- Fazer um curso na Coursera (plataforma americana, que tem uns cursos bem legais, sem custo).
- Planejar a compra de um novo notebook e celular. Ambos estão muito ruins e precisarei trocar em breve. O planejamento inclui fazer várias pesquisas de preços e orçar um possível conserto do notebook, para ver se vale a pena.
- Começar a obra de reforma do meu banheiro. Era meta para 2017, mas precisei adiar. Continuo precisando reformar, mas quero fazer tudo de acordo com meu orçamento e sou muito exigente em relação à qualidade dos materiais e ao trabalho do profissional que irá fazer. E como sabemos, o que é bom, custa caro.
- Organizar os documentos para o imposto de renda.
- Contatar um contador, para definir minha situação em relação ao consultório.
- Definir se voltarei a ter faxineira, pelo menos nessa fase mais alérgica.
- Fazer consultas de rotina, minhas e do filhote (já agendadas para este mês).
- Destralhar ainda mais a casa.
- Terminar de limpar os armários dos quartos.
- Estabelecer um plano financeiro, para a mudança de escola do filhote no próximo ano.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Avaliando meu mês de janeiro
No mês de janeiro minha meta foi planejar o tempo. Consegui pensar um pouco sobre o assunto, mas muito pouco consegui fazer para que meu dia seja mais produtivo. Tive alguns problemas domésticos como: minha máquina de lavar começou a vazar e com isso minha rotina de lavar roupa ficou prejudicada por cerca de duas semanas, até que eu conseguisse chamar o técnico. Tive que resolver problemas burocráticos referentes à minha carteira de habilitação, o que me tomou algum tempo. Tive muitas, mas muitas, crises alérgicas, o que tornou péssima minha qualidade do sono e por consequente minha disposição durante as manhãs e final da noite. Além disso, foi o mês de férias do filhote na escola e eu fiz algumas escolhas bem erradas em relação a isso, que vou explicar agora.
Durante o mês de janeiro a escola tem o projeto férias, que iniciou na segunda semana. As aulas mesmo iniciaram só no dia 29. Nos dois últimos anos eu resolvi que ele iria para a escola durante o projeto férias, o que foi bem tranquilo e ele aproveitou bastante com os amigos, já que eu sempre voltei a trabalhar já no dia 2 de janeiro. Mas sabe como é, uma preguicinha daqui, uma tia com pena de lá, uma mãe que não aguentou e cedeu. Então ele acabou voltando só no dia 23 e eu fiquei com minha rotina bem comprometida, já que fiquei com ele mais tempo durante as manhãs e deixei de fazer uma série de coisas minhas. É ok ficar com ele, eu amo meu filho e gosto de passar mais tempo junto, mas eu não consegui fazer academia por exemplo e isso influenciou muito na minha qualidade de sono, por exemplo. Eu prefiro ficar menos tempo com ele, desde que esse tempo tenha mais qualidade e eu esteja mais disposta. Bom, já refleti bastante sobre o que significa ceder a isso e já entendi que no próximo ano não devo mais cair nas armadilhas da culpa.
No trabalho as coisas demoraram um pouco a engrenar, muita gente voltou só na segunda ou terceira semanas, então foi um pouco mais leve, mas mesmo assim, trabalhei todos os dias.
Melhorei um pouco a rotina de casa, consegui focar mais na limpeza e organização, mas não consegui focar em cozinhar, que era uma das minhas metas para esse mês.
Minha organização financeira está indo bem, embora em janeiro tenha me tomado um tempo bem mais longo do que eu gostaria, cheguei a passar uma tarde inteira de sábado cuidando disso, quando meu desejo era aproveitar melhor o final de semana.
A divisão de tarefas com o pai do meu filho ficou um pouco mais tranquila, já que tivemos uma certa dificuldade em fazer uma divisão justa no final do ano. Nos últimos dois finais de semana ele ficou com o pai e eu pude cuidar um pouco mais da casa e descansar um pouquinho, além de assistir uns filminhos.
No mês de fevereiro quero planejar melhor os finais de semana, para que eu não fique apenas trabalhando ou exausta, jogada na cama.
É isso, aos poucos, as coisas vão se ajeitando.
Durante o mês de janeiro a escola tem o projeto férias, que iniciou na segunda semana. As aulas mesmo iniciaram só no dia 29. Nos dois últimos anos eu resolvi que ele iria para a escola durante o projeto férias, o que foi bem tranquilo e ele aproveitou bastante com os amigos, já que eu sempre voltei a trabalhar já no dia 2 de janeiro. Mas sabe como é, uma preguicinha daqui, uma tia com pena de lá, uma mãe que não aguentou e cedeu. Então ele acabou voltando só no dia 23 e eu fiquei com minha rotina bem comprometida, já que fiquei com ele mais tempo durante as manhãs e deixei de fazer uma série de coisas minhas. É ok ficar com ele, eu amo meu filho e gosto de passar mais tempo junto, mas eu não consegui fazer academia por exemplo e isso influenciou muito na minha qualidade de sono, por exemplo. Eu prefiro ficar menos tempo com ele, desde que esse tempo tenha mais qualidade e eu esteja mais disposta. Bom, já refleti bastante sobre o que significa ceder a isso e já entendi que no próximo ano não devo mais cair nas armadilhas da culpa.
No trabalho as coisas demoraram um pouco a engrenar, muita gente voltou só na segunda ou terceira semanas, então foi um pouco mais leve, mas mesmo assim, trabalhei todos os dias.
Melhorei um pouco a rotina de casa, consegui focar mais na limpeza e organização, mas não consegui focar em cozinhar, que era uma das minhas metas para esse mês.
Minha organização financeira está indo bem, embora em janeiro tenha me tomado um tempo bem mais longo do que eu gostaria, cheguei a passar uma tarde inteira de sábado cuidando disso, quando meu desejo era aproveitar melhor o final de semana.
A divisão de tarefas com o pai do meu filho ficou um pouco mais tranquila, já que tivemos uma certa dificuldade em fazer uma divisão justa no final do ano. Nos últimos dois finais de semana ele ficou com o pai e eu pude cuidar um pouco mais da casa e descansar um pouquinho, além de assistir uns filminhos.
No mês de fevereiro quero planejar melhor os finais de semana, para que eu não fique apenas trabalhando ou exausta, jogada na cama.
É isso, aos poucos, as coisas vão se ajeitando.
sábado, 13 de janeiro de 2018
Meta para janeiro: Planejar o tempo
Cuidar do tempo não é tarefa das mais fáceis. A gente vê um monte de textos sobre otimização, administração e planejamento do tempo. Mas o que funciona, de fato, para mim?
Desde que me tornei autônoma e tive um filho essa questão do tempo passou a ser cada vez mais importante. Eu sempre fui um pouco bagunceira e ao mesmo tempo bem organizada. Estranho isso? Eu explico, minha casa nunca foi um caos, nunca acumulei coisas, na medida do possível mantinha as coisas limpas (mesmo em períodos em que não tive faxineira), nunca tive aquelas pilhas de roupas emboladas em uma cadeira ou sapatos espalhados pela casa, mas ao mesmo tempo, sempre invejei chegar à casa de alguém sem avisar e encontrar as coisas todas arrumadinhas. Definitivamente, eu não consigo manter tudo guardadinho, tem sempre uma pilha de papéis no aparador, eu tiro coisas do lugar e tenho dificuldade em devolvê-las, minha pia nunca está completamente vazia e limpa. Enfim, é algo em que preciso melhorar e que não me incomodava até começar a ficar mais tempo em casa. O que mais me chama a atenção sobre mim mesma é que no trabalho eu sempre fui considerada "a senhora organização", porque sempre precisei ter o controle de todas as minhas coisas físicas, para que conseguisse trabalhar bem. Ter um arquivo organizado e atualizado, ter lugar para todas as coisas sempre foi muito importante para mim. Acho que isso influenciou muito na excelência do meu trabalho em outros tempos, em que tudo era papel e eu trabalhava com administração em saúde e seus milhares de processos, prontuários, documentos.
Então, como é que pode, uma pessoa ser tão organizada no trabalho e tão bagunceira em casa? A resposta é simples: sempre administrei bem meu tempo no trabalho. Dividia minha semana de modo que tinha um período para arquivar coisas, para encaminhar o que não teria que ficar comigo, para resolver assuntos em bloco (exemplo: precisava analisar processos de licença prêmio, então pegava todos de uma vez e resolvia de maneira mais focada no assunto).
Em casa nunca consegui implementar uma rotina que de fato funcionasse. Eu tinha um dia para limpar a casa, por exemplo, mas se acontecesse algum imprevisto (ter que trabalhar no final de semana, por exemplo), eu simplesmente abandonava a casa e as coisas acumulavam de tal forma que eu perdia completamente o controle da rotina.
Nos últimos anos, consegui implementar algumas rotinas que realmente tem dado mais certo, como ter dias para lavar roupa. Na segunda lavo roupas coloridas, que são a maior parte, na terça ou quarta lavo as brancas e no final da semana, os uniformes da escola. Tenho uma rotina diária de lavar a louça, guardar os sapatos e roupas do filhote, limpar o banheiro e arrumar as camas. Isso tudo me dá um grande alívio, mas eu ainda preciso organizar melhor meu tempo em casa, para conseguir ter tempo de curtir meu filhote e fazer as coisas de que gosto. Tenho a impressão de que nunca consigo olhar para um cômodo e vê-lo 100% em ordem, não no sentido de perfeição, por que isso simplesmente não existe, mas no sentido de ter ido até o fim. Às vezes limpo toda a sala, passo aspirador, pano, limpo o sofá e demais móveis. Aí não dá tempo de tirar todos os papéis do aparador, não guardo ou descarto coisas, não tiro os sapatos acumulados na entrada ou as bolsas e mochilas que não serão usadas no dia e estão enchendo o cabide que fica bem na porta de casa. Enfim, limpei mas parece tudo bagunçado do mesmo jeito, simplesmente porque não deu tempo de terminar e preciso sair para trabalhar ou para levar o filhote à escola. Quando volto para casa, super tarde, olho a casa e fico super desmotivada, porque parece que nada foi feito, ainda que esteja minimamente limpo, não deu tempo de organizar. Eu preciso desenvolver um sistema em que realmente eu tenha uma casa organizada. Preciso ter mais coerência com meu propósito de organização e isso depende muito de como vou planejar meu tempo.
A primeira coisa que tenho feito é avaliar quais são meus períodos fora do trabalho e como posso dividi-lo para que sobre tempo para ficar com meu filho e descansar. Então, para começar, vivo dizendo que preciso acordar mais cedo, mas eu preciso de 8h de sono, então, resolvi parar de me cobrar e simplesmente descansar de manhã. Parei de me cobrar, porque eu ficava me comparando com todo mundo que acorda cedo, mas a minha realidade é só minha e a maioria das pessoas que conheço trabalham em horário comercial, então não dá para comparar uma pessoa que termina o trabalho as 17 ou 18h (a maioria que conheço) comigo, que termino meus atendimentos por volta das 21h30. Tudo bem que eu trabalho menos horas, mas foi uma escolha e não tenho que me envergonhar de trabalhar cerca de 6 horas por dia. Na verdade eu sou uma grande sortuda por ter essa possibilidade. Pra começar, parei de me chicotear e passei a lidar com minha vida da melhor maneira. No entanto, o fato de trabalhar menos não tem feito com que "sobrem" horas e os motivos eu já localizei:
- Normalmente quem tem que entrar no trabalho cedo já acorda, se arruma, toma café e sai, sem enrolar muito. No máximo a pessoa assiste um noticiário ou faz alguma atividade física. Como eu acordo por volta das 8h e só vou trabalhar lá pelas 14 ou 15h, fica parecendo que estou com as manhas livres, ao passo que quem chega em casa as 18h, sabe que tem que já fazer as coisas para descansar depois. Então estou errando quando descanso quando deveria estar produzindo, principalmente por eu ser bem improdutiva nas primeiras duas horas depois que acordo, independente do horário. Primeiro ponto: preciso mudar a dinâmica das minhas manhãs, ainda que permaneçam mais lentas (é da minha natureza, fazer o que!). Já entendi que ficar de pijama até a hora de sair para levar o filhote para a escola é uma grande besteira. Preciso virar a chave! Acordar, tomar um banho rápido (rápido mesmo, só para acordar de fato), colocar uma roupa confortável e iniciar meu dia é algo que estou recomeçando a fazer e sinto que meu padrão muda muito, fico até mais estimulada. Eu comecei a pensar nisso quando vi que minhas manhãs estavam caóticas e quando eu começava a funcionar era uma correria enorme, porque já estava tudo meio atrasado. Daí lembrei de quando meu filho nasceu e como eu lidava com esse horário durante a licença maternidade. Vou confessar algo muito íntimo sobre a minha insegurança: eu tinha muito medo de que meu bebê passasse mal ou acontecesse algum acidente, então eu acordava, já tomava banho e colocava uma roupa menos esculhambada, para o caso de ter que sair correndo pro hospital. A partir daí eu estava pronta para "começar a trabalhar" e isso mudava minha cabeça de uma maneira muito legal. Eu ficava alerta e tinha mais condições de cuidar de tudo. Não sei porque deixei de fazer isso, embora reconheço que deixar de sentir tal insegurança tenha sido muito bom. Bem, agora retomei o hábito e ainda não posso avaliar, mas sei que está melhor do que antes.
- Como eu ficava no modo "estou de folga" acabava demorando muito vendo noticiário, depois navegando pela internet, para só depois iniciar meu trabalho. Isso foi péssimo, porque às 10h muitas vezes eu ainda não tinha resolvido nada e como meu filho acorda antes disso, eu tinha, no máximo cuidado do café da manhã dele e aí, as 11h30 eu já precisava estar na escola. O resultado foi que parei de insistir para descer pro play, porque entre 10 e 11h eu precisava cuidar das coisas da casa e ele passou a ficar um tempão na televisão. Ainda estou tentando mudar essa rotina, mesmo porque ele está de férias e acaba dormindo mais tarde e acordando bem mais tarde também. Então nos próximos dias preciso ir mudando a rotina devagar, até que estejamos numa sintonia ótima e saudável.
Se eu conseguir planejar melhor a rotina da manhã, otimizando meu tempo, consigo administrar melhor o restante do meu dia.
Fica mais ou menos assim:
8h- Acordar, tomar um banho rápido, fazer meu café da manhã e deixar o dele adiantado. Tomar café, assistir algum noticiário ou programa que queira.
8h50- Iniciar meu dia de trabalho. Olhar a agenda, responder mensagens urgentes (normalmente são de pacientes querendo mudar agendamento do próprio dia.
9h- Separar a roupa suja e colocar na máquina de acordo com o dia da semana. Recolher e dobrar a roupa do varal. Guardar a louça do escorredor, lavar a louça. Começar a acordar o filhote.
9h15- Dar o café da manhã dele e descer para o play.
10h- Subir, deixar que ele assista tv enquanto arrumo as camas, limpo o banheiro, limpo a sala e guardo o que estiver fora do lugar.
10h30- Dar banho e preparar para a escola.
10h50- Organizar a mochila. Me arrumar para ir à academia.
11h10- Sair para levá-lo à escola e ir à academia.
12h- Voltar para casa. Aproveitar que estou na rua e comprar/resolver algo que precise (mercado, farmácia ou caixa eletrônico.
12h30- Fazer meu almoço e almoçar. Não faço comida todos os dias, normalmente cozinho no início da semana e deixo adiantado para o restante.
13h30- Banho e me arrumar para sair.
14h- Sair para trabalhar. Isso varia um pouco, porque na segunda entro mais tarde, na terça entro 14h então tenho que acelerar um pouco, na quarta vou as 12h30, então almoço na rua e não consigo ir pra academia. A quinta é um dia meio instável, que ainda estou resolvendo, porque tenho supervisão e algumas vezes preciso atender mais cedo.
É esse meu planejamento para esse início de ano. Espero conseguir melhorar minha administração do tempo, de maneira que sobre um pouco mais de tempo para cuidar das coisas que me dão prazer.
Desde que me tornei autônoma e tive um filho essa questão do tempo passou a ser cada vez mais importante. Eu sempre fui um pouco bagunceira e ao mesmo tempo bem organizada. Estranho isso? Eu explico, minha casa nunca foi um caos, nunca acumulei coisas, na medida do possível mantinha as coisas limpas (mesmo em períodos em que não tive faxineira), nunca tive aquelas pilhas de roupas emboladas em uma cadeira ou sapatos espalhados pela casa, mas ao mesmo tempo, sempre invejei chegar à casa de alguém sem avisar e encontrar as coisas todas arrumadinhas. Definitivamente, eu não consigo manter tudo guardadinho, tem sempre uma pilha de papéis no aparador, eu tiro coisas do lugar e tenho dificuldade em devolvê-las, minha pia nunca está completamente vazia e limpa. Enfim, é algo em que preciso melhorar e que não me incomodava até começar a ficar mais tempo em casa. O que mais me chama a atenção sobre mim mesma é que no trabalho eu sempre fui considerada "a senhora organização", porque sempre precisei ter o controle de todas as minhas coisas físicas, para que conseguisse trabalhar bem. Ter um arquivo organizado e atualizado, ter lugar para todas as coisas sempre foi muito importante para mim. Acho que isso influenciou muito na excelência do meu trabalho em outros tempos, em que tudo era papel e eu trabalhava com administração em saúde e seus milhares de processos, prontuários, documentos.
Então, como é que pode, uma pessoa ser tão organizada no trabalho e tão bagunceira em casa? A resposta é simples: sempre administrei bem meu tempo no trabalho. Dividia minha semana de modo que tinha um período para arquivar coisas, para encaminhar o que não teria que ficar comigo, para resolver assuntos em bloco (exemplo: precisava analisar processos de licença prêmio, então pegava todos de uma vez e resolvia de maneira mais focada no assunto).
Em casa nunca consegui implementar uma rotina que de fato funcionasse. Eu tinha um dia para limpar a casa, por exemplo, mas se acontecesse algum imprevisto (ter que trabalhar no final de semana, por exemplo), eu simplesmente abandonava a casa e as coisas acumulavam de tal forma que eu perdia completamente o controle da rotina.
Nos últimos anos, consegui implementar algumas rotinas que realmente tem dado mais certo, como ter dias para lavar roupa. Na segunda lavo roupas coloridas, que são a maior parte, na terça ou quarta lavo as brancas e no final da semana, os uniformes da escola. Tenho uma rotina diária de lavar a louça, guardar os sapatos e roupas do filhote, limpar o banheiro e arrumar as camas. Isso tudo me dá um grande alívio, mas eu ainda preciso organizar melhor meu tempo em casa, para conseguir ter tempo de curtir meu filhote e fazer as coisas de que gosto. Tenho a impressão de que nunca consigo olhar para um cômodo e vê-lo 100% em ordem, não no sentido de perfeição, por que isso simplesmente não existe, mas no sentido de ter ido até o fim. Às vezes limpo toda a sala, passo aspirador, pano, limpo o sofá e demais móveis. Aí não dá tempo de tirar todos os papéis do aparador, não guardo ou descarto coisas, não tiro os sapatos acumulados na entrada ou as bolsas e mochilas que não serão usadas no dia e estão enchendo o cabide que fica bem na porta de casa. Enfim, limpei mas parece tudo bagunçado do mesmo jeito, simplesmente porque não deu tempo de terminar e preciso sair para trabalhar ou para levar o filhote à escola. Quando volto para casa, super tarde, olho a casa e fico super desmotivada, porque parece que nada foi feito, ainda que esteja minimamente limpo, não deu tempo de organizar. Eu preciso desenvolver um sistema em que realmente eu tenha uma casa organizada. Preciso ter mais coerência com meu propósito de organização e isso depende muito de como vou planejar meu tempo.
A primeira coisa que tenho feito é avaliar quais são meus períodos fora do trabalho e como posso dividi-lo para que sobre tempo para ficar com meu filho e descansar. Então, para começar, vivo dizendo que preciso acordar mais cedo, mas eu preciso de 8h de sono, então, resolvi parar de me cobrar e simplesmente descansar de manhã. Parei de me cobrar, porque eu ficava me comparando com todo mundo que acorda cedo, mas a minha realidade é só minha e a maioria das pessoas que conheço trabalham em horário comercial, então não dá para comparar uma pessoa que termina o trabalho as 17 ou 18h (a maioria que conheço) comigo, que termino meus atendimentos por volta das 21h30. Tudo bem que eu trabalho menos horas, mas foi uma escolha e não tenho que me envergonhar de trabalhar cerca de 6 horas por dia. Na verdade eu sou uma grande sortuda por ter essa possibilidade. Pra começar, parei de me chicotear e passei a lidar com minha vida da melhor maneira. No entanto, o fato de trabalhar menos não tem feito com que "sobrem" horas e os motivos eu já localizei:
- Normalmente quem tem que entrar no trabalho cedo já acorda, se arruma, toma café e sai, sem enrolar muito. No máximo a pessoa assiste um noticiário ou faz alguma atividade física. Como eu acordo por volta das 8h e só vou trabalhar lá pelas 14 ou 15h, fica parecendo que estou com as manhas livres, ao passo que quem chega em casa as 18h, sabe que tem que já fazer as coisas para descansar depois. Então estou errando quando descanso quando deveria estar produzindo, principalmente por eu ser bem improdutiva nas primeiras duas horas depois que acordo, independente do horário. Primeiro ponto: preciso mudar a dinâmica das minhas manhãs, ainda que permaneçam mais lentas (é da minha natureza, fazer o que!). Já entendi que ficar de pijama até a hora de sair para levar o filhote para a escola é uma grande besteira. Preciso virar a chave! Acordar, tomar um banho rápido (rápido mesmo, só para acordar de fato), colocar uma roupa confortável e iniciar meu dia é algo que estou recomeçando a fazer e sinto que meu padrão muda muito, fico até mais estimulada. Eu comecei a pensar nisso quando vi que minhas manhãs estavam caóticas e quando eu começava a funcionar era uma correria enorme, porque já estava tudo meio atrasado. Daí lembrei de quando meu filho nasceu e como eu lidava com esse horário durante a licença maternidade. Vou confessar algo muito íntimo sobre a minha insegurança: eu tinha muito medo de que meu bebê passasse mal ou acontecesse algum acidente, então eu acordava, já tomava banho e colocava uma roupa menos esculhambada, para o caso de ter que sair correndo pro hospital. A partir daí eu estava pronta para "começar a trabalhar" e isso mudava minha cabeça de uma maneira muito legal. Eu ficava alerta e tinha mais condições de cuidar de tudo. Não sei porque deixei de fazer isso, embora reconheço que deixar de sentir tal insegurança tenha sido muito bom. Bem, agora retomei o hábito e ainda não posso avaliar, mas sei que está melhor do que antes.
- Como eu ficava no modo "estou de folga" acabava demorando muito vendo noticiário, depois navegando pela internet, para só depois iniciar meu trabalho. Isso foi péssimo, porque às 10h muitas vezes eu ainda não tinha resolvido nada e como meu filho acorda antes disso, eu tinha, no máximo cuidado do café da manhã dele e aí, as 11h30 eu já precisava estar na escola. O resultado foi que parei de insistir para descer pro play, porque entre 10 e 11h eu precisava cuidar das coisas da casa e ele passou a ficar um tempão na televisão. Ainda estou tentando mudar essa rotina, mesmo porque ele está de férias e acaba dormindo mais tarde e acordando bem mais tarde também. Então nos próximos dias preciso ir mudando a rotina devagar, até que estejamos numa sintonia ótima e saudável.
Se eu conseguir planejar melhor a rotina da manhã, otimizando meu tempo, consigo administrar melhor o restante do meu dia.
Fica mais ou menos assim:
8h- Acordar, tomar um banho rápido, fazer meu café da manhã e deixar o dele adiantado. Tomar café, assistir algum noticiário ou programa que queira.
8h50- Iniciar meu dia de trabalho. Olhar a agenda, responder mensagens urgentes (normalmente são de pacientes querendo mudar agendamento do próprio dia.
9h- Separar a roupa suja e colocar na máquina de acordo com o dia da semana. Recolher e dobrar a roupa do varal. Guardar a louça do escorredor, lavar a louça. Começar a acordar o filhote.
9h15- Dar o café da manhã dele e descer para o play.
10h- Subir, deixar que ele assista tv enquanto arrumo as camas, limpo o banheiro, limpo a sala e guardo o que estiver fora do lugar.
10h30- Dar banho e preparar para a escola.
10h50- Organizar a mochila. Me arrumar para ir à academia.
11h10- Sair para levá-lo à escola e ir à academia.
12h- Voltar para casa. Aproveitar que estou na rua e comprar/resolver algo que precise (mercado, farmácia ou caixa eletrônico.
12h30- Fazer meu almoço e almoçar. Não faço comida todos os dias, normalmente cozinho no início da semana e deixo adiantado para o restante.
13h30- Banho e me arrumar para sair.
14h- Sair para trabalhar. Isso varia um pouco, porque na segunda entro mais tarde, na terça entro 14h então tenho que acelerar um pouco, na quarta vou as 12h30, então almoço na rua e não consigo ir pra academia. A quinta é um dia meio instável, que ainda estou resolvendo, porque tenho supervisão e algumas vezes preciso atender mais cedo.
É esse meu planejamento para esse início de ano. Espero conseguir melhorar minha administração do tempo, de maneira que sobre um pouco mais de tempo para cuidar das coisas que me dão prazer.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Minhas metas realistas para 2018
Todo final de ano eu costumo estabelecer algumas metas para o ano seguinte. Já teve anos em que eu provavelmente estava surtada e listei quase 30 metas. Foi engraçado, porque passei os primeiros meses do ano meio que desesperada para cumprir tantas metas, depois desencanei e não cumpri mais nada. Obvio que isso é comportamento de quem está muito desesperado por mudança kkk, mas passou e nos últimos anos tenho colocado alguns itens apenas, coisas que considero importante e mesmo mudanças sobre as quais quero ter um olhar e dedicação. Nestas metas sempre entram mudanças de hábitos, que nem sempre se sustentam, mas é uma tentativa válida. Enfim, não sou refém dessas minhas metas, apenas gosto de escrever e tentar olhar de tempos em tempos, como um incentivo para mudanças na minha vida. Gosto de listas, gosto de metas e gosto de marcar a passagem do ano dessa forma. Então, nos últimos anos tenho colocado cerca de 8 itens na minha lista, mas ainda não sei se encontrei uma forma boa de lidar com elas. Por exemplo, quero e preciso emagrecer cerca de 10 kg, mas talvez essa não deva ser minha meta e sim "cuidar melhor da alimentação e investir mais em atividade física", chegar ao meu peso ideal é menos importante do que mudar e melhorar meus hábitos. A meta que antes era "melhorar minha organização financeira e poupar mais", já foi atingida há tempos, então agora será: "reduzir em 20 a 30% meus gastos e investir. Voltar a estudar será substituído por "reservar na agenda 3 horas semanais para os estudos". Acho que dessa forma fica mais assertivo e consigo melhorar o acompanhamento da realização das minhas metas.
Muita gente faz listas com metas e é um exercício interessante mas, não rola ficar refém e desesperado para realizar. A gente precisa encontrar um equilíbrio entre o que quer ter e o que é possível para nossa vida.
Eu quero chegar ao final do ano, olhar minha lista e pensar: realizei bastante coisa e estas que não consegui foi porque aconteceram coisas diferentes do planejado e tivemos uma pequena mudança de curso. A vida é assim, muda a todo instante e precisamos saber lidar com isso.
Muita gente faz listas com metas e é um exercício interessante mas, não rola ficar refém e desesperado para realizar. A gente precisa encontrar um equilíbrio entre o que quer ter e o que é possível para nossa vida.
Eu quero chegar ao final do ano, olhar minha lista e pensar: realizei bastante coisa e estas que não consegui foi porque aconteceram coisas diferentes do planejado e tivemos uma pequena mudança de curso. A vida é assim, muda a todo instante e precisamos saber lidar com isso.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Meu novo planner
Olha, essa moda de planner pegou mesmo por aqui!
Conheci o conceito do planner em 2015 e a partir de 2016 comecei a fazer o meu. Descobri recentemente que agora até tem modelos mais em conta como o da Tilibra e um fofinho da Imaginarium. Para quem não quer fazer ou não tem paciência/habilidade, pode ser uma boa comprar um assim, já que os mais conhecidos do mercado são muito caros (pesquisei no ano passado e custavam entre 250 e 420 reais, uma fortuna!). Bem, na época não tinha esse da Tilibra que custa menos de 50 contos, mas que apesar de bonitinho não atende bem às minhas necessidades, principalmente por causa da gramatura do papel,de 60 mg., muito fininho.
Mas se você assim como eu, gosta de organizar sua vida em um único endereço e tem disposição para fazer o seu, aqui vão algumas das minhas experiências, desventuras e aventuras no mundo do planner.
Primeiro acho que escolher um tamanho adequado pode ser bem interessante, já que é você quem vai carregá-lo para cima e para baixo. Se ele for um trambolho, vai acabar desistindo de levá-lo com você. O meu primeiro era tamanho A4, com espiral, o papel paraná que usei para a capa era bem leve e, apesar de ter revestido com tecido, no final do ano, os cantos estavam todos esfarelando. Não é boa ideia a capa, mas o tamanho foi ok. Neste ano acabei comprando uma pasta bonitona lá na Daiso. O bom da pasta é que dá para substituir as folhas ou acrescentar, mas achei muito grandona e pesada, em muitos lugares que eu gostaria de levar acabei desistindo. Eu pretendia usar mais em cafés e parques, mas acabei não fazendo, porque não dá para levar na bolsa. Para o próximo ano vou testar uma inovação: comprei na papelaria universitária, um caderno que eles próprios fabricam, meio que um bloco, com espiral bacana e um papel super bom. A capa é de um papel semelhante ao paraná, mas mais duro. Desmontei o caderno e imprimi. O maior trabalho foi mesmo desmontar, sem entortar muito o arame, mas foi de boa.
O bom da gente mesmo fazer é que dá para personalizar tudo.
O meu tem:
Ainda vou saber se funciona, mas investi nesse caderno que é menor do que o A4, quase quadrado. Achei um tamanho bom e não é difícil de carregar.
Sei que muita gente prefere fazer tudo isso digital e que tem até aplicativo para lidar com a maioria dessas coisas, mas escrever além de ser uma delícia, faz soltar a imaginação, dá para rabiscar um projeto, colocar lembretes, usar adesivos,post its coloridos, canetas coloridas. Enfim, dá para fazer da organização algo bem mais divertido.
Você não precisa gastar uma fortura. Eu gasto sempre, por volta de 40 reais, incluindo o tecido para encapar que o deixa super personalizado.
Eu adoro essa experiência de já começar a pensar no meu ano, quando estou aqui, montando meu querido planner!
Conheci o conceito do planner em 2015 e a partir de 2016 comecei a fazer o meu. Descobri recentemente que agora até tem modelos mais em conta como o da Tilibra e um fofinho da Imaginarium. Para quem não quer fazer ou não tem paciência/habilidade, pode ser uma boa comprar um assim, já que os mais conhecidos do mercado são muito caros (pesquisei no ano passado e custavam entre 250 e 420 reais, uma fortuna!). Bem, na época não tinha esse da Tilibra que custa menos de 50 contos, mas que apesar de bonitinho não atende bem às minhas necessidades, principalmente por causa da gramatura do papel,de 60 mg., muito fininho.
Mas se você assim como eu, gosta de organizar sua vida em um único endereço e tem disposição para fazer o seu, aqui vão algumas das minhas experiências, desventuras e aventuras no mundo do planner.
Primeiro acho que escolher um tamanho adequado pode ser bem interessante, já que é você quem vai carregá-lo para cima e para baixo. Se ele for um trambolho, vai acabar desistindo de levá-lo com você. O meu primeiro era tamanho A4, com espiral, o papel paraná que usei para a capa era bem leve e, apesar de ter revestido com tecido, no final do ano, os cantos estavam todos esfarelando. Não é boa ideia a capa, mas o tamanho foi ok. Neste ano acabei comprando uma pasta bonitona lá na Daiso. O bom da pasta é que dá para substituir as folhas ou acrescentar, mas achei muito grandona e pesada, em muitos lugares que eu gostaria de levar acabei desistindo. Eu pretendia usar mais em cafés e parques, mas acabei não fazendo, porque não dá para levar na bolsa. Para o próximo ano vou testar uma inovação: comprei na papelaria universitária, um caderno que eles próprios fabricam, meio que um bloco, com espiral bacana e um papel super bom. A capa é de um papel semelhante ao paraná, mas mais duro. Desmontei o caderno e imprimi. O maior trabalho foi mesmo desmontar, sem entortar muito o arame, mas foi de boa.
O bom da gente mesmo fazer é que dá para personalizar tudo.
O meu tem:
- Folha de rosto escrito Meu Planner
- Lista Meus projetos para 2018
- Lista dividida: projetos de curto, médio e longo prazos
- Check list de saúde meu e do filhote
- Controle de menstruação
- Controle financeiro mensal (planilha de orçamento)
- Agenda mensal de rotina e compromissos
- Controle de parcelamentos no cartão de crédito
- Controle de entradas e saídas financeiras (ano todo)
- Folha pautada para anotações gerais
O papel precisa ser de uma boa gramatura (90 ou 120). O meu sempre fiz com 120, fica bem bacana e é gostoso de escrever, desenhar, enfim, dá pra se divertir bem.
Não aconselho que tenha folhas demais. O ideal é que tenha umas 3 ou 4 folhas por mês (orçamento, agenda mensal, folha pautada e mais alguma que julgar interessante, como lista de mercado, por exemplo.
Ainda vou saber se funciona, mas investi nesse caderno que é menor do que o A4, quase quadrado. Achei um tamanho bom e não é difícil de carregar.
Sei que muita gente prefere fazer tudo isso digital e que tem até aplicativo para lidar com a maioria dessas coisas, mas escrever além de ser uma delícia, faz soltar a imaginação, dá para rabiscar um projeto, colocar lembretes, usar adesivos,post its coloridos, canetas coloridas. Enfim, dá para fazer da organização algo bem mais divertido.
Você não precisa gastar uma fortura. Eu gasto sempre, por volta de 40 reais, incluindo o tecido para encapar que o deixa super personalizado.
Eu adoro essa experiência de já começar a pensar no meu ano, quando estou aqui, montando meu querido planner!
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Usando planejamento estratégico para me organizar
Estou tentando por fim a uma situação incômoda. Na verdade são várias situações que vem me incomodando, então resolvi atacar isso fazendo um diagnóstico e tentando encontrar soluções possíveis, dentro da lógica do planejamento estratégico.
Eu já trabalhei com planejamento estratégico há muitos anos e gosto muito da metodologia. Na minha vida pessoal também já utilizei quando foquei na organização financeira, que por ter objetivos bastante concretos, foi uma metodologia muito legal de utilizar e deu bons resultados.
Bem, eu não sou profunda conhecedora do PE mas, resumindo o que aprendi, a gente coloca cada situação sob perspectiva: problema, objetivos, estratégias para resolução, metas de ação.
Então, aí vai o meu planejamento para os próximos passos, rumo à reorganização da minha vida, rotina diária e planos futuros.
Eu já trabalhei com planejamento estratégico há muitos anos e gosto muito da metodologia. Na minha vida pessoal também já utilizei quando foquei na organização financeira, que por ter objetivos bastante concretos, foi uma metodologia muito legal de utilizar e deu bons resultados.
Bem, eu não sou profunda conhecedora do PE mas, resumindo o que aprendi, a gente coloca cada situação sob perspectiva: problema, objetivos, estratégias para resolução, metas de ação.
Então, aí vai o meu planejamento para os próximos passos, rumo à reorganização da minha vida, rotina diária e planos futuros.
Para não ficar muito extenso vou fazendo aos poucos, começando
pelo que é mais fácil, por ser algo que já venho trabalhando há muito tempo e
está necessitando de ajustes apenas.
Uma ideia boa para quem está começando um
planejamento é se fazer algumas perguntas, como:
- O que está me incomodando?
- Por que não estou conseguindo lidar bem com isso?
- Como eu gostaria que a situação estivesse hoje? E
daqui a 1 ano? E daqui a 5 anos?
Essas são perguntas para identificar o problema. A
partir daí é possível começar a pensar na estratégia para lidar com ele.
Problema
|
Objetivo
|
Estratégia para resolver
|
Metas de ação/prazos
|
Venho
gastando quase 100% do que ganho mensalmente
|
Economizar
dinheiro
Reduzir
contas
Repensar
estilo de vida
|
- Fazer uma
nova leitura da minha planilha de orçamento - cortar mais supérfluos, - estabelecer um valor médio para investimento mensal.
|
Agosto/17
para análise e cortes.
Setembro para
quitação de dívidas pendentes
Outubro para
investir
|
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Quando meu procrastinar se tornou sintoma de adoecimento
Ontem tive um choque de realidade...
Há algumas semanas comentei com minha irmã que parece que o último ano ficou meio em stand by, sinto que não aconteceu nada e às vezes, tenho até dificuldade de saber o que aconteceu na minha vida, parece que fiquei adormecida por cerca de um ano, embora as coisas tenham caminhado e eu não tenha deixado de lado coisas essenciais como cuidar do meu filho, do meu trabalho e na medida do possível da minha casa é como se tudo tivesse ficado meio no automático. Comecei a me sentir estranha, como se eu não estivesse vivendo direito.
Bem, voltando a ontem... No ano passado eu vinha tentando investir numa alimentação mais saudável e tentando fazer coisas diferentes em casa; No início do ano eu fiz pão algumas vezes e foi uma experiência sensorial bem legal. Cheguei a ir à zona cerealista comprar uns ingredientes mais naturais e integrais, mas aí, não sei porquê, não consegui mais tempo, nem tive ânimo de fazer o pão e desde então venho tentando voltar. Ontem peguei um dos ingredientes e vi que estava exatamente fazendo um ano! Comprei a farinha em 12/08 do ano passado! Confesso que fiquei chocada, chocada mesmo e me perguntando: onde eu estive nesse um ano? Por que abandonei diversas coisas que eram importantes para minha vida? Me senti muito mal, até porque sei parte dessa resposta...
Venho adoecendo sistematicamente. Estou desanimada até com meu trabalho. Não tenho conseguido ter a qualidade de vida que gostaria e me sinto muito frustrada. No segundo semestre passado teve ainda a crise financeira que deu uma mexida em tudo. Sinto que estou adoecida emocionalmente. É isso, começo a me sentir deprimida e isso é destruidor!
Sei que pode parecer exagero começar falando que não consegui fazer pão por um ano e chegar a um diagnóstico de depressão, mas a verdade é que esse episódio só serviu para me fazer olhar pra traz e perceber que venho me abandonando há tempos. Primeiro deixei de meditar, quase não ouço mais música, tenho pouca (ou nenhuma) vontade de sair, parei de escrever o diário que fazia para meu filho, estou mais descuidada da aparência, engordei 5 kg nesse período e acabei de descobrir que estou com anemia, possivelmente porque estou bem mais descuidada com a alimentação. Fiz academia de dezembro até meados de maio, depois fui abandonando também.
Antes disso eu já vinha sem tempo para um monte de coisas legais que queria fazer, mas parece que ainda havia desejo, coisas do tipo, "não consigo ir ao cinema, mas quem sabe eu consiga um espacinho para tentar ir nesse final de semana", agora nem a programação dos cinemas eu tenho visto, perdi o interesse. Na minha auto análise, perder o interesse por coisas simples, que antes me davam prazer é um ponto importante para me perceber deprimida. As pessoas tem muitas vezes uma visão equivocada de depressão e não a consideram quando a pessoa está produtiva, conseguindo trabalhar, sem estar prostrada na cama. Definitivamente não é assim. A falta de tesão pela vida e pelas coisas pequenas da rotina são um indício bem importante.
Mas, porque a ficha caiu só agora? A gente começa depois de um tempo de sofrimento a funcionar através dos mecanismos de defesa. É como se fingisse que as coisas não estão tão mal assim e segue a vida, tentando fazer o mínimo necessário. Uma hora esses mecanismos falham e quando isso acontece, a coisa fica evidente.
Há cerca de 20 dias, eu estava exausta (mesmo!). Marquei 4 dias de férias no Sul de Minas, aqui bem perto de São Paulo, com meu filho e minhas sobrinhas. Com dias extremamente secos e muitas alergias já presentes, na véspera da viagem me senti muito mal, com aquela sensação de gripe e muitas dores no corpo, assim, de repente, no final do dia. Fiquei preocupada por conta da viagem e comecei a me automedicar com antialérgico e medicação para dor. Piorei muito nos dias da viagem. Conseguia ficar até bem de manhã, conseguia passear um pouco, mas depois do almoço, ficava na cama. Minha sorte é que minhas sobrinhas são adultas/jovens e conseguiram se divertir com meu filho a tarde e noite, enquanto eu descansava no hotel. Depois de voltar da viagem, ainda fiquei muito mal por mais uma semana, tendo trabalhado apenas dois dias e por fim, para tentar resumir, foram 16 dias de extremo mal estar, com uma gripe+sinusite, que após as medicações afetaram meu estômago e passei a ter refluxo. Enfim, fiquei muito mal e só comecei a melhorar há 3 dias.
Isso tudo é só para falar do quanto o corpo não aguenta quando a vida vai mal.
Desculpem o desabafo, mas é aqui que registro minha vida para tentar me organizar!
Bem, mas coisas boas vem por aqui. Nesse final de semana meu filho ficou com o pai e eu pude me cuidar um pouquinho. Comi um pouco melhor e mais saudável, cortei os cabelos e fiz a unha, além de descansar bastante!
Hoje estou mais confiante e menos cansada. Organizei minhas contas no final de semana e arrumei uma nova faxineira (a que me ajudava está extremamente doente e eu estava tentando cuidar de tudo sozinha há uns 4 meses).Vou tentar estabelecer uma nova rotina nessa semana em que priorize os cuidados comigo mesma e com minha saúde e bem estar. Vou voltar para a academia hoje e tentar manter uma rotina de alimentação mais adequada. São pequenas coisas que farão diferença na vida, pelo menos é o que eu espero!
Há algumas semanas comentei com minha irmã que parece que o último ano ficou meio em stand by, sinto que não aconteceu nada e às vezes, tenho até dificuldade de saber o que aconteceu na minha vida, parece que fiquei adormecida por cerca de um ano, embora as coisas tenham caminhado e eu não tenha deixado de lado coisas essenciais como cuidar do meu filho, do meu trabalho e na medida do possível da minha casa é como se tudo tivesse ficado meio no automático. Comecei a me sentir estranha, como se eu não estivesse vivendo direito.
Bem, voltando a ontem... No ano passado eu vinha tentando investir numa alimentação mais saudável e tentando fazer coisas diferentes em casa; No início do ano eu fiz pão algumas vezes e foi uma experiência sensorial bem legal. Cheguei a ir à zona cerealista comprar uns ingredientes mais naturais e integrais, mas aí, não sei porquê, não consegui mais tempo, nem tive ânimo de fazer o pão e desde então venho tentando voltar. Ontem peguei um dos ingredientes e vi que estava exatamente fazendo um ano! Comprei a farinha em 12/08 do ano passado! Confesso que fiquei chocada, chocada mesmo e me perguntando: onde eu estive nesse um ano? Por que abandonei diversas coisas que eram importantes para minha vida? Me senti muito mal, até porque sei parte dessa resposta...
Venho adoecendo sistematicamente. Estou desanimada até com meu trabalho. Não tenho conseguido ter a qualidade de vida que gostaria e me sinto muito frustrada. No segundo semestre passado teve ainda a crise financeira que deu uma mexida em tudo. Sinto que estou adoecida emocionalmente. É isso, começo a me sentir deprimida e isso é destruidor!
Sei que pode parecer exagero começar falando que não consegui fazer pão por um ano e chegar a um diagnóstico de depressão, mas a verdade é que esse episódio só serviu para me fazer olhar pra traz e perceber que venho me abandonando há tempos. Primeiro deixei de meditar, quase não ouço mais música, tenho pouca (ou nenhuma) vontade de sair, parei de escrever o diário que fazia para meu filho, estou mais descuidada da aparência, engordei 5 kg nesse período e acabei de descobrir que estou com anemia, possivelmente porque estou bem mais descuidada com a alimentação. Fiz academia de dezembro até meados de maio, depois fui abandonando também.
Antes disso eu já vinha sem tempo para um monte de coisas legais que queria fazer, mas parece que ainda havia desejo, coisas do tipo, "não consigo ir ao cinema, mas quem sabe eu consiga um espacinho para tentar ir nesse final de semana", agora nem a programação dos cinemas eu tenho visto, perdi o interesse. Na minha auto análise, perder o interesse por coisas simples, que antes me davam prazer é um ponto importante para me perceber deprimida. As pessoas tem muitas vezes uma visão equivocada de depressão e não a consideram quando a pessoa está produtiva, conseguindo trabalhar, sem estar prostrada na cama. Definitivamente não é assim. A falta de tesão pela vida e pelas coisas pequenas da rotina são um indício bem importante.
Mas, porque a ficha caiu só agora? A gente começa depois de um tempo de sofrimento a funcionar através dos mecanismos de defesa. É como se fingisse que as coisas não estão tão mal assim e segue a vida, tentando fazer o mínimo necessário. Uma hora esses mecanismos falham e quando isso acontece, a coisa fica evidente.
Há cerca de 20 dias, eu estava exausta (mesmo!). Marquei 4 dias de férias no Sul de Minas, aqui bem perto de São Paulo, com meu filho e minhas sobrinhas. Com dias extremamente secos e muitas alergias já presentes, na véspera da viagem me senti muito mal, com aquela sensação de gripe e muitas dores no corpo, assim, de repente, no final do dia. Fiquei preocupada por conta da viagem e comecei a me automedicar com antialérgico e medicação para dor. Piorei muito nos dias da viagem. Conseguia ficar até bem de manhã, conseguia passear um pouco, mas depois do almoço, ficava na cama. Minha sorte é que minhas sobrinhas são adultas/jovens e conseguiram se divertir com meu filho a tarde e noite, enquanto eu descansava no hotel. Depois de voltar da viagem, ainda fiquei muito mal por mais uma semana, tendo trabalhado apenas dois dias e por fim, para tentar resumir, foram 16 dias de extremo mal estar, com uma gripe+sinusite, que após as medicações afetaram meu estômago e passei a ter refluxo. Enfim, fiquei muito mal e só comecei a melhorar há 3 dias.
Isso tudo é só para falar do quanto o corpo não aguenta quando a vida vai mal.
Desculpem o desabafo, mas é aqui que registro minha vida para tentar me organizar!
Bem, mas coisas boas vem por aqui. Nesse final de semana meu filho ficou com o pai e eu pude me cuidar um pouquinho. Comi um pouco melhor e mais saudável, cortei os cabelos e fiz a unha, além de descansar bastante!
Hoje estou mais confiante e menos cansada. Organizei minhas contas no final de semana e arrumei uma nova faxineira (a que me ajudava está extremamente doente e eu estava tentando cuidar de tudo sozinha há uns 4 meses).Vou tentar estabelecer uma nova rotina nessa semana em que priorize os cuidados comigo mesma e com minha saúde e bem estar. Vou voltar para a academia hoje e tentar manter uma rotina de alimentação mais adequada. São pequenas coisas que farão diferença na vida, pelo menos é o que eu espero!
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Organizar as finanças para ter paz
Tenho vivido um momento curioso. Ao mesmo tempo em que estou mais ansiosa com a crise financeira estou também muito esperançosa. Acho que as coisas vão melhorar e estou apostando nisso.
A palavra de ordem agora é "ajustar".
Como já contei aqui, me endividei por uma série de problemas ocorridos nos últimos meses: perdi cerca de 30% da minha renda no primeiro semestre, teve o evento do roubo do carro (financiamento para completar o valor pago pelo seguro, novo seguro, documentação, nova cadeirinha...). Então de outubro/15 até maio, fui acumulando vários empréstimos, quase um para pagar o outro.
No último mês fiz centenas de cálculos, verifiquei todas as minhas possibilidades de pagar e fiz cortes.
A melhor coisa que aconteceu foi que consegui finalmente receber meu FGTS. Ufa! Foi um grande alívio. Consegui quitar quase 80% das minhas dívidas, o restante estou me organizando pra pagar.
Vou então administrando minha ansiedade e minhas finanças, tentando não gastar e não acumular dívidas de novo.
Vou ter um feliz 2017, tenho certeza!
A palavra de ordem agora é "ajustar".
Como já contei aqui, me endividei por uma série de problemas ocorridos nos últimos meses: perdi cerca de 30% da minha renda no primeiro semestre, teve o evento do roubo do carro (financiamento para completar o valor pago pelo seguro, novo seguro, documentação, nova cadeirinha...). Então de outubro/15 até maio, fui acumulando vários empréstimos, quase um para pagar o outro.
No último mês fiz centenas de cálculos, verifiquei todas as minhas possibilidades de pagar e fiz cortes.
A melhor coisa que aconteceu foi que consegui finalmente receber meu FGTS. Ufa! Foi um grande alívio. Consegui quitar quase 80% das minhas dívidas, o restante estou me organizando pra pagar.
Vou então administrando minha ansiedade e minhas finanças, tentando não gastar e não acumular dívidas de novo.
Vou ter um feliz 2017, tenho certeza!
domingo, 6 de novembro de 2016
Angústia e necessidade de mudar
Nos últimos tempos tenho tido necessidade de mudar a vida e a rotina. É um daqueles momentos caóticos, sabe? Daqueles momentos em que você fica com um incômodo, um certo frio na barriga, mas demora a identificar o que esses sinais significam. Tenho acordado no meio da noite, mega ansiosa e como estou exausta, sobra pouco tempo pra pensar no que está acontecendo.
Tento desesperadamente me manter organizada, tenho priorizado coisas realmente importantes, mas sempre parece pouco, sempre me falta algo, estou sempre com a sensação de estar atrasada (mesmo que não seja real) de estar sempre em dívida com algo ou alguém.
Parece que vivo uma contradição com meus valores, com o estilo de vida que escolhi, com meu ideal de simplicidade, de minimalismo e de valorização dos pequenos prazeres.
Me sinto envergonhada de não estar vivendo da maneira que defendo. O maior exemplo disso é eu estar super endividada. Isso tem me feito muito mal, não apenas pelo endividamento em si, mas pelo tanto que preso a paz de espírito de viver sem dívidas. E não é que eu tenha em algum momento da minha vida ficado sem um financiamento ou uma prestação. Isso faz parte da rotina e ok, não tenho problemas com isso. O problema começa quando a gente não consegue mais arcar com essas dívidas, o que infelizmente é meu caso agora.
Fiz alguns cortes, adaptei algumas coisas, mas é muito pouco, preciso de muito mais!
Do meio do ano passado pra cá as coisas se complicaram, perdi cerca de 30% da minha renda e meus gastos aumentaram. Com isso o déficit foi aumentando. Some-se a isso alguns gastos inesperados, como o roubo de outro carro (o valor que o seguro paga não dá pra comprar outro carro no mesmo padrão, além disso tem novo gasto com documentação, compra de uma nova cadeirinha... enfim, tive um acréscimo ainda maior no "buraco" que já era grande.
Considerei várias coisas para sair disso, desde vender o carro, mudar de consultório até arrumar mais um emprego. Mas foi num momento de extrema angústia que me lembrei de algo que poderá me salvar (kk): tenho um FGTS que poderá ser resgatado agora. Não é muita grana e eu estava contando com isso para quitar o apartamento, mas tudo bem, foi só um desvio de curso e eu posso lidar com isso. Isso me dará alguma folga para iniciar o ano e estou mega esperançosa!!
Tento desesperadamente me manter organizada, tenho priorizado coisas realmente importantes, mas sempre parece pouco, sempre me falta algo, estou sempre com a sensação de estar atrasada (mesmo que não seja real) de estar sempre em dívida com algo ou alguém.
Parece que vivo uma contradição com meus valores, com o estilo de vida que escolhi, com meu ideal de simplicidade, de minimalismo e de valorização dos pequenos prazeres.
Me sinto envergonhada de não estar vivendo da maneira que defendo. O maior exemplo disso é eu estar super endividada. Isso tem me feito muito mal, não apenas pelo endividamento em si, mas pelo tanto que preso a paz de espírito de viver sem dívidas. E não é que eu tenha em algum momento da minha vida ficado sem um financiamento ou uma prestação. Isso faz parte da rotina e ok, não tenho problemas com isso. O problema começa quando a gente não consegue mais arcar com essas dívidas, o que infelizmente é meu caso agora.
Fiz alguns cortes, adaptei algumas coisas, mas é muito pouco, preciso de muito mais!
Do meio do ano passado pra cá as coisas se complicaram, perdi cerca de 30% da minha renda e meus gastos aumentaram. Com isso o déficit foi aumentando. Some-se a isso alguns gastos inesperados, como o roubo de outro carro (o valor que o seguro paga não dá pra comprar outro carro no mesmo padrão, além disso tem novo gasto com documentação, compra de uma nova cadeirinha... enfim, tive um acréscimo ainda maior no "buraco" que já era grande.
Considerei várias coisas para sair disso, desde vender o carro, mudar de consultório até arrumar mais um emprego. Mas foi num momento de extrema angústia que me lembrei de algo que poderá me salvar (kk): tenho um FGTS que poderá ser resgatado agora. Não é muita grana e eu estava contando com isso para quitar o apartamento, mas tudo bem, foi só um desvio de curso e eu posso lidar com isso. Isso me dará alguma folga para iniciar o ano e estou mega esperançosa!!
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Tentando retomar uma rotina simples e feliz
Estou na praia... Depois de meses de trabalho exaustivo, sem descanso, conseguimos tirar uns dias pra descansar e curtir com meu filho e o pai dele. Tem sido dias bons, sem preocupações com horários, rotinas, contas ou compromissos. Confesso que eu estava precisando muito dessa paradinha. Desde que comecei a trabalhar como autônoma tenho tido poucos períodos como esse. E parar tudo é tão necessário!!!
Parei de escrever no blog por um tempo porque meu computador quebrou e eu não consigo muito digitar no smartphone. Embora isso me faça falta, tenho conseguido escrever um pouco e armazenado para quando conseguir postar.
Tenho sentido uma vontade enorme de dar uma outra reviravolta na minha rotina, mas por enquanto são apenas pensamentos que ainda precisam ser processados.
O bom de tudo isso é que estou bem e querendo investir em novos prazeres (ou talvez reinvestir naquilo que sempre me deu prazer). Me sinto inquieta e com um grande desejo de investir ainda mais em coisas simples.
Parei de escrever no blog por um tempo porque meu computador quebrou e eu não consigo muito digitar no smartphone. Embora isso me faça falta, tenho conseguido escrever um pouco e armazenado para quando conseguir postar.
Tenho sentido uma vontade enorme de dar uma outra reviravolta na minha rotina, mas por enquanto são apenas pensamentos que ainda precisam ser processados.
O bom de tudo isso é que estou bem e querendo investir em novos prazeres (ou talvez reinvestir naquilo que sempre me deu prazer). Me sinto inquieta e com um grande desejo de investir ainda mais em coisas simples.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Organizando meu orçamento como autônoma
Venho tentando me organizar na minha vida de autônoma e nesses poucos anos em que me dediquei somente ao consultório já bati cabeça em várias coisas e aprendi muitas outras.
É um aprendizado muito particular e não acredito que haja uma receita ou uma fórmula que funcione para todo mundo, mas algumas reflexões valem a pena serem feitas por quem, como eu, estava acostumado a ter um salário fixo, na data certa.
Como já falei em algum momento, sou profissional da área de saúde e larguei um emprego no serviço público no qual estava há quase 20 anos, para me dedicar exclusivamente ao consultório.
Confesso que não foi uma decisão fácil, por conta, principalmente, da instabilidade, mas o tempo foi passando e fui me adaptando à nova realidade; porém até agora, mais de 2 anos depois, ainda não posso dizer que estou de fato organizada com essa nova rotina.
O ano de 2014 foi bem tranquilo porque o negócio não vivenciou a crise e porque eu estava bem controlada com as finanças, mas com todos os acontecimentos deste último ano, os erros na administração das finanças foram ficando mais evidentes e meu diagnóstico é o seguinte:
- Tenho várias datas de entradas e muitas vezes acabei gastando um dinheiro que ainda não entrou (ex. Tenho um paciente que me paga dia 15 e acabava fazendo alguma compra, contando que esse dinheiro viria e quando ele atrasava o pagamento eu acabava pagando juros do cheque especial);
- Tenho 3 contas em bancos, uma delas é só poupança mas nas outras duas tenho entradas e saídas durante todo o mês e fica difícil manter o controle.
- Tenho muitas contas divididas ao longo do mês: condomínio no dia 10, luz no dia 20, prestação do ap no dia 24 e por aí vai. Com isso, mesmo que eu tenha uma boa planilha de controle, a sensação é de que sempre estou devendo e não é só sensação não, na verdade eu passo o mês inteiro pagando contas e aquela "sobra física" nunca pode ser visualizada.
Bem, identificados os problemas, comecei a agir. Primeiro tentei centralizar tudo na conta da Caixa, que teoricamente teria juros mais baixos, mas não deu certo porque a relação com esse banco não é fácil e não valia a pena em termos práticos e financeiros.
Resolvi manter as duas contas por mais um tempo, mas mudei as datas dos vencimentos das contas de serviços e voltei a ter um cartão de crédito para as contas de consumo.
O cartão de crédito ainda é desconfortável porque tenho medo de me endividar ainda mais, mas neste momento está sendo útil para pagar os gastos referentes ao roubo do carro (documentação, nova cadeirinha etc.) que precisaram ser parcelados.
Resolvi ainda, fixar uma conta para o consultório, centralizando todas as entradas e vou testar em julho uma data de retirada, para pagar todas as contas, como se fosse meu salário mesmo. Acredito que me organize melhor assim. Vamos ver se dá certo!!!
Ainda não senti a diferença de todas as mudanças, porém no mês de junho, até o dia 15 já havia pago todas as contas e isso já me deixou mais tranquila.
Essas são só algumas idéias para administrar minhas finanças e espero conseguir ainda, diminuir minhas despesas nos próximos meses.
É um aprendizado muito particular e não acredito que haja uma receita ou uma fórmula que funcione para todo mundo, mas algumas reflexões valem a pena serem feitas por quem, como eu, estava acostumado a ter um salário fixo, na data certa.
Como já falei em algum momento, sou profissional da área de saúde e larguei um emprego no serviço público no qual estava há quase 20 anos, para me dedicar exclusivamente ao consultório.
Confesso que não foi uma decisão fácil, por conta, principalmente, da instabilidade, mas o tempo foi passando e fui me adaptando à nova realidade; porém até agora, mais de 2 anos depois, ainda não posso dizer que estou de fato organizada com essa nova rotina.
O ano de 2014 foi bem tranquilo porque o negócio não vivenciou a crise e porque eu estava bem controlada com as finanças, mas com todos os acontecimentos deste último ano, os erros na administração das finanças foram ficando mais evidentes e meu diagnóstico é o seguinte:
- Tenho várias datas de entradas e muitas vezes acabei gastando um dinheiro que ainda não entrou (ex. Tenho um paciente que me paga dia 15 e acabava fazendo alguma compra, contando que esse dinheiro viria e quando ele atrasava o pagamento eu acabava pagando juros do cheque especial);
- Tenho 3 contas em bancos, uma delas é só poupança mas nas outras duas tenho entradas e saídas durante todo o mês e fica difícil manter o controle.
- Tenho muitas contas divididas ao longo do mês: condomínio no dia 10, luz no dia 20, prestação do ap no dia 24 e por aí vai. Com isso, mesmo que eu tenha uma boa planilha de controle, a sensação é de que sempre estou devendo e não é só sensação não, na verdade eu passo o mês inteiro pagando contas e aquela "sobra física" nunca pode ser visualizada.
Bem, identificados os problemas, comecei a agir. Primeiro tentei centralizar tudo na conta da Caixa, que teoricamente teria juros mais baixos, mas não deu certo porque a relação com esse banco não é fácil e não valia a pena em termos práticos e financeiros.
Resolvi manter as duas contas por mais um tempo, mas mudei as datas dos vencimentos das contas de serviços e voltei a ter um cartão de crédito para as contas de consumo.
O cartão de crédito ainda é desconfortável porque tenho medo de me endividar ainda mais, mas neste momento está sendo útil para pagar os gastos referentes ao roubo do carro (documentação, nova cadeirinha etc.) que precisaram ser parcelados.
Resolvi ainda, fixar uma conta para o consultório, centralizando todas as entradas e vou testar em julho uma data de retirada, para pagar todas as contas, como se fosse meu salário mesmo. Acredito que me organize melhor assim. Vamos ver se dá certo!!!
Ainda não senti a diferença de todas as mudanças, porém no mês de junho, até o dia 15 já havia pago todas as contas e isso já me deixou mais tranquila.
Essas são só algumas idéias para administrar minhas finanças e espero conseguir ainda, diminuir minhas despesas nos próximos meses.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Dando uma geral na casa em 45 minutos
Adotei nos últimos tempos uma nova estratégia para manter a casa mais organizada. Isso e claro, não inclui uma faxina, mas é suficiente para que a gente consiga sobreviver durante a semana, sem perder o controle da bagunça.
Sempre coloco o timer do celular e uma playlist bem animada.
Divido o tempo em 3 espaços de 15'
Sempre coloco o timer do celular e uma playlist bem animada.
Divido o tempo em 3 espaços de 15'
- Primeiro coloco a louça dentro da pia, com detergente e água quente, guardo a louça lavada e lavo a louça. Recolho todas as roupas espalhadas, penduro os casacos, guardo os sapatos e coloco a roupa suja na máquina. Recolho roupa do varal, dobro e guardo (toalhas, pijamas e roupas de malha já são guardadas no armário), as que precisam ser passadas, vão para o cesto.
- Limpo o banheiro, troco o tapete e tiro o lixo.
- Varro a cozinha e passo pano. Varro e arrumo a sala. Arrumo as camas.
Bem, isso é bem corrido, mas é suficiente para que a casa fique em ordem no decorrer da semana.
Bagunça emocional
Estou mais melancolica nos últimos dias.
Hoje, depois de acordar atrasada (Acabei levantando as 9h10, porque estava muito frio e meu filho resolveu dormir até mais tarde e eu fui no embalo), percebi o quanto uma hora mais tarde do que o necessário é prejudicial para iniciar a semana de maneira organizada.
Foi uma certa correria, mas nada tão caótico. Percebi porém que deixei coisas importantes para fazer em cima da hora, como a lição de casa e a organização da mochila.
Conseguimos chegar no horário, mas deixei uma bagunça para trás, que só agora, uma hora depois de voltar da escola, consegui dar conta.
O que isso tem a ver com minha melancolia? Tudo!
Eu fiz uma boa faxina no sábado, mas no final da tarde estava exausta, não só pelo trabalho em si, mas porque não consegui que meu filho dormisse na avó, como havia programado e o pai só perguntou se precisava ficar com ele no meio da tarde, quando tudo já estava resolvido.
Fiquei exausta e triste. Muito triste. E isso foi o suficiente para que, no domingo, eu não tivesse sequer lavado a louça do café e arrumado as camas. Até nos divertimos no domingo e não acho que lavar a louça fosse minha prioridade, mas sei que preciso ter alguma organização para começar uma semana bem e me sentir menos sobrecarregada.
Mas tudo bem, dá para voltar pros eixos ainda hoje e estou mais otimista do que quando acordei.
Em quarenta e cinco minutos (tres tempos de 15') eu consegui recolher as roupas e calçados pela casa, limpar o banheiro, recolher roupas do varal, dobrar e guardar, lavar a louça, varrer o chão, arrumar as camas, colocar as toalhas ao sol, a roupa na máquina e por fim, as 12h10 eu já estava aqui, escrevendo este post.
Aí liguei a tv no GNT e estava passando o programa "Vivendo no caos" e um episódio que já vi antes e sempre me impressiona muito... uma família americana, com muitos filhos, a maioria deles adotados e uma mãe ultra guerreira, dando conta de tudo e ainda de ajudar outras pessoas, mas que por fim, guardava suas emoções em forma de acumulação, que chegou ao extremo da família alugar um hangar (isso mesmo, um hangar, espaço suficiente para um pequeno avião, espaço pra burro!). As coisas que foram para o bazar, utilizaram um estacionamento maior do que o de um shopping!
Olha só a que ponto podemos chegar se não cuidamos das nossas emoções!!!
Acho que não foi por acaso que revi esse episódio hoje... preciso cuidar melhor das coisas da minha vida, para que eu volte a me orgulhar da pessoa sensata e organizada que sempre fui.
Hoje, depois de acordar atrasada (Acabei levantando as 9h10, porque estava muito frio e meu filho resolveu dormir até mais tarde e eu fui no embalo), percebi o quanto uma hora mais tarde do que o necessário é prejudicial para iniciar a semana de maneira organizada.
Foi uma certa correria, mas nada tão caótico. Percebi porém que deixei coisas importantes para fazer em cima da hora, como a lição de casa e a organização da mochila.
Conseguimos chegar no horário, mas deixei uma bagunça para trás, que só agora, uma hora depois de voltar da escola, consegui dar conta.
O que isso tem a ver com minha melancolia? Tudo!
Eu fiz uma boa faxina no sábado, mas no final da tarde estava exausta, não só pelo trabalho em si, mas porque não consegui que meu filho dormisse na avó, como havia programado e o pai só perguntou se precisava ficar com ele no meio da tarde, quando tudo já estava resolvido.
Fiquei exausta e triste. Muito triste. E isso foi o suficiente para que, no domingo, eu não tivesse sequer lavado a louça do café e arrumado as camas. Até nos divertimos no domingo e não acho que lavar a louça fosse minha prioridade, mas sei que preciso ter alguma organização para começar uma semana bem e me sentir menos sobrecarregada.
Mas tudo bem, dá para voltar pros eixos ainda hoje e estou mais otimista do que quando acordei.
Em quarenta e cinco minutos (tres tempos de 15') eu consegui recolher as roupas e calçados pela casa, limpar o banheiro, recolher roupas do varal, dobrar e guardar, lavar a louça, varrer o chão, arrumar as camas, colocar as toalhas ao sol, a roupa na máquina e por fim, as 12h10 eu já estava aqui, escrevendo este post.
Aí liguei a tv no GNT e estava passando o programa "Vivendo no caos" e um episódio que já vi antes e sempre me impressiona muito... uma família americana, com muitos filhos, a maioria deles adotados e uma mãe ultra guerreira, dando conta de tudo e ainda de ajudar outras pessoas, mas que por fim, guardava suas emoções em forma de acumulação, que chegou ao extremo da família alugar um hangar (isso mesmo, um hangar, espaço suficiente para um pequeno avião, espaço pra burro!). As coisas que foram para o bazar, utilizaram um estacionamento maior do que o de um shopping!
Olha só a que ponto podemos chegar se não cuidamos das nossas emoções!!!
Acho que não foi por acaso que revi esse episódio hoje... preciso cuidar melhor das coisas da minha vida, para que eu volte a me orgulhar da pessoa sensata e organizada que sempre fui.
domingo, 12 de junho de 2016
Mais um momento difícil na minha organização financeira
Uma das coisas que sempre acreditei, mas que nos últimos tempos não consegui praticar, foi que manter uma boa reserva de emergência nos dá muito mais segurança, porque afinal a vida é cheia de acontecimentos que não podemos controlar, por mais que a gente tente se programar ou se precaver.
Pois é, aconteceu comigo de novo... roubaram meu carro, logo depois de ter feito minha programação dos 100 dias para sair do endividamento.
Então, a situação que já não estava boa, ficou ainda pior.
Minha péssima experiência em relação ao sinistro foi:
A seguradora passa cerca de 10 dias analisando e esperando que o carro seja encontrado e só disponibiliza 15 dias de carro reserva, então ao final do processo, mesmo que eu tenha tentado adiantar a compra de um outro carro, ainda fiquei mais de uma semana a pé! E este foi o menor dos problemas.
O valor pago pelo sinistro é calculado pela tabela fipe e não dá para comprar um outro carro, com as mesmas características, além disso é difícil encontrar rapidamente um carro do mesmo ano ou com valor próximo. Acabei optando por um 3 anos mais novo (2015) e isso me gerou uma nova dívida.
Como se já não estivesse ruim o suficiente, ainda tive que contratar um novo seguro, o que só estava programado para novembro.
Enfim, estes gastos imprevistos me desorganizaram ainda mais e se eu estivesse resguardada por uma reserva financeira, teria acertado tudo e não aumentaria ainda mais o problema. Além disso, se eu tivesse o valor suficiente para comprar um outro carro a vista, eu não precisaria ter ficado a pé (o que desorganizou inclusive minha rotina) e ainda fugiria dos juros.
Eu tinha uma previsão de sair das dívidas em, no máximo, mais 8 meses e agora tenho um financiamento de mais 24 meses!
Fazer o que, agora é trabalhar ainda mais nas minhas metas e sair do endividamento o mais rápido possível!
Pois é, aconteceu comigo de novo... roubaram meu carro, logo depois de ter feito minha programação dos 100 dias para sair do endividamento.
Então, a situação que já não estava boa, ficou ainda pior.
Minha péssima experiência em relação ao sinistro foi:
A seguradora passa cerca de 10 dias analisando e esperando que o carro seja encontrado e só disponibiliza 15 dias de carro reserva, então ao final do processo, mesmo que eu tenha tentado adiantar a compra de um outro carro, ainda fiquei mais de uma semana a pé! E este foi o menor dos problemas.
O valor pago pelo sinistro é calculado pela tabela fipe e não dá para comprar um outro carro, com as mesmas características, além disso é difícil encontrar rapidamente um carro do mesmo ano ou com valor próximo. Acabei optando por um 3 anos mais novo (2015) e isso me gerou uma nova dívida.
Como se já não estivesse ruim o suficiente, ainda tive que contratar um novo seguro, o que só estava programado para novembro.
Enfim, estes gastos imprevistos me desorganizaram ainda mais e se eu estivesse resguardada por uma reserva financeira, teria acertado tudo e não aumentaria ainda mais o problema. Além disso, se eu tivesse o valor suficiente para comprar um outro carro a vista, eu não precisaria ter ficado a pé (o que desorganizou inclusive minha rotina) e ainda fugiria dos juros.
Eu tinha uma previsão de sair das dívidas em, no máximo, mais 8 meses e agora tenho um financiamento de mais 24 meses!
Fazer o que, agora é trabalhar ainda mais nas minhas metas e sair do endividamento o mais rápido possível!
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Desapegar não somente do que é material
Desapegar...
Tenho feito um grande exercício nesse sentido. Nos últimos meses mergulhei numa tentativa de viver com menos, ter uma vida mais simples e tranquila e hoje percebo como é uma mudança difícil de se fazer. Difícil porque pressupõe uma mudança estrutural, de hábitos já incorporados e não refletidos e da maneira como se vê o mundo.
Entre novembro e março eu me propus a destralhar a casa. Foi um momento muito gostoso! A ideia inicial era tirar um item por dia durante o mês de dezembro (ou 7 a cada final de semana). Acabei tirando quase o dobro, foram 54 peças. Continuei o desafio em janeiro e até perdi a conta das coisas que me desfiz. Enfim, foram roupas do filhote, móveis sem uso, brinquedos quebrados e muita roupa minha. Provavelmente foram mais de 100 itens e ainda tem coisa que preciso me desfazer, como, por exemplo, utensílios de cozinha (ainda não cheguei lá!).
Até aí, beleza, eu não sou muito apegada a coisas materiais, então, me desfazer de objetos foi molezinha. A dificuldade começa quando preciso me desapegar de velhos hábitos ou de certezas que já não me servem mais.
Hoje me peguei pensando nisso no momento que fui ao banco. Na última semana fiz um grande estudo da minha situação financeira e uma das dificuldades que detectei foi o fato de ter 2 contas correntes. Fiz milhões de cálculos e cheguei a conclusão de que seria muito mais econômico manter apenas uma conta, centralizando todos os pagamentos e recebimentos ali. Acontece que o banco mais "caro" é (óbvio) aquele que me deixa mais confortável, que consigo resolver as coisas por telefone com o gerente; que me dá todas aquelas facilidades do tipo "corda pra se enforcar" sabe? e o outro banco, mais barato é um banco público, com balde aparando goteiras- literalmente!- onde passei quase duas horas com uma senha na mão, torcendo pra que o gerente pelo menos fosse gentil, além de, claro, resolver meus problemas.
Nesse banco cheio e chovendo dentro eu quase fui embora por duas vezes enquanto esperava e observava tudo ao meu redor. Me senti empobrecida por estar ali e isso pode parecer frescura, mas sei que não era, porque minha vida quase inteira trabalhei no serviço público e lixeiras aparando goteiras não são novidades pra mim. O que senti na verdade foi uma certa vergonha por estar optando pelo menor conforto, como se eu estivesse regredindo.
É disso que venho falando: como é difícil desacostumar daquilo que parece bom, do mais glamouroso, do mais confortável, mesmo quando se sabe quem é que paga por tudo isso. E eu nem estou falando de um banco top ou uma agência prime. Estou falando da minha conta no bradesco, que por ser uma conta antiga me dá alguns privilégios... sorriso caro, cafezinho caro e taxas de juros lá nas alturas! mas tudo sem sair do ar condicionado!!!
Depois de quase ir embora, me lembrei do meu propósito... reduzir tudo o que não é importante. Ficar com o essencial e a paz de espírito... desapegar.
Ah! e pra concluir, deu tudo certo e o gerente era muito gentil!
Tenho feito um grande exercício nesse sentido. Nos últimos meses mergulhei numa tentativa de viver com menos, ter uma vida mais simples e tranquila e hoje percebo como é uma mudança difícil de se fazer. Difícil porque pressupõe uma mudança estrutural, de hábitos já incorporados e não refletidos e da maneira como se vê o mundo.
Entre novembro e março eu me propus a destralhar a casa. Foi um momento muito gostoso! A ideia inicial era tirar um item por dia durante o mês de dezembro (ou 7 a cada final de semana). Acabei tirando quase o dobro, foram 54 peças. Continuei o desafio em janeiro e até perdi a conta das coisas que me desfiz. Enfim, foram roupas do filhote, móveis sem uso, brinquedos quebrados e muita roupa minha. Provavelmente foram mais de 100 itens e ainda tem coisa que preciso me desfazer, como, por exemplo, utensílios de cozinha (ainda não cheguei lá!).
Até aí, beleza, eu não sou muito apegada a coisas materiais, então, me desfazer de objetos foi molezinha. A dificuldade começa quando preciso me desapegar de velhos hábitos ou de certezas que já não me servem mais.
Hoje me peguei pensando nisso no momento que fui ao banco. Na última semana fiz um grande estudo da minha situação financeira e uma das dificuldades que detectei foi o fato de ter 2 contas correntes. Fiz milhões de cálculos e cheguei a conclusão de que seria muito mais econômico manter apenas uma conta, centralizando todos os pagamentos e recebimentos ali. Acontece que o banco mais "caro" é (óbvio) aquele que me deixa mais confortável, que consigo resolver as coisas por telefone com o gerente; que me dá todas aquelas facilidades do tipo "corda pra se enforcar" sabe? e o outro banco, mais barato é um banco público, com balde aparando goteiras- literalmente!- onde passei quase duas horas com uma senha na mão, torcendo pra que o gerente pelo menos fosse gentil, além de, claro, resolver meus problemas.
Nesse banco cheio e chovendo dentro eu quase fui embora por duas vezes enquanto esperava e observava tudo ao meu redor. Me senti empobrecida por estar ali e isso pode parecer frescura, mas sei que não era, porque minha vida quase inteira trabalhei no serviço público e lixeiras aparando goteiras não são novidades pra mim. O que senti na verdade foi uma certa vergonha por estar optando pelo menor conforto, como se eu estivesse regredindo.
É disso que venho falando: como é difícil desacostumar daquilo que parece bom, do mais glamouroso, do mais confortável, mesmo quando se sabe quem é que paga por tudo isso. E eu nem estou falando de um banco top ou uma agência prime. Estou falando da minha conta no bradesco, que por ser uma conta antiga me dá alguns privilégios... sorriso caro, cafezinho caro e taxas de juros lá nas alturas! mas tudo sem sair do ar condicionado!!!
Depois de quase ir embora, me lembrei do meu propósito... reduzir tudo o que não é importante. Ficar com o essencial e a paz de espírito... desapegar.
Ah! e pra concluir, deu tudo certo e o gerente era muito gentil!
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Gentileza... um jeito novo de lidar com as angústias
Hoje cheguei para trabalhar com uma hora de folga (não tinha o primeiro atendimento).
Liguei o computador, peguei uma maçã, tomei um copo delicioso de água gelada e coloquei uma lista do spotfy. Hoje eu estava angustiada com a rotina e com minha falta de motivação nesta semana.
A playlist aleatória começou com a música "Gentileza", da Marisa Monte.
De repente me senti invadida por um bem estar danado... é isso, gentileza!
As vezes a vida só pede uma ação simples e a gente acha pouco e fica inventando um monte de coisa complicada.
Foi isso o que me faltou hoje de manhã: justamente gentileza.
Fui intolerante com a falta de colaboração do pai do meu filho e mais ainda com meu pequeno que não consegue entender ainda quais são as minhas necessidades (ele tem 3 anos!).
Preciso repensar o modo como me relaciono com a vida e com as pessoas a minha volta. Ando irritada com tudo: a política (ainda mais depois da comédia de horrores que foi aquela votação no domingo), a economia, as pessoas que querem sempre levar vantagem, a falta de grana e de tempo e de diversão.
Enfim, não me faltam motivos para irritação, mas tenho um grande motivo para o contrário também: estou viva, tenho saúde e disposição para trabalhar, tenho um filho lindo e maravilhoso, tenho como prover nossas necessidades além das básicas.
Sei que as coisas estão difíceis agora, mas sei que vai passar!
Liguei o computador, peguei uma maçã, tomei um copo delicioso de água gelada e coloquei uma lista do spotfy. Hoje eu estava angustiada com a rotina e com minha falta de motivação nesta semana.
A playlist aleatória começou com a música "Gentileza", da Marisa Monte.
De repente me senti invadida por um bem estar danado... é isso, gentileza!
As vezes a vida só pede uma ação simples e a gente acha pouco e fica inventando um monte de coisa complicada.
Foi isso o que me faltou hoje de manhã: justamente gentileza.
Fui intolerante com a falta de colaboração do pai do meu filho e mais ainda com meu pequeno que não consegue entender ainda quais são as minhas necessidades (ele tem 3 anos!).
Preciso repensar o modo como me relaciono com a vida e com as pessoas a minha volta. Ando irritada com tudo: a política (ainda mais depois da comédia de horrores que foi aquela votação no domingo), a economia, as pessoas que querem sempre levar vantagem, a falta de grana e de tempo e de diversão.
Enfim, não me faltam motivos para irritação, mas tenho um grande motivo para o contrário também: estou viva, tenho saúde e disposição para trabalhar, tenho um filho lindo e maravilhoso, tenho como prover nossas necessidades além das básicas.
Sei que as coisas estão difíceis agora, mas sei que vai passar!
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Estou tentando fazer coisas que me ajudem a descansar
Nestas últimas semanas me senti mais estranha, menos produtiva, mais ansiosa e bem menos feliz. Comecei a me sentir desanimada, tive alguns sintomas físicos, mas por fim cheguei à conclusão de que é, apenas, cansaço, muito cansaço!!!
Venho trabalhando sem férias de verdade há vários anos. Quem é autônomo sabe, férias de verdade, de 20 ou 30 dias, somente depois de muuuito tempo e olhe lá! No meu caso, nem sei se algum dia ainda será possível, já que fica difícil deixar pacientes sem atendimento por muitas semanas.
A esta altura, duas semanas já seria muito bom, mas com essa crise toda, fica difícil investir esse dinheiro sem comprometer outras coisas.
E então, não tem solução??? Tem sim! A gente precisa ser ainda mais criativo em momentos de crise!
Vamos lá! Já que não posso viajar para nenhum lugar caro, preciso encontrar alternativas para me divertir por aqui mesmo.
Neste final de semana fizemos um pic nic no Ibirapuera e foi maravilhoso, embora não possa dizer que descansei (fazer compras, preparar as comidinhas, acordar e começar a correr pra conseguir sair dirigir até lá... aff!), mas nos divertimos e isso foi muito bom.
Outra coisa que estou me organizando para fazer são viagens curtas, no final de semana, mas isso ainda está um pouco difícil, porque continuo trabalhando no sábado de manhã, mas por mais alguns meses apenas. Noo segundo semestre (oremos!) quero sair do sábado e ficar somente de segunda a quinta. Já pensou, final de semana de 3 dias??? Maravilha!
Enquanto esse dia não chega preciso organizar passeios gostosos no nosso domingo, mais idas a parques, teatro, cinema e exposições que o filhote adora!
Resolvi dar um tempo nas idas a restaurantes, por questões financeiras e também porque estou querendo cozinhar mais no final de semana, já que meu filho agora almoça na escola e não tenho feito nada pra ele durante a semana e isso me deixa meio triste, porque gosto de cozinhar pra nós dois.
Estou testando algumas mudanças na rotina, porque resolvi que agora não se justifica mais ter faxineira, nem quinzenalmente!
Preciso criar hábitos mais saudáveis, como caminhar e ler sentada no parque.
São hábitos que não tem custo e me deixam muito feliz e relaxada. Este é o minimalismo que tanto me inspira, na prática!
Venho trabalhando sem férias de verdade há vários anos. Quem é autônomo sabe, férias de verdade, de 20 ou 30 dias, somente depois de muuuito tempo e olhe lá! No meu caso, nem sei se algum dia ainda será possível, já que fica difícil deixar pacientes sem atendimento por muitas semanas.
A esta altura, duas semanas já seria muito bom, mas com essa crise toda, fica difícil investir esse dinheiro sem comprometer outras coisas.
E então, não tem solução??? Tem sim! A gente precisa ser ainda mais criativo em momentos de crise!
Vamos lá! Já que não posso viajar para nenhum lugar caro, preciso encontrar alternativas para me divertir por aqui mesmo.
Neste final de semana fizemos um pic nic no Ibirapuera e foi maravilhoso, embora não possa dizer que descansei (fazer compras, preparar as comidinhas, acordar e começar a correr pra conseguir sair dirigir até lá... aff!), mas nos divertimos e isso foi muito bom.
Outra coisa que estou me organizando para fazer são viagens curtas, no final de semana, mas isso ainda está um pouco difícil, porque continuo trabalhando no sábado de manhã, mas por mais alguns meses apenas. Noo segundo semestre (oremos!) quero sair do sábado e ficar somente de segunda a quinta. Já pensou, final de semana de 3 dias??? Maravilha!
Enquanto esse dia não chega preciso organizar passeios gostosos no nosso domingo, mais idas a parques, teatro, cinema e exposições que o filhote adora!
Resolvi dar um tempo nas idas a restaurantes, por questões financeiras e também porque estou querendo cozinhar mais no final de semana, já que meu filho agora almoça na escola e não tenho feito nada pra ele durante a semana e isso me deixa meio triste, porque gosto de cozinhar pra nós dois.
Estou testando algumas mudanças na rotina, porque resolvi que agora não se justifica mais ter faxineira, nem quinzenalmente!
Preciso criar hábitos mais saudáveis, como caminhar e ler sentada no parque.
São hábitos que não tem custo e me deixam muito feliz e relaxada. Este é o minimalismo que tanto me inspira, na prática!
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Desabafo de uma mulher que não aguenta mais ser multi tarefa
A rotina está estranha, me sinto desorganizada mesmo quando faço tudo direito. Parece que a vida está desorganizada.
São quase 12h de uma segunda feira, tudo parece caótico. Estou aqui escrevendo simplesmente porque não estou aguentando viver tentando dar conta da rotina, da casa, do filho, do trabalho, das contas, dos quilos a mais, da alergia respiratória que sempre volta, da crise econômica, do medo e da incerteza quanto ao futuro! Estou triste e ansiosa, mas sei que isso tem a ver com a tpm que insiste em me visitar, agora, a cada 20 dias!
O fato (reservadas as proporçoes da tpm) é que estou cansada de dar conta de tantas coisas sozinha.
Amo meu filho demais e faria tudo exatamente igual só para tê-lo ao meu lado, mas as vezes eu só queria não ser mãe em tempo integral, queria ter uma vida independente dele. Será que é pedir demais? Sei que não é! Sei que a maioria das mulheres se sentem assim em relação aos filhos pequenos. Uma criança de 3 anos demanda muito, o tempo todo! E quando falo mãe em tempo integral não significa que não trabalho e sim que estou ligada nele mesmo quando estou trabalhando, mesmo quando chego despenteada no trabalho porque a prioridade foi cuidar dele, mesmo quando não consigo tomar um banho relaxante a noite, porque fiquei horas tentando faze-lo dormir e acabei dormindo junto, de roupa e maquiagem.
O pai, por mais que seja um pai presente, não está junto na maior parte do tempo duro, aquele horário da birra pra tomar banho, do leite derramado no sofá, da corrida pela casa na tentativa de colocar o uniforme. No final, sem entrar em discurso feminista, a maior parte da labuta sobra mesmo é para as mães. Jornada dupla???? Não! tripla, quadrupla e até mais. Caiu por terra aquela ideia que eu tinha de que meu trabalho era intelectual, então deveria terceirizar a maior parte das coisas, digamos, operacionais. Hoje, como a maioria das mulheres trabalhadoras, tenho que lavar louça, arrumar a casa, fazer comida, lavar roupa, organizar a geladeira, pensar em alimentos saudáveis, dobrar a roupa, arrumar a cama...
Não é possível separar da rotina todas essas coisas, porque tudo acontece junto e misturado. São muitos papéis sendo desempenhados simultaneamente.
As vezes é difícil chegar no consultório, ter 5 minutos pra respirar, depois atender uma outra pessoa também exausta, dizendo que não aguenta mais não ter tempo pra ela mesma e de repente, olhar pra baixo e ver que não faço a unha do pé há mais de 2 meses e que só por isso estou usando aquele sapato lindo, fechado, que é um charme só, mas que eu estaria bem mais feliz usando uma rasteirinha.
A casa hoje está um caos, só porque ontem passamos um dia lindo, fazendo pic nic no parque... tem louça na pia e bagunça pra todo lado e eu estou aqui, reclamando, porque é só o que consigo fazer nesse pouco tempo que tenho antes de ir trabalhar.
Em outros momentos eu deveria já ter cuidado da casa e estar a caminho do banho, mas hoje eu estou paralisada pela certeza de que não consigo dar conta de tudo!
São quase 12h de uma segunda feira, tudo parece caótico. Estou aqui escrevendo simplesmente porque não estou aguentando viver tentando dar conta da rotina, da casa, do filho, do trabalho, das contas, dos quilos a mais, da alergia respiratória que sempre volta, da crise econômica, do medo e da incerteza quanto ao futuro! Estou triste e ansiosa, mas sei que isso tem a ver com a tpm que insiste em me visitar, agora, a cada 20 dias!
O fato (reservadas as proporçoes da tpm) é que estou cansada de dar conta de tantas coisas sozinha.
Amo meu filho demais e faria tudo exatamente igual só para tê-lo ao meu lado, mas as vezes eu só queria não ser mãe em tempo integral, queria ter uma vida independente dele. Será que é pedir demais? Sei que não é! Sei que a maioria das mulheres se sentem assim em relação aos filhos pequenos. Uma criança de 3 anos demanda muito, o tempo todo! E quando falo mãe em tempo integral não significa que não trabalho e sim que estou ligada nele mesmo quando estou trabalhando, mesmo quando chego despenteada no trabalho porque a prioridade foi cuidar dele, mesmo quando não consigo tomar um banho relaxante a noite, porque fiquei horas tentando faze-lo dormir e acabei dormindo junto, de roupa e maquiagem.
O pai, por mais que seja um pai presente, não está junto na maior parte do tempo duro, aquele horário da birra pra tomar banho, do leite derramado no sofá, da corrida pela casa na tentativa de colocar o uniforme. No final, sem entrar em discurso feminista, a maior parte da labuta sobra mesmo é para as mães. Jornada dupla???? Não! tripla, quadrupla e até mais. Caiu por terra aquela ideia que eu tinha de que meu trabalho era intelectual, então deveria terceirizar a maior parte das coisas, digamos, operacionais. Hoje, como a maioria das mulheres trabalhadoras, tenho que lavar louça, arrumar a casa, fazer comida, lavar roupa, organizar a geladeira, pensar em alimentos saudáveis, dobrar a roupa, arrumar a cama...
Não é possível separar da rotina todas essas coisas, porque tudo acontece junto e misturado. São muitos papéis sendo desempenhados simultaneamente.
As vezes é difícil chegar no consultório, ter 5 minutos pra respirar, depois atender uma outra pessoa também exausta, dizendo que não aguenta mais não ter tempo pra ela mesma e de repente, olhar pra baixo e ver que não faço a unha do pé há mais de 2 meses e que só por isso estou usando aquele sapato lindo, fechado, que é um charme só, mas que eu estaria bem mais feliz usando uma rasteirinha.
A casa hoje está um caos, só porque ontem passamos um dia lindo, fazendo pic nic no parque... tem louça na pia e bagunça pra todo lado e eu estou aqui, reclamando, porque é só o que consigo fazer nesse pouco tempo que tenho antes de ir trabalhar.
Em outros momentos eu deveria já ter cuidado da casa e estar a caminho do banho, mas hoje eu estou paralisada pela certeza de que não consigo dar conta de tudo!
domingo, 13 de março de 2016
Momentos difíceis ou... o que estou fazendo de errado?
Hoje é domingo, pouco mais de 11 horas. Estou mega angustiada e ansiosa.
As últimas semanas foram bem cansativas e nestes últimos dias trabalhei muito, mas tenho a sensação de que fiz muito pouco.
Não sei ao certo o que está acontecendo, mas tenho a sensação de estar meio perdida na rotina.
Esta semana já começou estranha, dormi mal e acordei tarde já na segunda-feira. Na terça faltou água e não consegui fazer nada em casa. Parece que só aí já me desorganizou bastante, já que costumo lavar roupa no início da semana e na terça chego mais tarde do que nos outros dias, então deixo tudo mais organizado no período da manhã, para que as 22 horas eu não tenha que enfrentar uma pia de louça, por exemplo. Então, a semana foi ficando mais e mais estranha. Decidi deixar toda a roupa para lavar na sexta (único dia que não trabalho) e isso se complicou porque minha máquina ficou estranha e demorou o dobro do tempo e ainda tive que ficar monitorando para ver quando ela realmente lavava a roupa ou ficava só rodando e desperdiçando água. Consegui com grande dificuldade, lavar 80% da roupa e manter a casa razoavelmente limpa. Acabei deixando meu filho com minha irmã na sexta a noite, para que eu conseguisse finalizar as coisas por aqui. Foi bem estressante, apesar de não ser tão encanada com a casa, preciso de um mínimo de limpeza e organização para me sentir bem.
Na sexta a noite investi algum tempo em algo prazeroso. Envernizei umas prateleiras de pínus que comprei para colocar na minha sacada, pintei as mão-francesas e decorei uns vasinhos que irei colocar nas prateleiras. Somente aí comecei a ficar mais leve. O pai foi buscar o filhote e nos divertimos um pouquinho fazendo churrasco na sexta a noite. No final foi bom, mas ontem, depois de trabalhar eu estava me sentindo um bagaço. Ainda organizamos as prateleiras, que era minha prioridade nesse final de semana. Por fim, tive uma crise alérgica e dormi super mal.
Hoje estou meio mal. Meu filho foi ficar com o pai e eu estou aqui, tentando entender o que está acontecendo com meu ânimo e minha organização.
Enfim, preciso começar esta semana de maneira mais produtiva, mas principalmente mais leve!
As últimas semanas foram bem cansativas e nestes últimos dias trabalhei muito, mas tenho a sensação de que fiz muito pouco.
Não sei ao certo o que está acontecendo, mas tenho a sensação de estar meio perdida na rotina.
Esta semana já começou estranha, dormi mal e acordei tarde já na segunda-feira. Na terça faltou água e não consegui fazer nada em casa. Parece que só aí já me desorganizou bastante, já que costumo lavar roupa no início da semana e na terça chego mais tarde do que nos outros dias, então deixo tudo mais organizado no período da manhã, para que as 22 horas eu não tenha que enfrentar uma pia de louça, por exemplo. Então, a semana foi ficando mais e mais estranha. Decidi deixar toda a roupa para lavar na sexta (único dia que não trabalho) e isso se complicou porque minha máquina ficou estranha e demorou o dobro do tempo e ainda tive que ficar monitorando para ver quando ela realmente lavava a roupa ou ficava só rodando e desperdiçando água. Consegui com grande dificuldade, lavar 80% da roupa e manter a casa razoavelmente limpa. Acabei deixando meu filho com minha irmã na sexta a noite, para que eu conseguisse finalizar as coisas por aqui. Foi bem estressante, apesar de não ser tão encanada com a casa, preciso de um mínimo de limpeza e organização para me sentir bem.
Na sexta a noite investi algum tempo em algo prazeroso. Envernizei umas prateleiras de pínus que comprei para colocar na minha sacada, pintei as mão-francesas e decorei uns vasinhos que irei colocar nas prateleiras. Somente aí comecei a ficar mais leve. O pai foi buscar o filhote e nos divertimos um pouquinho fazendo churrasco na sexta a noite. No final foi bom, mas ontem, depois de trabalhar eu estava me sentindo um bagaço. Ainda organizamos as prateleiras, que era minha prioridade nesse final de semana. Por fim, tive uma crise alérgica e dormi super mal.
Hoje estou meio mal. Meu filho foi ficar com o pai e eu estou aqui, tentando entender o que está acontecendo com meu ânimo e minha organização.
Enfim, preciso começar esta semana de maneira mais produtiva, mas principalmente mais leve!
domingo, 6 de março de 2016
ansiedade e finanças
Tenho percebido uma ligação bem direta entre os estados ansiosos e a desorganização. Pode parecer óbvio, já que alguém em um momento mais ansioso, não consiga centrar suficientemente para lidar com a organização da casa, da agenda, do trabalho, mas minha percepção (a respeito de mim mesma, que fique claro!) é que estar ansiosa por questões financeiras me faz justamente gastar mais.
Ora, como assim? Se estou preocupada porque a grana está curta e a crise bate à minha porta eu não deveria centrar forças em economizar ainda mais? Depende.
A questão é como os mecanismos inconscientes (até certo ponto) estão funcionando. Eu sei que preciso gastar menos, mas por outro lado, se eu continuar gastando igual a antes, me ficaria a sensação de que "nada mudou", de que está tudo sob controle e neste momento, gastar seria uma espécie de válvula de escape, para lidar com a angústia, fingindo simplesmente, que o problema não existe. Além disso, ainda tem a danada da "gratificação", que quer dizer exatamente isso: estou preocupada, então mereço algo que me deixe mais feliz.
Quanta armadilha não? E o pior, todas feitas por nós mesmos!
Nessas horas não outro jeito senão cortar as idas aos lugares onde a tentação é maior. Fica então, a partir de agora PROIBIDA a ida ao shopping, aos home centers, lojas de coisas pra casa e tecidos!!!
É só assim que conseguirei resistir num momento em que tudo parece ser mais forte que eu.
Ora, como assim? Se estou preocupada porque a grana está curta e a crise bate à minha porta eu não deveria centrar forças em economizar ainda mais? Depende.
A questão é como os mecanismos inconscientes (até certo ponto) estão funcionando. Eu sei que preciso gastar menos, mas por outro lado, se eu continuar gastando igual a antes, me ficaria a sensação de que "nada mudou", de que está tudo sob controle e neste momento, gastar seria uma espécie de válvula de escape, para lidar com a angústia, fingindo simplesmente, que o problema não existe. Além disso, ainda tem a danada da "gratificação", que quer dizer exatamente isso: estou preocupada, então mereço algo que me deixe mais feliz.
Quanta armadilha não? E o pior, todas feitas por nós mesmos!
Nessas horas não outro jeito senão cortar as idas aos lugares onde a tentação é maior. Fica então, a partir de agora PROIBIDA a ida ao shopping, aos home centers, lojas de coisas pra casa e tecidos!!!
É só assim que conseguirei resistir num momento em que tudo parece ser mais forte que eu.
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