Planner
  • Lista Meus projetos para 2018
  • Lista dividida: projetos de curto, médio e longo prazos
  • Check list de saúde meu e do filhote
  • Controle de menstruação
  • Controle financeiro mensal (planilha de orçamento)
  • Agenda mensal de rotina e compromissos
  • Controle de parcelamentos no cartão de crédito
  • Controle de entradas e saídas financeiras (ano todo)
  • Folha pautada para anotações gerais
O papel precisa ser de uma boa gramatura (90 ou 120). O meu sempre fiz com 120, fica bem bacana e é gostoso de escrever, desenhar, enfim, dá pra se divertir bem.
Não aconselho que tenha folhas demais. O ideal é que tenha umas 3 ou 4 folhas por mês (orçamento, agenda mensal, folha pautada e mais alguma que julgar interessante, como lista de mercado, por exemplo.

Ainda vou saber se funciona, mas investi nesse caderno que é menor do que o A4, quase quadrado. Achei um tamanho bom e não é difícil de carregar.
Sei que muita gente prefere fazer tudo isso digital e que tem até aplicativo para lidar com a maioria dessas coisas, mas escrever além de ser uma delícia, faz soltar a imaginação, dá para rabiscar um projeto, colocar lembretes, usar adesivos,post its coloridos, canetas coloridas. Enfim, dá para fazer da organização algo bem mais divertido.
Você não precisa gastar uma fortura. Eu gasto sempre, por volta de 40 reais, incluindo o tecido para encapar que o deixa super personalizado.
Eu adoro essa experiência de já começar a pensar no meu ano, quando estou aqui, montando meu querido planner!