Nos últimos dias venho falando e investindo em mudanças no meu estilo de vida (ô coisa difícil!) e ao mesmo tempo em que me sinto feliz por estar no caminho certo, percebo também que me sinto mais ansiosa. Percebi que venho tendo uma atitude nada boa em relação ao tempo e um bom exemplo acaba de acontecer: tenho um intervalo de duas horas no consultório (das 18 às 20h) e normalmente aproveito para dar um pulinho na padaria, fazer a unha, pagar umas contas e bater um papinho com minhas sócias quando alguma delas está livre. Hoje eu resolvi ajeitar a unha eu mesma e fiz super rápido, já havia resolvido os problemas bancários e tinha apenas coisas legais pra fazer: escrever um post, ouvir um pouco de música e acertar meus controles financeiros e minha agenda. De repente me vi ansiosíssima para fazer tudo ao mesmo tempo, como se tivesse que dar conta de tudo, coloquei tudo sobre a mesa e me bateu uma dor de cabeça! (física mesmo!!!).
É isso, bingo! Preciso desacelerar. Preciso voltar a organizar meu tempo de fazer as coisas, para que no meu tempo livre eu não fique desesperada para aproveitar cada segundo e pare de viver como se não pudesse perder tempo.
Onde está a pessoa que cultuava o ócio? Quando foi a última vez em que me desliguei de tudo e fiz apenas algo relaxante como ouvir música ou ver um filme, sem prestar atenção na hora ou no filho ou nas milhares de tarefas que terei que fazer mais tarde, amanhã ou pelo resto da vida? A vida é isso, tem uma série de tarefas chatas, outras simples, muitas prazerosas, muitas insuportáveis, mas a grande verdade é que sempre teremos milhares de coisas pra fazer e só precisamos aprender a priorizar o que realmente importa, com o cuidado de saber que o que importa não é o que a sociedade acha importante, ou o que é obrigação ou trabalho. O que importa é tudo aquilo que faz minha vida melhor e me deixa mais feliz.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
domingo, 8 de novembro de 2015
Tentando (mais uma vez) mudar meu estilo de vida
Depois que fiz aniversário (45 anos!) comecei sentir uma necessidade grande de fazer algumas mudanças no meu estilo de vida. Quero voltar a investir em coisas que foram se perdendo ao longo dos anos.
Acho que tudo começou na verdade depois de ver um post de um dos meus blogs preferidos, o dcoração, da Viviane Pontes. Era um post que mostrava um jardim de latas, super singelo e lindo! Naquele momento fui tomada por uma saudade imensa da minha infância. Como eu já disse antes, sou "filha de vó" e é dela que tenho mais saudades na vida. Lembro que nós plantávamos várias coisas nas latas (lembram das latas de óleo de soja?) e pendurávamos nas paredes. Já fazíamos jardim vertical- moderno, hein?
Além de sentir muita falta da minha avó que me ensinou quase tudo sobre amor, simplicidade, fé e coragem, sinto também falta daquela vida, do cheiro da terra e das tardes de chuva quando eu ficava sentada na janela do quarto vendo a chuva cair sobre as plantas (milhares de plantas) da minha vó e depois esperava ansiosamente, quando a chuva parava e o sol reaparecia. Era um momento mágico em que o sol fazia as gotas de chuva sobre as folhas brilharem. E depois sempre aparecia um arco iris e um sapo! Essa foi minha infância e me lembro de ficar muito, muito tempo contemplando tudo isso.
Há cerca de um mês decidi voltar a viver um pouco disso. Por mais que hoje eu viva em um apartamento e não possa me sentar na janela para olhar a chuva, ainda posso fazer coisas que me remetam àquele tempo.
Decidi que quero descomplicar a vida, viver com menos e de maneira mais leve. Devo isso ao meu filho!
Eu outubro fiz com ele uma viagem para a praia e não foi um momento muito fácil, primeiro porque ele tem quase 3 anos e está numa fase de grandes experimentações e me testando muito. Depois porque foi a primeira viagem que fizemos só nós dois (sem pai, avó ou tias) e foi cansativo cuidar dele o tempo todo sozinha. Por último teve uma fala dele que me acendeu uma luzinha vermelha. Estávamos na praia e ele ficou irritado com a areia e com a onda, então disse que preferia ir ao shopping! Por mais que tenha sido engraçado na hora, depois fiquei pensando em qual estilo de vida ele conhece e em como serão suas recordações da infância daqui a vinte anos. Vai ser triste ele ter lembranças de shopping! Quero dar a ele (e a mim) muito mais do que isso. Quero que tenhamos experiências mais significativas, mais sensoriais e lembranças mais afetivas. É nisso que quero investir meu tempo.
Para que consiga fazer isso, preciso me organizar. Preciso organizar o tempo, a casa e as finanças, mais uma vez!
Neste final de semana estou fazendo uma experiência que está dando certo. Ontem (sábado), depois de trabalhar de manhã, vim pra casa antes de buscá-lo na vovó. Dei uma limpada e organizada em toda a casa e quando fui buscá-lo já estava mais leve. Chegando em casa fizemos pão integral e pizza para o jantar. Ouvimos música e tivemos uma noite leve. Hoje tomamos café da manhã bem demorado, com nosso pão integral e suco detox. Estamos em casa, tranquilos, sem pressa e sem compromisso. Apesar dele estar assistindo tv e eu estar aqui, escrevendo este post, estamos juntos, ligados. Paro de escrever pra fazer um carinho ou ver um desenho de vez em quando. Estar junto não é só estar fazendo coisas juntos, mas é estarmos ligados. Agora vou parar de escrever porque ele quer fazer "naninha", cheio de preguiça nesse dia chuvoso... delícia!
Acho que tudo começou na verdade depois de ver um post de um dos meus blogs preferidos, o dcoração, da Viviane Pontes. Era um post que mostrava um jardim de latas, super singelo e lindo! Naquele momento fui tomada por uma saudade imensa da minha infância. Como eu já disse antes, sou "filha de vó" e é dela que tenho mais saudades na vida. Lembro que nós plantávamos várias coisas nas latas (lembram das latas de óleo de soja?) e pendurávamos nas paredes. Já fazíamos jardim vertical- moderno, hein?
Além de sentir muita falta da minha avó que me ensinou quase tudo sobre amor, simplicidade, fé e coragem, sinto também falta daquela vida, do cheiro da terra e das tardes de chuva quando eu ficava sentada na janela do quarto vendo a chuva cair sobre as plantas (milhares de plantas) da minha vó e depois esperava ansiosamente, quando a chuva parava e o sol reaparecia. Era um momento mágico em que o sol fazia as gotas de chuva sobre as folhas brilharem. E depois sempre aparecia um arco iris e um sapo! Essa foi minha infância e me lembro de ficar muito, muito tempo contemplando tudo isso.
Há cerca de um mês decidi voltar a viver um pouco disso. Por mais que hoje eu viva em um apartamento e não possa me sentar na janela para olhar a chuva, ainda posso fazer coisas que me remetam àquele tempo.
Decidi que quero descomplicar a vida, viver com menos e de maneira mais leve. Devo isso ao meu filho!
Eu outubro fiz com ele uma viagem para a praia e não foi um momento muito fácil, primeiro porque ele tem quase 3 anos e está numa fase de grandes experimentações e me testando muito. Depois porque foi a primeira viagem que fizemos só nós dois (sem pai, avó ou tias) e foi cansativo cuidar dele o tempo todo sozinha. Por último teve uma fala dele que me acendeu uma luzinha vermelha. Estávamos na praia e ele ficou irritado com a areia e com a onda, então disse que preferia ir ao shopping! Por mais que tenha sido engraçado na hora, depois fiquei pensando em qual estilo de vida ele conhece e em como serão suas recordações da infância daqui a vinte anos. Vai ser triste ele ter lembranças de shopping! Quero dar a ele (e a mim) muito mais do que isso. Quero que tenhamos experiências mais significativas, mais sensoriais e lembranças mais afetivas. É nisso que quero investir meu tempo.
Para que consiga fazer isso, preciso me organizar. Preciso organizar o tempo, a casa e as finanças, mais uma vez!
Neste final de semana estou fazendo uma experiência que está dando certo. Ontem (sábado), depois de trabalhar de manhã, vim pra casa antes de buscá-lo na vovó. Dei uma limpada e organizada em toda a casa e quando fui buscá-lo já estava mais leve. Chegando em casa fizemos pão integral e pizza para o jantar. Ouvimos música e tivemos uma noite leve. Hoje tomamos café da manhã bem demorado, com nosso pão integral e suco detox. Estamos em casa, tranquilos, sem pressa e sem compromisso. Apesar dele estar assistindo tv e eu estar aqui, escrevendo este post, estamos juntos, ligados. Paro de escrever pra fazer um carinho ou ver um desenho de vez em quando. Estar junto não é só estar fazendo coisas juntos, mas é estarmos ligados. Agora vou parar de escrever porque ele quer fazer "naninha", cheio de preguiça nesse dia chuvoso... delícia!
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Começando a pensar em cortes no meu orçamento doméstico
O país está em crise e isso não é novidade para ninguém. Até agora eu ainda não fui impactada diretamente por essa crise, mas já vejo sinais de insegurança nas pessoas que atendo e isso poderá significar perder alguma renda nos próximos meses. Percebi também que não tenho recebido novos pacientes com a mesma frequencia de antes. Além disso, fiz algumas análises do meu orçamento e percebi que tudo (tudo mesmo!) aumentou de preço em relação a 2014.
Comecei a ficar mais preocupada e insegura e com isso vem uma necessidade urgente de cortar custos, como a maioria dos brasileiros.
Pensei que talvez esses cortes estão vindo em um bom momento (louco, né?). Pois é, sabe a história do limão/limonada? é isso!
Vou tentar aliar minhas necessidades de gastar menos com o que escrevi no post anterior sobre a necessidade de mudar de estilo de vida.
Tenho percebido que estou mais ansiosa e isso influencia muito diretamente minhas finanças, porque começo tentar fazer coisas "legais" para a casinha... É uma comprinha na tokstok daqui, uma comprinha na etna de lá, uma outra comprinha (quase sem culpa) na lojinha de 1,99 e por aí vai.
Eu até brinco que em qualquer crise eu preciso pintar parede e comprar edredon novo!hahaha! Parece loucura, mas é quase isso que acontece.
Preciso reduzir gastos, cortar onde der e voltar a ter uma reserva para os momentos de aperto.
Em maio, quando troquei de carro, acabei utilizando toda minha reserva financeira e ainda entrei no cheque especial e fiz um "empréstimo familiar". Pelos meus cálculos, nos dois meses seguintes eu conseguiria sair do vermelho e agora, no segundo semestre, voltaria a juntar dinheiro para pagar o empréstimo. Por conta dos aumentos nos serviços, da perda de alguns clientes e de alguns gastos com saúde que não estavam previstos (tive um problema dentário sério e gastei uma fortuna! Além disso voltei ao tratamento com minha psiquiatra, que custa caro e não aceita meu seguro saúde), acabei não conseguindo voltar aos trilhos ainda.
Enfim, é outubro e preciso me organizar para entrar na linha até o final do ano.
Comecei a ficar mais preocupada e insegura e com isso vem uma necessidade urgente de cortar custos, como a maioria dos brasileiros.
Pensei que talvez esses cortes estão vindo em um bom momento (louco, né?). Pois é, sabe a história do limão/limonada? é isso!
Vou tentar aliar minhas necessidades de gastar menos com o que escrevi no post anterior sobre a necessidade de mudar de estilo de vida.
Tenho percebido que estou mais ansiosa e isso influencia muito diretamente minhas finanças, porque começo tentar fazer coisas "legais" para a casinha... É uma comprinha na tokstok daqui, uma comprinha na etna de lá, uma outra comprinha (quase sem culpa) na lojinha de 1,99 e por aí vai.
Eu até brinco que em qualquer crise eu preciso pintar parede e comprar edredon novo!hahaha! Parece loucura, mas é quase isso que acontece.
Preciso reduzir gastos, cortar onde der e voltar a ter uma reserva para os momentos de aperto.
Em maio, quando troquei de carro, acabei utilizando toda minha reserva financeira e ainda entrei no cheque especial e fiz um "empréstimo familiar". Pelos meus cálculos, nos dois meses seguintes eu conseguiria sair do vermelho e agora, no segundo semestre, voltaria a juntar dinheiro para pagar o empréstimo. Por conta dos aumentos nos serviços, da perda de alguns clientes e de alguns gastos com saúde que não estavam previstos (tive um problema dentário sério e gastei uma fortuna! Além disso voltei ao tratamento com minha psiquiatra, que custa caro e não aceita meu seguro saúde), acabei não conseguindo voltar aos trilhos ainda.
Enfim, é outubro e preciso me organizar para entrar na linha até o final do ano.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Uma depressão e uma mudança de curso
Passei um longo tempo fora do blog, em parte por problemas técnicos (não consigo configurar meu smartphone e meu notebook está meio capenga!), mas em grande parte também por ter passado por um período meio delicado na vida. Desde o início do ano tenho me sentido muito cansada, mesmo nos feriados ou finais de semana, mesmo quando durmo bem. Era uma sensação de falta total de energia, de ânimo e até de vontade de fazer qualquer coisa. No início atribuí isso ao fato de estar trabalhando bastante (fora e dentro de casa) e de ter um filho de 2 anos, cheio de energia. Depois fui percebendo que não era só isso. Depois de anos de terapia, aprendi a identificar meus sinais quando algo vai mal. E era isso: eu estava deprimida- de novo- e precisava tomar alguma providência. Em junho foi a gota d'água, depois de ter um problema dentário, com muuuita dor, por vários dias, percebi o quanto estava fragilizada e o quanto isso me deixou mal, mesmo sendo apenas uma dor física. Enfim, fui procurar ajuda. Tenho uma psiquiatra de confiança, que me tratou durante uns dois anos, com muita competência e afeto. Estou me sentindo melhor, apesar de ainda estar me adaptando ao remédio, que mexe muito com meu sono e apetite. Além disso, tomei uma providência em relação ao meu "meio casamento" com o pai do meu filho. Enfim, hora de saber que relações chegam ao fim e é preciso aceitar isso.
Agora estou bem. Muito mais leve e confiante, mas ainda bastante cansada.
Tirei uma semana de férias e acabo de voltar da praia com o filhote. Confesso que viajar com ele sozinha não foi uma tarefa fácil. Não ter com quem dividir os cuidados e a atenção que ele pede, foi uma barra e pra quem já estava tão cansada, imaginem! Mas apesar disso, foi bom ter um tempo só nosso, sem horários e sem rotina.
Na semana anterior foi meu aniversário. Achei que iria ficar mais deprê, mas foi bom. Acabei pensando muito sobre a vida e sobre o rumo que as coisas tomaram. Hora de corrigir o curso das coisas. Preciso me reencontrar comigo e com coisas que abandonei nem sei porquê. Eu já tive um estilo de vida muito mais simples, quase frugal, e confesso que sinto falta disso. Acho que preciso investir mais em qualidade de vida e menos em ter coisas.
Esses dias foram muito produtivos nesse sentido... ficar na praia, sem grandes consumos, investindo em uma alimentação mais saudável, me fez pensar no quanto as coisas andavam erradas!
É isso aí! Antes tarde do que nunca!!! hahaha
Vamos mudar o rumo desse trem!
É um novo ciclo e quero me organizar de outra maneira agora.
Agora estou bem. Muito mais leve e confiante, mas ainda bastante cansada.
Tirei uma semana de férias e acabo de voltar da praia com o filhote. Confesso que viajar com ele sozinha não foi uma tarefa fácil. Não ter com quem dividir os cuidados e a atenção que ele pede, foi uma barra e pra quem já estava tão cansada, imaginem! Mas apesar disso, foi bom ter um tempo só nosso, sem horários e sem rotina.
Na semana anterior foi meu aniversário. Achei que iria ficar mais deprê, mas foi bom. Acabei pensando muito sobre a vida e sobre o rumo que as coisas tomaram. Hora de corrigir o curso das coisas. Preciso me reencontrar comigo e com coisas que abandonei nem sei porquê. Eu já tive um estilo de vida muito mais simples, quase frugal, e confesso que sinto falta disso. Acho que preciso investir mais em qualidade de vida e menos em ter coisas.
Esses dias foram muito produtivos nesse sentido... ficar na praia, sem grandes consumos, investindo em uma alimentação mais saudável, me fez pensar no quanto as coisas andavam erradas!
É isso aí! Antes tarde do que nunca!!! hahaha
Vamos mudar o rumo desse trem!
É um novo ciclo e quero me organizar de outra maneira agora.
domingo, 19 de julho de 2015
Minha luta para me tornar organizada
Confesso que manter a casa (e a vida) organizada não é uma tarefa
fácil para mim.
Depois de muito refletir sobre os motivos disso ser tão difícil,
cheguei a algumas conclusões interessantes:
1. Eu, assim como boa parte da população, não fomos motivados para
nos tornarmos organizados;
2. Minha geração, particularmente, cresceu sob o peso da luta de
gêneros, porque a mulher da geração da minha mãe começou a sair de casa para
trabalhar e nossa geração cresceu sabendo que mulher tinha que se profissionalizar,
trabalhar fora, estudar, ter vida social e por aí vai. Eu me tornei uma
adolescente que sabia que tinha que ser mais, comecei a trabalhar cedo,
estudava a noite, como a maioria das meninas da periferia, na época. Desenvolvi
uma autonomia da qual me orgulho muito, aprendi a valorizar o esforço das
pessoas que saem todas as manhãs, tomam ônibus e metrô lotados, ficam 10, 12 e
até 14 horas fora de casa. Consegui me formar e hoje trabalho naquilo que
gosto. Comprei meu primeiro apartamento antes dos 25 anos (um luxo, na época!).
Nada errado com isso, muito pelo contrário, a não ser pelo fato de que criamos
uma certa aversão a atividades de "mulherzinha".
3. Além desses fatores sociais, tem a experiência de dentro de
casa, que faz toda a diferença. Eu venho de uma família com pouquíssimos
recursos financeiros (graças a Deus, isso mudou!). Tenho 4 irmãos e morávamos
em uma casa que mal cabia todo mundo. Minha mãe sempre deu um duro danado e
sempre se orgulhou do quanto nossa casa era limpa. Agora, imagina dar conta
disso, com 5 filhos?! Ela se tornou obsessiva por limpeza e só vivia para isso
e para o trabalho. Como não conseguíamos dar conta de suas expectativas de
"casa mais limpa da rua", vivia estressada e brigava por tudo.
Infelizmente, ainda é assim. Com isso desenvolvi uma raiva secreta (rs) de
limpar, arrumar, manter em ordem... que me acompanhou durante muitos anos.
Ainda hoje odeio lavar louças ou passar um dia inteiro cuidando da casa, mas já
consegui resolver muito disso em análise, sério! O fato é que algo que gera
muita tensão numa família, não é saudável para ninguém e acaba tendo efeito
contrário- em vez de me esforçar para fazer as coisas bem feitas, eu me esmerei
em fugir de casa o máximo que pudesse, para sair do estresse e das tarefas
domésticas em si.
Foi assim que cresci, não tenho como mudar meu passado, mas tenho
revisto meu modo de vida e tentado me adequar, sem muito fanatismo, a uma vida
mais organizada.
Nessa minha empreitada já tentei vários métodos, várias formas e
fiz várias descobertas do que funciona ou não para mim.
Digo para mim, porque aprendi que aquilo que serve para uma
pessoa, pode não servir para outra.
O fato é que não desenvolvi algumas características de pessoas
organizadas e com isso acabo sofrendo ainda hoje. Por exemplo, eu tenho uma
dificuldade enorme de colocar as coisas de volta no lugar, após usá-las. Sei
que esse é um hábito que faz tooooda a diferença, mas ainda não desenvolvi tal
habilidade. Outra coisa que faço muito é procrastinar. Estou há 6 meses dizendo
que preciso dar uma geral nos meus sapatos e só conseguir iniciar a organização
ontem.
Mas nem tudo está perdido! Já consegui reduzir muito as coisas
aqui em casa. É engraçado, né? Ter poucas coisas foi algo muito importante para
mim no passado, mas depois passei a comprar mais coisas e acabei tendo mais do
que o necessário. Não que eu tenha me tornado uma acumuladora, mas eu passei a
consumir mais do que devia e minha casa precisou passar por vários momentos de
destralhamento. É estranho como a gente não percebe muito como isso vai
acontecendo e quando se dá conta, tem um milhão de livros que não vai ler,
milhares de revistas, eletrodomésticos, roupas, brinquedo, sapatos, objetos
decorativos que não decoram mais nada e mais um monte de coisas sem sentido. Dá
para entender um pouco mais os acumuladores!
Enfim, não sou uma acumuladora patológica e tenho um olhar sobre
essas coisas, por isso jamais perdi o controle sobre o que deve ficar em minha
casa e em minha vida!
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Quando a gente aprende a romper com padrões
Quando alguém vem me falando de mais uma descoberta científica em relação a algum alimento, eu sempre brinco dizendo: ah, o vilão não é mais o tomate? hahaha. Lembram do tempo em que tomate fazia mal pra tudo e depois passou? Aí veio o carboidrato, o leite e tantos outros vilões (tadinhos!). Pois é, no mundo da nutrição, da moda, da decoração, dos negócios... enfim, em qualquer área sempre acontece isso de virem modas que simplesmente colocam no lixo coisas que funcionavam bem até então.
Qualquer um de nós já entrou numa de comprar a ideia da moda e descartou algo de que gostava até então. Eu me lembro de vários exemplos disso. Houve um tempo em que não se usava cores fortes nas paredes, aí as pessoas pintavam as casas de beje, branco, amarelinho ou o detestável pêssego. Lembram? Quem coloria as paredes fora dessa paleta era visto como exagerado ou sem estilo. Depois vieram os tons rebaixados, lindos! tristes e frios, mas fizeram sucesso por um bom tempo e os tons clarinhos viraram os vilões. Hoje (graças a deus!!!) o que existe em relação à pintura das paredes é uma regrinha simples: use o que combina com sua decoração e sua personalidade. Simples assim! E isso me deixa muito feliz, porque é isso que vale, a gente tem que poder fazer o que gosta, o que combina com a gente e o que nos deixa felizes. É lógico que as referências da moda sempre ajudam a pensar, mas tem que ser só isso. Eu NÃO VOU usar estampa de bicho, só porque está na moda, porque eu ODEIO estampa de bicho!
Aí que outro dia eu estava refletindo sobre meu amadurecimento nos últimos anos (é isso né, depois dos 40 a gente começa a pensar mais sobre isso!) e fiquei pensando no que havia de mais positivo no meu processo de amadurecimento e minha conclusão foi justamente a de que eu parei, há alguns anos, de me preocupar com modismos ou tendências e passei a usar o que gosto, a ter na minha casa e na minha vida aquilo que gosto.
Na nossa rotina diária já temos que conviver com tantas coisas que não gostamos, por que então não exercitar o direito de escolha nas coisas que podemos escolher?
Qualquer um de nós já entrou numa de comprar a ideia da moda e descartou algo de que gostava até então. Eu me lembro de vários exemplos disso. Houve um tempo em que não se usava cores fortes nas paredes, aí as pessoas pintavam as casas de beje, branco, amarelinho ou o detestável pêssego. Lembram? Quem coloria as paredes fora dessa paleta era visto como exagerado ou sem estilo. Depois vieram os tons rebaixados, lindos! tristes e frios, mas fizeram sucesso por um bom tempo e os tons clarinhos viraram os vilões. Hoje (graças a deus!!!) o que existe em relação à pintura das paredes é uma regrinha simples: use o que combina com sua decoração e sua personalidade. Simples assim! E isso me deixa muito feliz, porque é isso que vale, a gente tem que poder fazer o que gosta, o que combina com a gente e o que nos deixa felizes. É lógico que as referências da moda sempre ajudam a pensar, mas tem que ser só isso. Eu NÃO VOU usar estampa de bicho, só porque está na moda, porque eu ODEIO estampa de bicho!
Aí que outro dia eu estava refletindo sobre meu amadurecimento nos últimos anos (é isso né, depois dos 40 a gente começa a pensar mais sobre isso!) e fiquei pensando no que havia de mais positivo no meu processo de amadurecimento e minha conclusão foi justamente a de que eu parei, há alguns anos, de me preocupar com modismos ou tendências e passei a usar o que gosto, a ter na minha casa e na minha vida aquilo que gosto.
Na nossa rotina diária já temos que conviver com tantas coisas que não gostamos, por que então não exercitar o direito de escolha nas coisas que podemos escolher?
A relação entre nossas emoções e nossa conta bancária
Pode parecer meio absurdo o título aí em cima, mas sempre percebo
uma relação direta entre aquilo que vivemos internamente e todo nosso entorno.
Todo mundo já deve ter visto aqueles programas de organização de
casas de acumuladores, né? Pois é, nesses casos é muito fácil ver o quanto as
pessoas que acumulam o fazem por motivos emocionais. Sempre tem uma perda não
elaborada, uma tristeza não localizada ou uma vida que perdeu o rumo. Nesses
casos é muito fácil, porque a "bagunça" interna e externa são
gritantes. O acumulador compulsivo é facilmente detectado porque a bagunça é
muito clara.
Mas e a bagunça que não é visível?
Pois é dela que quero falar hoje.
Eu já falei antes que não me considero uma gastadora compulsiva,
mas que tenho tido, ao longo da vida, alguns momentos de deslize. O que
acontece comigo não é diferente do que ocorre com muitas pessoas mas tenho
percebido um certo padrão no meu comportamento.
Percebo, por exemplo, que quando estou mais triste, começo a
projetar muitas mudanças na casa, grandes reformas e reorganização dos espaços.
E com isso vem um desejo, quase que incontrolável, de comprar coisas novas para
a casa.
Nos últimos meses tenho me sentido mais triste, menos animada com
a vida que tenho. Apesar de estar tudo correndo bem, sinto uma tristeza enorme.
Por enquanto isso acontece em apenas alguns momentos e sinto que preciso me
cuidar logo, para que não fique mais grave (mas isso é outra história).
Nesses momentos sou tomada por um desejo ambivalente, ora quero ficar
quietinha, sem fazer nada, ora quero mudar tudo. E tudo inclui minha casa, uma
parte importante de quem sou.
No início deste ano resolvi mudar o quarto do filhote, até aí tudo
bem, porque ele já vai fazer 3 anos e eu não mexi em nada do quarto desde que
ele nasceu, com isso, ficamos com um quarto de bebê até aqui. Mas junto com
esse desejo (e até necessidade) de mudança, em tempos "normais" viria
também uma vasta organização financeira, para que não gastasse além do
programado e com isso não me endividar.
O que foi acontecendo pode parecer normal aos olhos de outros, mas
já acende aquela luzinha amarela, sabe? Comecei comprando o armário do quarto,
parcelando em 6X, mas antes que isso fosse quitado, já comprei uma cama
bacana.
Nesse ínterim veio a necessidade de trocar de carro e isso era uma
necessidade mesmo, já que o meu começou a apresentar uma série de problemas e
consequentes gastos. Comprei um novo carro em abril/maio e as dívidas
aumentaram.
A gota d'agua porém, veio agora em junho, neste final de
semana. Após passar duas semanas organizando minhas finanças para que quitasse
todas essas dívidas até o final do ano, sem maiores dificuldades, fui ao
shopping com o filhote e comprei um tênis caro para ele (podia esperar!) e
roupas de cama novas para mim e para ele. Eu fui me empolgando com as
comprinhas, mesmo sabendo que aquilo era compulsivo e desnecessário no momento.
A medida em que ia escolhendo as peças, me sentia mais alegre por saber que
nossos quartos ficariam lindos e minha vida mais
feliz...
Esse foi o sinal de que estou mesmo tentando me compensar por algo
que não está bem em minha vida. Comprar um edredom me fez ter, por alguns
minutos, uma vida mais feliz.
Pode parecer bobo e você pode estar pensando: "mas foi só um
edredom!", mas não se trata apenas disso. Eu comprei edredons que estariam
na promoção daqui a dois meses, no mesmo período em que quitaria outras dívidas
e com isso poderia comprar tranquilamente.
Olhando agora para o meu lindo edredom e para a minha vida
não tão linda, percebo que preciso cuidar das minhas emoções, do meu sofrimento
com coisas que não consigo mudar e daquilo que tenho e que é mais importante do
que tudo nessa vida: meu filho, meu trabalho e minha casa.
Preciso me cuidar porque hoje são apenas edredons, mas podem ser
outras e outras coisas e isso, realmente não tem fim, a menos que eu possa
cuidar para que as relações significativas estejam no lugar mais importante e
que as coisas sejam apenas isso.
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