domingo, 3 de setembro de 2017

17 semanas para o Natal... minha listinha de 17 coisas para fazer até lá

Hoje eu estava com um pouco de saudades de mim, então resolvi revisitar meus primeiros posts, lá em 2011, quando minha vontade e necessidade de organizar minha vida, finalmente tomaram forma. Relembrei grandes mudanças... a depressão e o caos que isso trouxe, o momento em que tomei as rédeas da vida novamente, os passos que estabeleci, a mudança na carreira, o nascimento do meu filhote, a separação. Foram anos de extrema revolução interna e externa.
A grande constatação é de que eu sobrevivo! A grande certeza é de que quero calmaria de agora em diante.
Mas falando das experiências de organização que foram bem legais, teve uma lista que fiz (em 2012 acho) em meados de agosto, em que estabeleci 1 coisa por semana para fazer até o natal, então como hoje faltam 17 semanas, vou fazer de novo e tentar cumpri-la, como da outra vez. No ano que vem, quero voltar a fazer o calendário 52 semanas que fiz nos dois últimos anos, que foram bem legais porque mesmo que eu não conseguisse fazer tudo, o que conseguisse já era bem positivo.
Eu estou me sentindo motivada a fazer novamente, então vamos lá:

17 semanas para o natal:

  1.  Fazer uma faxina no meu guarda roupa 
  2.  Comprar flores
  3. Replantar minha hortinha de temperos
  4. Comprar um livro bem gostoso
  5. Fazer um dia detox
  6. Sair para almoçar com uma amiga
  7.  Fazer pão
  8. Fazer um pic nic no parque
  9. fazer uma mega hidratação na pele
  10. ir a uma exposição ou teatro
  11. Fazer um programa com minhas sobrinhas
  12. programar um encontro com as amigas
  13. Ir à praia
  14. fazer algum projetinho para a casa
  15. Decorar para o natal
  16. programar uma semana de férias
  17. Montar meu planner para o próximo ano.


Cansaço e desânimo

De modo geral é muito difícil a gente fazer um diagnóstico da gente mesmo, principalmente quando se trata da nossa saúde mental; Ainda que eu seja da área, demorei muito para entender o que vinha acontecendo, mas eu sabia que alguma coisa não estava bem.
Venho sentindo um cansaço extremo há pouco mais de um ano. Sabe aquele cansaço que não melhora nem depois que a gente dorme um monte, ou descansa um final de semana inteiro? Então, era assim que eu vinha me sentindo. Passei num clínico, depois endócrino, fiz exames que não deram nenhuma alteração significativa. Achei que podia ser ausência de alguma vitamina ou alteração hormonal, mas nada foi diagnosticado. Melhorei a alimentação (por um tempo!), fui para a academia, também por alguns meses, mas nada mudou, ou pior, mudou sim, piorei muito nos últimos meses.
Pensei que podia estar deprimida, mas conheço muito bem a depressão, por diagnosticar em meus pacientes e principalmente por ter lidado com a minha própria, por mais de uma década.
Este ano tenho adoecido com uma frequência enorme e os sintomas tem sido os mais variados: tive 3 ou 4 crises alérgicas/sinusites, duas delas bem debilitantes, comecei a ter refluxo, com 2 episódios bem difíceis de superar, tive também alguns dias em que minha coluna travou e fiquei super dolorida e sem conseguir fazer quase nada.
Estou adoecendo, isso é fato. Mas comecei a pensar no que isso significa, para além do óbvio, já que é claro para mim que tenho me sentido cansada por estar há anos sem férias decentes, por ter um filho pequeno (com uma energia enorme), por ter que dar conta de tudo sozinha, casa, consultório, contas, filho...
Aí vem uma constatação ainda mais dolorosa...me sinto sozinha, muito sozinha.
Não tenho mais tempo para encontrar os amigos, quase não converso, me sinto vazia e sinto falta de trocar com pessoas. Minhas amigas reclamam da eterna falta de tempo e a gente, quando consegue se falar, tenta combinar um encontro que quase nunca acontece.
Sinto falta de um papo bobo, de tomar uma cerveja falando da vida, de sair e conhecer um lugar novo com alguém. Sinto falta do mundo externo, de entrar em um lugar que não seja da minha rotina, de falar dos meus planos de reforma do apartamento ou de reforma da vida.
A sensação que tenho é de que as pessoas estão mais sozinhas, de modo geral. Vejo um monte de gente se relacionando pelas redes sociais apenas, vejo outros se relacionando somente com a família e os colegas de trabalho, quando muito. Parece que o mundo acelerou de tal forma que a gente não tem tempo nem disposição para estar com as pessoas. Outro dia falei com uma amiga de marcarmos um churrasco aqui no prédio, mas desisti porque não consegui organizar minimamente o  que eu teria que fazer para que isso acontecesse, o que era, na prática, ver que dia toda a turma poderia, reservar o salão e fazer as compras. Em outros momentos eu organizava um churrasco de um dia para outro, sem crise. Dessa vez, resolvi poupar minhas energias e perdi a oportunidade de ter um dia feliz.
Então, além do fato de estar sozinha, esse meu cansaço crônico também merece atenção, lembrei há alguns dias da  síndrome de burnout que é basicamente um conjunto de sintomas referentes ao estresse crônico, principalmente ligado ao trabalho. Isso começou a fazer sentido desde então. Agora que as coisas estão mais claras, preciso de ajuda profissional para lidar com isso e preciso conseguir mudar a rota, para um caminho que me faça um pouco mais feliz.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Usando planejamento estratégico para me organizar

Estou tentando por fim a uma situação incômoda. Na verdade são várias situações que vem me incomodando, então resolvi atacar isso fazendo um diagnóstico e tentando encontrar soluções possíveis, dentro da lógica do planejamento estratégico.
Eu já trabalhei com planejamento estratégico há muitos anos e gosto muito da metodologia. Na minha vida pessoal também já utilizei quando foquei na organização financeira, que por ter objetivos bastante concretos, foi uma metodologia muito legal de utilizar e deu bons resultados.
Bem, eu não sou profunda conhecedora do PE mas, resumindo o que aprendi, a gente coloca cada situação sob perspectiva: problema, objetivos, estratégias para resolução, metas de ação.
Então, aí vai o meu planejamento para os próximos passos, rumo à reorganização da minha vida, rotina diária e planos futuros.

Para não ficar muito extenso vou fazendo aos poucos, começando pelo que é mais fácil, por ser algo que já venho trabalhando há muito tempo e está necessitando de ajustes apenas.
Uma ideia boa para quem está começando um planejamento é se fazer algumas perguntas, como:
- O que está me incomodando?
- Por que não estou conseguindo lidar bem com isso?
- Como eu gostaria que a situação estivesse hoje? E daqui a 1 ano? E daqui a 5 anos?
Essas são perguntas para identificar o problema. A partir daí é possível começar a pensar na estratégia para lidar com ele.


Problema
Objetivo
Estratégia para resolver
Metas de ação/prazos
Venho gastando quase 100% do que ganho mensalmente
Economizar dinheiro
Reduzir contas
Repensar estilo de vida
- Fazer uma nova leitura da minha planilha de orçamento - cortar mais supérfluos, - estabelecer um valor médio para investimento mensal.
Agosto/17 para análise e cortes.
Setembro para quitação de dívidas pendentes
Outubro para investir

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Quando meu procrastinar se tornou sintoma de adoecimento

Ontem tive um choque de realidade...
Há algumas semanas comentei com minha irmã que parece que o último ano ficou meio em stand by, sinto que não aconteceu nada e às vezes, tenho até dificuldade de saber o que aconteceu na minha vida, parece que fiquei adormecida por cerca de um ano, embora as coisas tenham caminhado e eu não tenha deixado de lado coisas essenciais como cuidar do meu filho, do meu trabalho e na medida do possível da minha casa é como se tudo tivesse ficado meio no automático. Comecei a me sentir estranha, como se eu não estivesse vivendo direito.
Bem, voltando a ontem... No ano passado eu vinha tentando investir numa alimentação mais saudável e tentando fazer coisas diferentes em casa; No início do ano eu fiz pão algumas vezes e foi uma experiência sensorial bem legal. Cheguei a ir à zona cerealista comprar uns ingredientes mais naturais e integrais, mas aí, não sei porquê, não consegui mais tempo, nem tive ânimo de fazer o pão e desde então venho tentando voltar. Ontem peguei um dos ingredientes e vi que estava exatamente fazendo um ano! Comprei a farinha em 12/08 do ano passado! Confesso que fiquei chocada, chocada mesmo e me perguntando: onde eu estive nesse um ano? Por que abandonei diversas coisas que eram importantes para minha vida? Me senti muito mal, até porque sei parte dessa resposta...
Venho adoecendo sistematicamente. Estou desanimada até com meu trabalho. Não tenho conseguido ter a qualidade de vida que gostaria e me sinto muito frustrada. No segundo semestre passado teve ainda a crise financeira que deu uma mexida em tudo. Sinto que estou adoecida emocionalmente. É isso, começo a me sentir deprimida e isso é destruidor!
Sei que pode parecer exagero começar falando que não consegui fazer pão por um ano e chegar a um diagnóstico de depressão, mas a verdade é que esse episódio só serviu para me fazer olhar pra traz e perceber que venho me abandonando há tempos. Primeiro deixei de meditar, quase não ouço mais música, tenho pouca (ou nenhuma) vontade de sair, parei de escrever o diário que fazia para meu filho, estou mais descuidada da aparência, engordei 5 kg nesse período e acabei de descobrir que estou com anemia, possivelmente porque estou bem mais descuidada com a alimentação. Fiz academia de dezembro até meados de maio, depois fui abandonando também.
Antes disso eu já vinha sem tempo para um monte de coisas legais que queria fazer, mas parece que ainda havia desejo, coisas do tipo, "não consigo ir ao cinema, mas quem sabe eu consiga um espacinho para tentar ir nesse final de semana", agora nem a programação dos cinemas eu tenho visto, perdi o interesse. Na minha auto análise, perder o interesse por coisas simples, que antes me davam prazer é um ponto importante para me perceber deprimida. As pessoas tem muitas vezes uma visão equivocada de depressão e não a consideram quando a pessoa está produtiva, conseguindo trabalhar, sem estar prostrada na cama. Definitivamente não é assim. A falta de tesão pela vida e pelas coisas pequenas da rotina são um indício bem importante.
Mas, porque a ficha caiu só agora? A gente começa depois de um tempo de sofrimento a funcionar através dos mecanismos de defesa. É como se fingisse que as coisas não estão tão mal assim e segue a vida, tentando fazer o mínimo necessário. Uma hora esses mecanismos falham e quando isso acontece, a coisa fica evidente.
Há cerca de 20 dias, eu estava exausta (mesmo!). Marquei 4 dias de férias no Sul de Minas, aqui bem perto de São Paulo, com meu filho e minhas sobrinhas. Com dias extremamente secos e muitas alergias já presentes, na véspera da viagem me senti muito mal, com aquela sensação de gripe e muitas dores no corpo, assim, de repente, no final do dia. Fiquei preocupada por conta da viagem e comecei a me automedicar com antialérgico e medicação para dor. Piorei muito nos dias da viagem. Conseguia ficar até bem de manhã, conseguia passear um pouco, mas depois do almoço, ficava na cama. Minha sorte é que minhas sobrinhas são adultas/jovens e conseguiram se divertir com meu filho a tarde e noite, enquanto eu descansava no hotel. Depois de voltar da viagem, ainda fiquei muito mal por mais uma semana, tendo trabalhado apenas dois dias e por fim, para tentar resumir, foram 16 dias de extremo mal estar, com uma gripe+sinusite, que após as medicações afetaram meu estômago e passei a ter refluxo. Enfim, fiquei muito mal e só comecei a melhorar há 3 dias.
Isso tudo é só para falar do quanto o corpo não aguenta quando a vida vai mal.
Desculpem o desabafo, mas é aqui que registro minha vida para tentar me organizar!
Bem, mas coisas boas vem por aqui. Nesse final de semana meu filho ficou com o pai e eu pude me cuidar um pouquinho. Comi um pouco melhor e mais saudável, cortei os cabelos e fiz a unha, além de descansar bastante!
Hoje estou mais confiante e menos cansada. Organizei minhas contas no final de semana e arrumei uma nova faxineira (a que me ajudava está extremamente doente e eu estava tentando cuidar de tudo sozinha há uns 4 meses).Vou tentar estabelecer uma nova rotina nessa semana em que priorize os cuidados comigo mesma e com minha saúde e bem estar. Vou voltar para a academia hoje e tentar manter uma rotina de alimentação mais adequada. São pequenas coisas que farão diferença na vida, pelo menos é o que eu espero!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Quando descobri que meu minimalismo tem um "quarto de bagunça" pra chamar de seu

Hoje entendi algo que vinha me incomodando silenciosamente. Sabe aquela sensação de que tem algo de errado e a gente não identifica o que é? Então, era isso! Eu vinha com a sensação de que meu discurso e minha prática em relação à organização não estavam alinhados. Algumas falhas eu até tenho identificado, como a desorganização crônica e sistemática dos meus papéis (eu faço grandes limpezas, arrumo tudo mas ainda não consegui colocar isso como rotina e a bagunça acaba voltando e  me irritando muito), mas venho sentindo que não é só isso.
Hoje aconteceu uma coisa que me deu um baita insight. Estou sem faxineira há alguns meses, por ter diminuído minha demanda e porque a pessoa que trabalha para mim está super doente. Resolvi chamar uma profissional que me indicaram para fazer um "faxinão", especialmente na cozinha, onde venho fazendo apenas o básico. A pessoa veio hoje e, enquanto ela limpava os armários da cozinha, eu fui fazendo algumas outras coisas. Reservadas as devidas proporções de que a moça era mega obsessiva e lenta, enquanto ela limpava uma cozinha super pequena, eu fiz: cuidei do meu filho pela manhã, assisti ao noticiário, dei banho e o levei à escola, passei no banco, fui ao supermercado, voltei para casa, passei aspirador em toda a casa, guardei roupas, arrumei minhas coisas no quarto, preparei toda a casa para a limpeza, limpei minha pequena estante, onde guardo as coisas de costura e DIY, tomei um lanche, naveguei um tempinho na internet, passei roupa por um longo tempo, guardei as roupas passadas e devo ter feito algo mais que não me lembro. Quando já estava irritada pela demora e por perceber que o "faxinão" se resumiria a um item, comecei a pensar coisas do tipo: "eu devia ter feito aos poucos e não precisaria pagar para me estressar" -aliás,esse foi o pensamento mais educado que tive, pqp!- e de repente pensei: ok ela é mesmo muito lenta, mas tem um monte de coisas sujas dentro do armário, simplesmente porque são coisas que eu não uso!!! Caramba e eu pagando de minimalista, com o armário cheio de cacarecos que não são usados há anos! É isso, eu ainda sou bem mais acumuladora do que eu achava ou melhor, muito mais do que poderia admitir.
As vezes tenho a sensação de que todos nós temos pequenos segredos que não revelamos nem a nós mesmos e são coisas que destoam da visão que temos de nós mesmos, é aquela espécie de deslize vergonhoso que cometemos mas que não podemos falar em voz alta, então reprimimos e passamos a não olhar mais para aquilo,
É meus caros, armadilhas do nosso inconsciente! Meu eu minimalista ficou arrasado ao descobrir que tem um quarto de bagunça pra chamar de seu!
Ainda bem que uma hora a gente descobre e pode fazer algo com isso!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O faça-você-mesmo como estilo de vida

Um dia, lá nos anos 80, eu tomei uma decisão muito importante... resolvi que seria uma pessoa independente pelo resto da vida. Naquela mesma década decidi como seria isso (pelo menos como eu compreendia isso aos 15 anos). Então arregacei as mangas, arrumei um trabalho e fui estudar a noite. Demorei muitos anos apenas nesse primeiro e importante passo: comecei a ganhar meu dinheiro, assumir minhas contas e adquiri uma certa autonomia. Comprei meu primeiro apartamento aos 23 anos (junto com meu então noivo e depois marido). Pra quem conhece a realidade de quem vive na periferia, sabe que isso foi um enorme feito.
A partir daí minha autonomia foi só aumentando. Quando me casei, nunca tinha feito uma refeição completa e só tinha feito uns ensaios de cozinhar. Não tinha ainda aprendido a ligar uma máquina de lavar e o ferro de passar então, eu não tinha ideia de para que servia! Fui aprendendo passo a passo, com meus erros e alguns raros acertos. Como na época eu era casada com um cara que já havia morado sozinho, isso foi facilitado, mas mesmo assim, não foi fácil aprender tudo isso assim de uma hora para outra.
Na época eu já me interessava por decoração e DIY, embora a gente não tivesse esse mundo maravilhoso da internet, já haviam algumas revistas que ensinavam a fazer algumas coisas. Fui desenvolvendo a ideia de que a gente só terceirizaria aquilo que não conseguisse fazer. Primeiro (e até hoje) arrumei alguém para passar roupa, porque simplesmente não me entendo com o ferro.
Cuidar da casa, fazer pequenos reparos foram se tornando parte natural da rotina.
Ao longo desses anos, tendo morado em pelo menos 5 endereços diferentes, eu só contratei pintor uma única vez e só porque estava grávida. Sempre fiz eu mesma, ou com ajuda dos maridos, ou simplesmente sozinha, como fiz agora. Consertar uma tomada, o chuveiro ou um móvel, pode ser feito por qualquer um com um pouco de habilidade e disposição para tentar. Não me sinto acima da média ou qualquer coisa assim, apenas aprendi a "fuçar", a tentar entender como funciona a coisa e a ver se consigo dar conta.
Muitos anos depois me dei conta de um aspecto incrível dessa escolha... fui desenvolvendo uma autonomia em relação às mais diversas coisas da vida. Hoje, se eu decido ficar sem faxineira, sei faxinar. Se decido trocar as tomadas ou as torneiras, eu me informo com alguém que saiba fazer e faço. Estou há 3 semanas pintando a casa. Até tive alguma ajuda, mas fiz boa parte do trabalho eu mesma. Hoje estou aqui, reformando um móvel.
Isso não quer dizer que eu não precise de ninguém, muito pelo contrário. Conto com as pessoas, peço ajuda quando preciso (e sempre preciso dos amigos, da família...).
É legal poder admitir que preciso das pessoas, mas que a vida não desmorona se não tiver ajuda.
Aprendi também a valorizar meu dinheiro e meu tempo. Se preciso de um serviço que alguém faria em 3 horas e eu demoraria 2 dias e se tenho grana para pagar por isso, pago sem o menor problema. Mas, se estou com tempo e posso economizar uma grana para gastar com outras coisas mais legais, porque não tentar?
Acredito que a gente não possa ficar refém de uma ideologia ou de um estilo de vida. O barato da vida é colocar as coisas na balança e ver o que mais vale a pena naquele momento. Outro dia fui ao cabeleireiro para pintar o cabelo, coisa que eu sempre fiz sozinha, mas naquele dia estava cansada, havia trabalhado muito na casa e me dei esse presente, de ficar tranquilona, enquanto alguém cuidava da cabeleira.
Enfim, tenho buscado coerência nas minhas escolhas e estou feliz por estar alcançando esse amadurecimento.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A desorganização está me adoecendo

Eu tenho adoecido com bastante frequência. Isso me preocupa bastante porque, apesar de não ser nada grave, tenho tido algumas infecções de vias respiratórias, que tem repetido uma vez por mês. Além disso sinto um cansaço absurdo, porque sinto que meu sono não parece suficiente, embora eu durma 8 horas diárias. Me sinto cansada e no final do dia estou bastante irritada e ansiosa. Eu não sei direito o que está acontecendo, mas estou fazendo  alguns exames para saber.
Embora eu não tenha um diagnóstico muito claro, tenho algumas pistas (já quase certezas):
1. Estou sem férias de verdade há 5 anos! Ao longo desse tempo tirei, no máximo, 10 dias por ano.
2. Por conta da rotina exaustiva tenho me alimentado mal, acabo consumindo alimentos de baixa qualidade e me sinto desnutrida.
3. Estava fazendo academia 4 a 5 vezes por semana, quase sem resultado algum. Não emagreci, não me senti mais disposta e me senti desmotivada pela falta de resultados. Além disso, senti mais fome e mais necessidade de carboidratos.
4. Estou trabalhando mais e minha qualidade de vida piorou muito.

Motivos suficientes para adoecer, não?