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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Tentando não me cobrar tanto

Todos os anos, nessa última semana, eu fazia uma faxina daquelas. Como eu tinha faxineira, marcava um dia em que eu pudesse estar em casa ou organizava tudo o que precisava antes dela vir fazer a faxina. Destralhava, limpava os cantinhos, melhorava a decoração, organizava os armários. Eu sempre começava o ano com as coisas bem organizadas.
Neste ano até que tentei, me cobrei, desesperei e até chorei porque as coisas se acumularam e eu fiquei com a sensação de ter perdido o controle da vida. Sem exagero, foi assim que me senti! Mas isso foi no meio de dezembro, depois fui entendendo que não ia rolar, as coisas estão diferentes por aqui e preciso lidar com isso de maneira mais madura. Em primeiro lugar porque estou super cansada, foi um ano difícil e intenso. Trabalhei até o dia 23 (sábado), ou seja, não tive folga antes do Natal. O segundo motivo foi que estou sem ninguém para me ajudar há algum tempo. Como já falei aqui, a pessoa que trabalhava comigo há anous adoeceu e precisou parar de fazer faxina. Depois de alguns meses fazendo tudo até tentei arrumar uma outra pessoa, mas não deu certo e acabei desistindo. Enfim, final de ano (corrido pra todo mundo!) mais niver do filhote+natal... Não deu! Não consegui dar conta e minha casa passou o Natal sujinha e desorganizada. Fui fazendo o que dava, mantendo as coisas razoavelmente arrumadas e limpando na rotina mesmo.
Nesta última semana tirei uns dias de folga mas em vez de ficar fazendo faxina, arrumando armários, eu decido sair bastante com meu filho e com minhas sobrinhas. Fomos fazer compras de coisas fofinhas na Papelaria Universitária, almoçamos numa Cantina que eu gosto, fomos à livraria, teve "oficina de criação" aqui em casa, fomos à Exposição do Castelo Ratimbum, almoçamos numa esfiharia que gostamos, fomos àquela TokStok grandona da zona oeste. Quer saber? Investi no que realmente importa, ficar com meu filho e descansar! Ontem dei uma limpadinha mais ou menos, hoje limpei mais um pouquinho, passei um pouco de roupa e limpei e organizei as gavetas. Tive um dia bom, sem muita neura e vou sim receber 2018 com as janelas sujas, com pó na estante e com a pia mais ou menos. Que bom que eu posso já mandar meu recado para o próximo ano bem no primeiro dia: Escuta, ano novo, por aqui, a gente prioriza viver!!!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Um ano difícil, mas cheio de aprendizados

Esse foi um ano difícil. É o que a gente escuta por todos os lados, especialmente no que tange a questão financeira. Muitas pessoas perderam o emprego ou permaneceram desempregadas, reflexo dos anos de 2015 e 2016. Para quem, como eu, não perdeu o emprego, foi um ano de pisar no freio do consumo e tentar manter as contas em ordem. Posso dizer que eu termino bem esse ano, consegui pagar minhas contas do ano e, na medida do possível, fui pagando o que ficou pra trás, depois de um 2016 desastroso.
Mas a gente tem que tirar aprendizados de tudo isso! O principal deles é sobre meus comportamentos; Ainda estou muito longe de manter uma estabilidade nessa área, ainda me perco no consumo, ainda não sei investir com inteligência meu dinheiro. O resultado senti na pele nesses dois anos!!!
Outros aprendizados importantes: ter uma reserva dá estabilidade emocional (ao menos parcial). Quando você tem uma reserva sabe que se as coisas apertarem, vai ter de onde recorrer, isso, durante muitos anos me deixou bem mais segura. Eu sabia que se o carro quebrasse tinha como pagar, sabia que quando um paciente atrasasse, havia uma folga para lidar com as contas da casa. No ano passado, todas as emergências careceram de empréstimos bancários, todas mesmo! Desde o dentista até o roubo do carro.. Isso tudo me deixou mega insegura e ao final sei que interferiu na minha qualidade de vida e do meu trabalho. É duro chegar no dia 10 e pensar "a fatura do cartão de crédito vai vencer, ainda não recebi dos meus pacientes, e agora?". Neste ano não tive grandes avanços, mas como eu disse, consegui ir acertando uma continha daqui, outra dali e estou fechando o ano, senão no azul, pelo menos no amarelo. Estou contente com os resultados, embora essa instabilidade toda tenha gerado alguns problemas beeem importantes. Adoeci muito! Essa falta de investimento no meu lazer, me deixou muito mal. Nesses tempos não viajei quase nada, não me dediquei tanto aos meus hobbies (que precisam de materiais muitas vezes caros) e saí pouco com meu filhote. Trabalhei muito, dentro e fora de casa, e no tempo livre eu estava exausta, como estou me sentindo agora. Preciso mudar essa lógica, urgentemente. Preciso de uma vida mais coerente com meus princípios. Está difícil continuar assim!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Identificando meu estresse e irritação

Hoje é sábado, estou mega cansada e estressada. Estou tentando entender o que está acontecendo, mas já tenho algumas pistas. Penso que a auto análise é sempre muito boa, para conseguirmos compreender nossos incômodos. Talvez por ser psicanalista isso seja natural para mim, mas qualquer um pode (e deve!) se questionar quando a vida começa a ficar esquisita, quando algo sai do controle ou quando começa a acontecer aquele desconforto com situações que antes pareciam ok.
Eu sempre invisto em "fazer o caminho de volta", sabe como é? Sabe quando a gente está em um lugar da casa, vai ´para  outro cômodo e esquece o que ia fazer? Então, todo mundo já fez isso, de voltar para o lugar onde estava, pensar no que estava fazendo e aí tentar se lembrar do que tinha ido fazer lá. Admita, você já fez isso!
É assim também com as emoções, com as sensações e até com nossas ações. Se a gente faz o caminho de volta, encontra "o que perdeu". Dá para identificar o que nos levou àquele estado.

"Dá até para pensar no que estou fazendo aqui" (ouvindo Tiê- Vida).

Voltando a pensar na minha exaustão de hoje. Teve feriado no meio da semana, com isso, minha semana ficou mais caótica em termos de agenda. Na quinta terminei o trabalho bem mais tarde do que de costume. Até buscar meu filho na casa da avó já eram mais de 22 horas. Ontem, sexta, meu dia de folga, já levantei irritada. Eu havia combinado com meu filhote (que está numa fase bem difícil, irritante inclusive) que ficaríamos juntos a tarde, que eu não o levaria à escola e que veríamos o filme que ele queria, a tarde. No final da manhã eu tinha um agendamento no Detran/poupatempo. O que me irritou foi que na quinta à noite, depois das 22h minha mãe se lembrou de que tinha uma consulta e eu teria que acompanhar, de manhã, pouco antes do meu horário agendado, com antecedência! Fiquei irritadíssima com o fato dela entrar na minha programação desse jeito, com o fato de avisar, mais uma vez, em cima da hora e com minha incapacidade de dizer não. Acho que eu estava tão cansada àquela altura, que só reclamei, dizendo que eu preciso saber das coisas antes, para me programar, que isso atrapalharia meu compromisso, mas por fim cedi. Não deveria! Além disso, esperei um mínimo e até irrelevante pedido de desculpas, que não veio, óbvio. Acabei indo, de mal humor, claro. Obriguei meu filho a acordar bem mais cedo, não tive tempo de deixar as coisas preparadas para de manhã e meu dia começou mal. Fiquei com ela aguardando por quase uma hora a bendita da consulta, que atrasou. Precisei deixá-la la e ir para o poupatempo, que felizmente era próximo. Depois ainda voltei para buscá-la, almoçamos e a deixamos em casa. O positivo foi que ela queria aproveitar e passar em outros lugares e eu disse não. Informei que eu tinha compromissos a tarde. Eu tinha sim compromisso de assistir filminho com meu filho e nada nem ninguém pode ser mais importante  que isso. Esse é o limite!
O que ficou claro nesse episódio é que minha irritação foi por ter cedido a algo que eu não queria fazer e que ainda por cima, desorganizou minha rotina e programação. Simples assim.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Coisas que eu queria que me contassem aos 20 e poucos anos

Quando eu tinha 20 e poucos anos, tentava imaginar como seria minha vida aos 40, 50 anos e conseguia, no máximo imaginar 2 ou 3 situações. Coisas do tipo, vou estar formada há vários anos, com uma boa carreira, algum dinheiro e uma casa própria. Nunca consegui pensar muito além disso e sinceramente, nem tinha muito tempo para pensar no futuro, já que o presente era tão complexo e intenso, como é o presente de quase todo mundo que tem 20 e poucos anos.
Hoje, chegando aos 47 e percebendo que estou mais para os 50 do que para os 40 (rs) percebo que tem um monte de coisas que eu queria que alguém mais experiente tivesse me orientado. Faria toda a diferença na minha vida, com certeza. Ok, tô bancando a tiazona, eu sei! Mas vamos lá! Conselhos de tia:

  • Desde o seu primeiro salário, poupe! Não importa se seu salário é baixo. Afinal, até o mês passado, você nem tinha um salário, não é mesmo? Além disso, se começar imediatamente, já não vai se acostumar com aquela quantia e ela não fará parte do seu orçamento. Se começou ganhando um salário mínimo (o que é a realidade da maioria dos jovens no primeiro emprego como estagiário ou auxiliar), reservar 90 ou 100 reais mensais, já te farão poupar ao final de um ano, mais do que um salário integral.
  • Aprenda a reservar o valor a ser poupado, antes de qualquer outra coisa. Imagine que essa grana não existe e só mexa nela se for realmente muito necessário.
  • Faça planos para o futuro, mesmo que sejam planos bobos, como trocar de celular ou fazer uma pequena viagem. 
  • Aprenda a valorizar o que você ganha e não gaste com coisas que não tenham muita importância para você.
  • Organize suas coisas... seu quarto, seu carro, suas gavetas, sua mesa de trabalho. Não adianta a gente resolver ser organizado só quando ficar mais velho. O mundo do trabalho vai exigir isso de você. Pessoas organizadas quase sempre se diferenciam ou pelo menos passam uma boa impressão para quem está observando (seja um cliente, um chefe ou um colega). Além disso, alguém organizado sempre vai parecer mais confiável e competente, o que não é uma verdade absoluta, mas tem fundamento, já que tendem a ter informações na mão quando solicitadas, não costumam perder prazos e não perdem documentos. 
  • Cuide do seu corpo e da sua cabeça! Fundamental isso, já que a gente não liga muito para isso quando é jovem. Cuidar do corpo não significa ir na academia e ficar sarado, isso todo mundo tem feito!  É muito mais... significa ser gentil com você, não se agredir, dormir e comer direito, tomar água, tomar sol e uma série de outros pequenos cuidados que eu, por exemplo, só comecei a ter, bem mais tarde. Um exemplo disso? Usar filtro solar. Sua pele de mais de quarenta vai agradecer muito!!! Cuidar da cabeça vai no mesmo caminho: fazer escolhas saudáveis, desde comida até amigos, ter um hobby, se divertir, cultivar boas amizades e aprender a se olhar, se observar, se autoanalisar. Coisas importantes para tornar a vida mais interessante.
Eu, sinceramente, queria ter aprendido algumas dessas coisas mais cedo, para conseguir lidar melhor com a vida e não ter que aprender "na raça". Olhando agora e me lembrando do quanto eu sempre fui bem organizada com o trabalho, sei o quanto minha vida profissional ganhou com isso e se o restante tivesse ido por esse caminho, eu com certeza teria tido muito mais sucesso, sem tantas dificuldades para me organizar.


Comece lavando sua louça!

Nos meus períodos de caos, eu sempre notava que a pia era o lugar mais bagunçado e que me causava mais desânimo. Acredito que o motivo seja bem simples: quando a gente se desorganiza com a casa, a louça se acumula rapidamente, porque mesmo quem não cozinha muito, sempre suja alguma coisa e é uma bagunça que não dá para esconder. Além disso, a pia não costuma ser um lugar muito grande e a pilha de louça fica um horror!
Então, se eu fosse dar um conselho para quem está tentando iniciar seu processo de organização da casa, eu diria: Comece lavando sua louça!
Para ajudar quem não está muito familiarizado com essa tarefinha tão ingrata, vou dizer como é que eu faço para resolver essa tarefa bem rápido!
- Primeiro coloco uma caneca de água para esquentar (quem tem torneira quente, não precisa).
- Tiro todo o resto de comida das panelas e pratos.
- Coloco panelas e pratos dentro da pia, com detergente e água quente. Panelas vão uma dentro da outra.
- Talheres vão dentro da panela.
- Copos NUNCA vão dentro da pia, para não engordurar. Coloco um pouco de água com detergente em todos eles e deixo no canto da bancada (aliás, sempre que termino de usar um copo, já coloco água, isso ajuda muito, porque não gruda nada no fundo e você não precisa ficar esfregando para sair crosta de açucar, por exemplo).
Feito isso, que não dura mais que 2 minutos, limpo a bancada e guardo a louça do escorredor.
Volto lavando tudo muito rapidamente, começando pelos copos. Quando chego às panelas, a água quente, mais a água que foi caindo da lavagem dos demais itens, já fez boa parte do trabalho, só dar uma esfregadinha e pronto!
Sei que pode parecer bobeira ensinar a lavar louça, mas eu conheço muita gente que não sabe e perde um tempão esfregando fundo de panela que ficou com resíduos secando durante horas ou tentando tirar a gordura da fritura espalhada pelos copos. E ficar um tempão lavando louça, ninguém merece, né?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Minha bagunça particular

Esta manhã, pouco antes de acordar, tive um sonho bem interessante. Sonhei que estava procurando meus documentos pessoais e que minha casa estava tão bagunçada que não conseguia encontrá-los. Eu tinha uma caixa de papelão gigante com milhares de coisas para organizar e não sabia sequer se meus documentos estavam nela.
O problema desse sonho é que ele contém verdades incontestáveis (kkk), ainda que no sonho as coisas estivessem um pouco aumentadas. Eu realmente tenho uma caixa de papelão com um monte de coisas para arrumar, mas não tenho encontrado ânimo para isso. Não é uma caixa gigante, nem tem milhares de coisas, mas que ela existe, ah existe!
Outro fato, não sei mesmo onde estão meus documentos, se na gaveta do criado mudo, numa pasta no consultório ou em outro lugar que não sei ao certo. Se eu precisar do meu RG hoje, vou demorar, pelo menos uma hora para encontrá-lo.
É, os papéis são meu grande calcanhar de Aquiles.
Tenho tentado manter as coisas mais em ordem, a casa não está um primor de arrumação, mas está limpa e com a maioria das coisas organizadas. Ainda assim, preciso melhorar e muito!
Organização é um processo contínuo e difícil de manter, a não ser para quem nasceu com a dádiva de ser alguém mega organizado, em que isso seja algo muito natural. Para mim, confesso, sempre é algo que preciso exercitar e vigiar, para não me perder.
Eu sei que grande parte do meu problema é administrar mal meu tempo. Trabalho nisso há anos, mas ainda assim, as coisas escapam com frequência.
O meu sonho foi um lembrete do meu inconsciente. Preciso me organizar melhorar!!!!
Mas, pensando agora neste meu sonho, vejo que está para além de uma organização das coisas físicas... Eu explico:No sonho eu não conseguia encontrar meus documentos de identidade, em algum momento deitei na cama de uma outra pessoa, onde estava um bebê e foi aí que acordei. Não lembro algumas passagens do sonho, mas ao acordar percebi que a outra pessoa era eu mesma e o bebê era o meu filho, que dormia na minha cama.
Preciso reencontrar a minha identidade, me sinto perdida em meio a tantas obrigações, compromissos e tarefas que, muitas vezes, até esqueço da pessoa que sou.
Sei que uma parte da desorganização se deve mesmo à falta de organização do meu tempo, porque não dá pra usar o argumento "não tenho tempo", porque ninguém tem. Mas tem uma parte de tudo isso que diz respeito a outras questões da minha vida e aí vão elas:
- Morei sozinha durante bastante tempo e quando meu filho nasceu eu esperava contar com a presença do pai no dia a dia, com a ajuda nos cuidados e tudo aquilo que envolve uma organização de família, só que isso não aconteceu como planejado, cuidei de tudo sozinha desde o início, tive alguns momentos em que ele ficou mais perto, mas isso não é algo constante, por vários motivos que dizem respeito a nossa relação e principalmente à separação. Hoje, sou responsável por um menininho de quase 5 anos, todo o tempo. O pai é presente na vida dele, mas daquele jeito que tantas mães separadas sabem e vivem (pai que liga todo dia pra saber se foi tudo bem na escola, mesmo não sabendo que a mãe se descabelou na noite anterior, para organizar tudo, do uniforme à lição de casa; pai que pega a criança nos fins de semana a cada 15 dias- se der e não tiver um trabalho mega importante pra fazer; pai que tira uns dias de férias do nada, te avisa no dia, que precisa "parar tudo" e viaja, no final de semana que seria dele; pai que se acha o máximo por ficar com a criança sozinho no final de semana, mesmo quando isso signifique pegar no sábado a tarde e devolver no domingo antes das 18h, porque afinal ele precisa descansar para iniciar bem sua semana de trabalho). Pronto, desabafei!
- Até um ano atrás eu contava com a ajuda do pai no dia a dia, pelo menos para ir buscá-lo a noite na casa da avó e ficar com ele, por menos de 2 horas, até que eu chegasse do trabalho. Naquele tempo, eu podia comer alguma coisa e tomar um banho tranquila, antes de colocá-lo para dormir. Depois que ele se mudou de cidade, para ficar mais próximo do trabalho, eu perdi essa ajuda e tenho que me desdobrar para ir buscar meu filho depois do trabalho (por volta das 22h), chegando em casa cansada, com fome e tendo que cuidar ainda de uma criança que precisa dormir um pouco menos tarde. Muitas vezes durmo enquanto estou colocando ele para dormir e acordo de madrugada, sem sequer escovar os dentes.
- Fora essas questões familiares tem o fato de ter me tornado autônoma, quando ele tinha menos de 1 aninho, o que foi bom, porque reduzi o número de horas trabalhadas, mas me reorganizar para essa nova fase, com tudo acontecendo ao mesmo tempo, foi realmente uma tarefa difícil e sinto que ainda não me adaptei completamente. Por mais que seja ruim, uma rotina de empregada, com horário fixo é algo bem organizador também. A gente foi criada para esse tipo de rotina e quando a coisa muda, fica tudo meio confuso. Embora eu goste desse estilo de vida, ainda tenho dificuldade de me adaptar, dificuldade de entender que quando estou em casa, não estou de folga. Ainda preciso evoluir nisso.
- Uma outra coisa que me desorganiza é o fato de não ter alguém cuidando da casa e ter que dar conta disso sozinha. É certo que tenho mais tempo, mas como ficamos mais tempo em casa, o serviço doméstico aumenta muito, há sempre mais coisas para limpar, mais louça para lavar, mais bagunça para arrumar. Essa é uma equação que ainda preciso e não sei como resolver. Se chamo uma faxineira, fico mal por ter que pagar por algo que eu potencialmente poderia fazer, mas se não chamo, as coisas se acumulam. Acabo me estressando e muitas vezes desconto minha frustração no meu filho (tadinho), afinal sou humana e é difícil lidar com um rastro de farelos, minutos depois de ter limpado toda a sala. Sei que ele não tem culpa, eu é que preciso relaxar!
Essa é a minha realidade e preciso lidar com ela. Preciso acreditar que posso me encontrar no meio dessa bagunça que é viver.

domingo, 3 de setembro de 2017

17 semanas para o Natal... minha listinha de 17 coisas para fazer até lá

Hoje eu estava com um pouco de saudades de mim, então resolvi revisitar meus primeiros posts, lá em 2011, quando minha vontade e necessidade de organizar minha vida, finalmente tomaram forma. Relembrei grandes mudanças... a depressão e o caos que isso trouxe, o momento em que tomei as rédeas da vida novamente, os passos que estabeleci, a mudança na carreira, o nascimento do meu filhote, a separação. Foram anos de extrema revolução interna e externa.
A grande constatação é de que eu sobrevivo! A grande certeza é de que quero calmaria de agora em diante.
Mas falando das experiências de organização que foram bem legais, teve uma lista que fiz (em 2012 acho) em meados de agosto, em que estabeleci 1 coisa por semana para fazer até o natal, então como hoje faltam 17 semanas, vou fazer de novo e tentar cumpri-la, como da outra vez. No ano que vem, quero voltar a fazer o calendário 52 semanas que fiz nos dois últimos anos, que foram bem legais porque mesmo que eu não conseguisse fazer tudo, o que conseguisse já era bem positivo.
Eu estou me sentindo motivada a fazer novamente, então vamos lá:

17 semanas para o natal:

  1.  Fazer uma faxina no meu guarda roupa 
  2.  Comprar flores
  3. Replantar minha hortinha de temperos
  4. Comprar um livro bem gostoso
  5. Fazer um dia detox
  6. Sair para almoçar com uma amiga
  7.  Fazer pão
  8. Fazer um pic nic no parque
  9. fazer uma mega hidratação na pele
  10. ir a uma exposição ou teatro
  11. Fazer um programa com minhas sobrinhas
  12. programar um encontro com as amigas
  13. Ir à praia
  14. fazer algum projetinho para a casa
  15. Decorar para o natal
  16. programar uma semana de férias
  17. Montar meu planner para o próximo ano.


Cansaço e desânimo

De modo geral é muito difícil a gente fazer um diagnóstico da gente mesmo, principalmente quando se trata da nossa saúde mental; Ainda que eu seja da área, demorei muito para entender o que vinha acontecendo, mas eu sabia que alguma coisa não estava bem.
Venho sentindo um cansaço extremo há pouco mais de um ano. Sabe aquele cansaço que não melhora nem depois que a gente dorme um monte, ou descansa um final de semana inteiro? Então, era assim que eu vinha me sentindo. Passei num clínico, depois endócrino, fiz exames que não deram nenhuma alteração significativa. Achei que podia ser ausência de alguma vitamina ou alteração hormonal, mas nada foi diagnosticado. Melhorei a alimentação (por um tempo!), fui para a academia, também por alguns meses, mas nada mudou, ou pior, mudou sim, piorei muito nos últimos meses.
Pensei que podia estar deprimida, mas conheço muito bem a depressão, por diagnosticar em meus pacientes e principalmente por ter lidado com a minha própria, por mais de uma década.
Este ano tenho adoecido com uma frequência enorme e os sintomas tem sido os mais variados: tive 3 ou 4 crises alérgicas/sinusites, duas delas bem debilitantes, comecei a ter refluxo, com 2 episódios bem difíceis de superar, tive também alguns dias em que minha coluna travou e fiquei super dolorida e sem conseguir fazer quase nada.
Estou adoecendo, isso é fato. Mas comecei a pensar no que isso significa, para além do óbvio, já que é claro para mim que tenho me sentido cansada por estar há anos sem férias decentes, por ter um filho pequeno (com uma energia enorme), por ter que dar conta de tudo sozinha, casa, consultório, contas, filho...
Aí vem uma constatação ainda mais dolorosa...me sinto sozinha, muito sozinha.
Não tenho mais tempo para encontrar os amigos, quase não converso, me sinto vazia e sinto falta de trocar com pessoas. Minhas amigas reclamam da eterna falta de tempo e a gente, quando consegue se falar, tenta combinar um encontro que quase nunca acontece.
Sinto falta de um papo bobo, de tomar uma cerveja falando da vida, de sair e conhecer um lugar novo com alguém. Sinto falta do mundo externo, de entrar em um lugar que não seja da minha rotina, de falar dos meus planos de reforma do apartamento ou de reforma da vida.
A sensação que tenho é de que as pessoas estão mais sozinhas, de modo geral. Vejo um monte de gente se relacionando pelas redes sociais apenas, vejo outros se relacionando somente com a família e os colegas de trabalho, quando muito. Parece que o mundo acelerou de tal forma que a gente não tem tempo nem disposição para estar com as pessoas. Outro dia falei com uma amiga de marcarmos um churrasco aqui no prédio, mas desisti porque não consegui organizar minimamente o  que eu teria que fazer para que isso acontecesse, o que era, na prática, ver que dia toda a turma poderia, reservar o salão e fazer as compras. Em outros momentos eu organizava um churrasco de um dia para outro, sem crise. Dessa vez, resolvi poupar minhas energias e perdi a oportunidade de ter um dia feliz.
Então, além do fato de estar sozinha, esse meu cansaço crônico também merece atenção, lembrei há alguns dias da  síndrome de burnout que é basicamente um conjunto de sintomas referentes ao estresse crônico, principalmente ligado ao trabalho. Isso começou a fazer sentido desde então. Agora que as coisas estão mais claras, preciso de ajuda profissional para lidar com isso e preciso conseguir mudar a rota, para um caminho que me faça um pouco mais feliz.

domingo, 6 de novembro de 2016

Angústia e necessidade de mudar

Nos últimos tempos tenho tido necessidade de mudar a vida e a rotina. É um daqueles momentos caóticos, sabe? Daqueles momentos em que você fica com um incômodo, um certo frio na barriga, mas demora a identificar o que esses sinais significam. Tenho acordado no meio da noite, mega ansiosa e como estou exausta, sobra pouco tempo pra pensar no que está acontecendo.
Tento desesperadamente me manter organizada, tenho priorizado coisas realmente importantes, mas sempre parece pouco, sempre me falta algo, estou sempre com a sensação de estar atrasada (mesmo que não seja real) de estar sempre em dívida com algo ou alguém.
Parece que vivo uma contradição com meus valores, com o estilo de vida que escolhi, com meu ideal de simplicidade, de minimalismo e de valorização dos pequenos prazeres.
Me sinto envergonhada de não estar vivendo da maneira que defendo. O maior exemplo disso é eu estar super endividada. Isso tem me feito muito mal, não apenas pelo endividamento em si, mas pelo tanto que preso a paz de espírito de viver sem dívidas. E não é que eu tenha em algum momento da minha vida ficado sem um financiamento ou uma prestação. Isso faz parte da rotina e ok, não tenho problemas com isso. O problema começa quando a gente não consegue mais arcar com essas dívidas, o que infelizmente é meu caso agora.
Fiz alguns cortes, adaptei algumas coisas, mas é muito pouco, preciso de muito mais!
Do meio do ano passado pra cá as coisas se complicaram, perdi cerca de 30% da minha renda e meus gastos aumentaram. Com isso o déficit foi aumentando. Some-se a isso alguns gastos inesperados, como o roubo de outro carro (o valor que o seguro paga não dá pra comprar outro carro no mesmo padrão, além disso tem novo gasto com documentação, compra de uma nova cadeirinha... enfim, tive um acréscimo ainda maior no "buraco" que já era grande.
Considerei várias coisas para sair disso, desde vender o carro, mudar de consultório até arrumar mais um emprego. Mas foi num momento de extrema angústia que me lembrei de algo que poderá me salvar (kk): tenho um FGTS que poderá ser resgatado agora. Não é muita grana e eu estava contando com isso para quitar o apartamento, mas tudo bem, foi só um desvio de curso e eu posso lidar com isso. Isso me dará alguma folga para iniciar o ano e estou mega esperançosa!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Tentando retomar uma rotina simples e feliz

Estou na praia... Depois de meses de trabalho exaustivo, sem descanso, conseguimos tirar uns dias pra descansar e curtir com meu filho e o pai dele. Tem sido dias bons, sem preocupações com horários, rotinas, contas ou compromissos. Confesso que eu estava precisando muito dessa paradinha. Desde que comecei a trabalhar como autônoma tenho tido poucos períodos como esse. E parar tudo é tão necessário!!!
Parei de escrever no blog por um tempo porque meu computador quebrou e eu não consigo muito digitar no smartphone. Embora isso me faça falta, tenho conseguido escrever um pouco e armazenado para quando conseguir postar.
Tenho sentido uma vontade enorme de dar uma outra reviravolta na minha rotina, mas por enquanto são apenas pensamentos que ainda precisam ser processados.
O bom de tudo isso é que estou bem e querendo investir em novos prazeres (ou talvez reinvestir naquilo que sempre me deu prazer). Me sinto inquieta e com um grande desejo de investir ainda mais em coisas simples.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Organizando meu orçamento como autônoma

 Venho tentando me organizar na minha vida de autônoma e nesses poucos anos em que me dediquei somente ao consultório já bati cabeça em várias coisas e aprendi muitas outras.
É um aprendizado muito particular e não acredito que haja uma receita ou uma fórmula que funcione para todo mundo, mas algumas reflexões valem a pena serem feitas por quem, como eu, estava acostumado a ter um salário fixo, na data certa.
Como já falei em algum momento, sou profissional da área de saúde e larguei um emprego no serviço público no qual estava há quase 20 anos, para me dedicar exclusivamente ao consultório.
Confesso que não foi uma decisão fácil, por conta, principalmente, da instabilidade, mas o tempo foi passando e fui me adaptando à nova realidade; porém até agora, mais de 2 anos depois, ainda não posso dizer que estou de fato organizada com essa nova rotina.
O ano de 2014 foi bem tranquilo porque o negócio não vivenciou a crise e porque eu estava bem controlada com as finanças, mas com todos os acontecimentos deste último ano, os erros na administração das finanças foram ficando mais evidentes e meu diagnóstico é o seguinte:
- Tenho várias datas de entradas e muitas vezes acabei gastando um dinheiro que ainda não entrou (ex. Tenho um paciente que me paga dia 15 e acabava fazendo alguma compra, contando que esse dinheiro viria e quando ele atrasava o pagamento eu acabava pagando juros do cheque especial);
- Tenho 3 contas em bancos, uma delas é só poupança mas nas outras duas tenho entradas e saídas durante todo o mês e fica difícil manter o controle.
- Tenho muitas contas divididas ao longo do mês: condomínio no dia 10, luz no dia 20, prestação do ap no dia 24 e por aí vai. Com isso, mesmo que eu tenha uma boa planilha de controle, a sensação é de que sempre estou devendo e não é só sensação não, na verdade eu passo o mês inteiro pagando contas e aquela "sobra física" nunca pode ser visualizada.

Bem, identificados os problemas, comecei a agir. Primeiro tentei centralizar tudo na conta da Caixa, que teoricamente teria juros mais baixos, mas não deu certo porque a relação com esse banco não é fácil e não valia a pena em termos práticos e financeiros.
Resolvi manter as duas contas por mais um tempo, mas mudei as datas dos vencimentos das contas de serviços e voltei a ter um cartão de crédito para as contas de consumo.
O cartão de crédito ainda é desconfortável porque tenho medo de me endividar ainda mais, mas neste momento está sendo útil para pagar os gastos referentes ao roubo do carro (documentação, nova cadeirinha etc.) que precisaram ser parcelados.
Resolvi ainda, fixar uma conta para o consultório, centralizando todas as entradas e vou testar em julho uma data de retirada, para pagar todas as contas, como se fosse meu salário mesmo. Acredito que me organize melhor assim. Vamos ver se dá certo!!!
Ainda não senti a diferença de todas as mudanças, porém no mês de junho, até o dia 15 já havia pago todas as contas e isso já me deixou mais tranquila.
Essas são só algumas idéias para administrar minhas finanças e espero conseguir ainda, diminuir minhas despesas nos próximos meses.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dando uma geral na casa em 45 minutos

Adotei nos últimos tempos uma nova estratégia para manter a casa mais organizada. Isso e claro, não inclui uma faxina, mas é suficiente para que a gente consiga sobreviver durante a semana, sem perder o controle da bagunça.
Sempre coloco o timer do celular e uma playlist bem animada.
Divido o tempo em 3 espaços de 15'

  • Primeiro coloco a louça dentro da pia, com detergente e água quente, guardo a louça lavada e lavo a louça. Recolho todas as roupas espalhadas, penduro os casacos, guardo os sapatos e coloco a roupa suja na máquina. Recolho roupa do varal, dobro e guardo (toalhas, pijamas e roupas de malha já são guardadas no armário), as que precisam ser passadas, vão para o cesto.
  • Limpo o banheiro, troco o tapete e tiro o lixo.
  • Varro a cozinha e passo pano. Varro e arrumo a sala. Arrumo as camas.
Bem, isso é bem corrido, mas é suficiente para que a casa fique em ordem no decorrer da semana.

Bagunça emocional

Estou mais melancolica nos últimos dias.
Hoje, depois de acordar atrasada (Acabei levantando as 9h10, porque estava muito frio e meu filho resolveu dormir até mais tarde e eu fui no embalo), percebi o quanto uma hora mais tarde do que o necessário é prejudicial para iniciar a semana de maneira organizada.
Foi uma certa correria, mas nada tão caótico. Percebi porém que deixei coisas importantes para fazer em cima da hora, como a lição de casa e a organização da mochila.
Conseguimos chegar no horário, mas deixei uma bagunça para trás, que só agora, uma hora depois de voltar da escola, consegui dar conta.
O que isso tem a ver com minha melancolia? Tudo!
Eu fiz uma boa faxina no sábado, mas no final da tarde estava exausta, não só pelo trabalho em si, mas porque não consegui que meu filho dormisse na avó, como havia programado e o pai só perguntou se precisava ficar com ele no meio da tarde, quando tudo já estava resolvido.
Fiquei exausta e triste. Muito triste. E isso foi o suficiente para que, no domingo, eu não tivesse sequer lavado a louça do café e arrumado as camas. Até nos divertimos no domingo e não acho que lavar a louça fosse minha prioridade, mas sei que preciso ter alguma organização para começar uma semana bem e me sentir menos sobrecarregada.
Mas tudo bem, dá para voltar pros eixos ainda hoje e estou mais otimista do que quando acordei.
Em quarenta e cinco minutos (tres tempos de 15') eu consegui recolher as roupas e calçados pela casa, limpar o banheiro, recolher roupas do varal, dobrar e guardar, lavar a louça, varrer o chão, arrumar as camas, colocar as toalhas ao sol, a roupa na máquina e por fim, as 12h10 eu já estava aqui, escrevendo este post.
Aí liguei a tv no GNT e estava passando o programa "Vivendo no caos" e um episódio que já vi antes e sempre me impressiona muito... uma família americana, com muitos filhos, a maioria deles adotados e uma mãe ultra guerreira, dando conta de tudo e ainda de ajudar outras pessoas, mas que por fim, guardava suas emoções em forma de acumulação, que chegou ao extremo da família alugar um hangar (isso mesmo, um hangar, espaço suficiente para um pequeno avião, espaço pra burro!). As coisas que foram para o bazar, utilizaram um estacionamento maior do que o de um shopping!
Olha só a que ponto podemos chegar se não cuidamos das nossas emoções!!!
Acho que não foi por acaso que revi esse episódio hoje... preciso cuidar melhor das coisas da minha vida, para que eu volte a me orgulhar da pessoa sensata e organizada que sempre fui.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cansaço e desorganização

 Tenho me sentido muito cansada e avalio que é um cansaço para além daquele cansaço do dia a dia, do trabalho ou de uma noite mal dormida. Quando olho ao meu redor vejo que está tudo um tanto caótico. Acredito que não é um caos de desorganização, não é que eu tenha perdido o controle das coisas, mas é que as coisas não estão do jeito que eu gostaria.
Nos últimos 20 dias tive uma tosse alérgica, que evoluiu para um refluxo. Sofri dias e noites tossindo sem parar, perdi horas preciosas de sono e dias de trabalho. Passei um feriado ruim, porque estava exausta.
Mas o que isso tem a ver com organização?
Percebo que tem a ver com uma certa desorganização da minha rotina. Por exemplo, os cuidados com a casa, em dias tão secos como tem sido, precisariam ter sido priorizados e eu não consegui. Sofri muito com a poeira da rua, que invade nossas casas em dias mais secos e não consegui me organizar para limpar melhor e a medida que fui piorando, o desânimo em fazer foi também aumentando.
Cuidei menos da alimentação e isso diminuiu minha imunidade e me fez adoecer ainda mais.
Esta semana comecei a melhorar da tosse, que já durava quase 20 dias! Agora estou priorizando cuidar da casa e da minha alimentação. Estou tentando não me preocupar com muitas coisas além disso, porque estou exausta e sei que não daria conta.
Ontem li uma frase que fez todo sentido para mim: "foco é muitas vezes uma questão de decidir o que você não vai fazer". É isso aí, vou focar no que é prioridade e só.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Gentileza... um jeito novo de lidar com as angústias

Hoje cheguei para trabalhar com uma hora de folga (não tinha o primeiro atendimento).
Liguei o computador, peguei uma maçã, tomei um copo delicioso de água gelada e coloquei uma lista do spotfy. Hoje eu estava angustiada com a rotina e com minha falta de motivação nesta semana.
A playlist aleatória começou com a música "Gentileza", da Marisa Monte.
De repente me senti invadida por um bem estar danado... é isso, gentileza!
As vezes a vida só pede uma ação simples e a gente acha pouco e fica inventando um monte de coisa complicada.
Foi isso o que me faltou hoje de manhã: justamente gentileza.
Fui intolerante com a falta de colaboração do pai do meu filho e mais ainda com meu pequeno que não consegue entender ainda quais são as minhas necessidades (ele tem 3 anos!).
Preciso repensar o modo como me relaciono com a vida e com as pessoas a minha volta. Ando irritada com tudo: a política (ainda mais depois da comédia de horrores que foi aquela votação no domingo), a economia, as pessoas que querem sempre levar vantagem, a falta de grana e de tempo e de diversão.
Enfim, não me faltam motivos para irritação, mas tenho um grande motivo para o contrário também: estou viva, tenho saúde e disposição para trabalhar, tenho um filho lindo e maravilhoso, tenho como prover nossas necessidades além das básicas.
Sei que as coisas estão difíceis agora, mas sei que vai passar!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Estou tentando fazer coisas que me ajudem a descansar

Nestas últimas semanas me senti mais estranha, menos produtiva, mais ansiosa e bem menos feliz. Comecei a me sentir desanimada, tive alguns sintomas físicos, mas por fim cheguei à conclusão de que é, apenas, cansaço, muito cansaço!!!
Venho trabalhando sem férias de verdade há vários anos. Quem é autônomo sabe, férias de verdade, de 20 ou 30 dias, somente depois de muuuito tempo e olhe lá! No meu caso, nem sei se algum dia ainda será possível, já que fica difícil deixar pacientes sem atendimento por muitas semanas.
A esta altura, duas semanas já seria muito bom, mas com essa crise toda, fica difícil investir esse dinheiro sem comprometer outras coisas.
E então, não tem solução??? Tem sim! A gente precisa ser ainda mais criativo em momentos de crise!
Vamos lá! Já que não posso viajar para nenhum lugar caro, preciso encontrar alternativas para me divertir por aqui mesmo.
Neste final de semana fizemos um pic nic no Ibirapuera e foi maravilhoso, embora não possa dizer que descansei (fazer compras, preparar as comidinhas, acordar e começar a correr pra conseguir sair dirigir até lá... aff!), mas nos divertimos e isso foi muito bom.
Outra coisa que estou me organizando para fazer são viagens curtas, no final de semana, mas isso ainda está um pouco difícil, porque continuo trabalhando no sábado de manhã, mas por mais alguns meses apenas. Noo segundo semestre (oremos!) quero sair do sábado e ficar somente de segunda a quinta. Já pensou, final de semana de 3 dias??? Maravilha!
Enquanto esse dia não chega preciso organizar passeios gostosos no nosso domingo, mais idas a parques, teatro, cinema e exposições que o filhote adora!
Resolvi dar um tempo nas idas a restaurantes, por questões financeiras e também porque estou querendo cozinhar mais no final de semana, já que meu filho agora almoça na escola e não tenho feito nada pra ele durante a semana e isso me deixa meio triste, porque gosto de cozinhar pra nós dois.
Estou testando algumas mudanças na rotina, porque resolvi que agora não se justifica mais ter faxineira, nem quinzenalmente!
Preciso criar hábitos mais saudáveis, como caminhar e ler sentada no parque.
São hábitos que não tem custo e me deixam muito feliz e relaxada. Este é o minimalismo que tanto me inspira, na prática!

domingo, 13 de março de 2016

Momentos difíceis ou... o que estou fazendo de errado?

Hoje é domingo, pouco mais de 11 horas. Estou mega angustiada e ansiosa.
As últimas semanas foram bem cansativas e nestes últimos dias trabalhei muito, mas tenho a sensação de que fiz muito pouco.
Não sei ao certo o que está acontecendo, mas tenho a sensação de estar meio perdida na rotina.
Esta semana já começou estranha, dormi mal e acordei tarde já na segunda-feira. Na terça faltou água e não consegui fazer nada em casa. Parece que só aí já me desorganizou bastante, já que costumo lavar roupa no início da semana e na terça chego mais tarde do que nos outros dias, então deixo tudo mais organizado no período da manhã, para que as 22 horas eu não tenha que enfrentar uma pia de louça, por exemplo. Então, a semana foi ficando mais e mais estranha. Decidi deixar toda a roupa para lavar na sexta (único dia que não trabalho) e isso se complicou porque minha máquina ficou estranha e demorou o dobro do tempo e ainda tive que ficar monitorando para ver quando ela realmente lavava a roupa ou ficava só rodando e desperdiçando água. Consegui com grande dificuldade, lavar 80% da roupa e manter a casa razoavelmente limpa. Acabei deixando meu filho com minha irmã na sexta a noite, para que eu conseguisse finalizar as coisas por aqui. Foi bem estressante, apesar de não ser tão encanada com a casa, preciso de um mínimo de limpeza e organização para me sentir bem.
Na sexta a noite investi algum tempo em algo prazeroso. Envernizei umas prateleiras de pínus que comprei para colocar na minha sacada, pintei as mão-francesas e decorei uns vasinhos que irei colocar nas prateleiras. Somente aí comecei a ficar mais leve. O pai foi buscar o filhote e nos divertimos um pouquinho fazendo churrasco na sexta a noite. No final foi bom, mas ontem, depois de trabalhar eu estava me sentindo um bagaço. Ainda organizamos as prateleiras, que era minha prioridade nesse final de semana. Por fim, tive uma crise alérgica e dormi super mal.
Hoje estou meio mal. Meu filho foi ficar com o pai e eu estou aqui, tentando entender o que está acontecendo com meu ânimo e minha organização.
Enfim, preciso começar esta semana de maneira mais produtiva, mas principalmente mais leve!

domingo, 6 de março de 2016

ansiedade e finanças

Tenho percebido uma ligação bem direta entre os estados ansiosos e a desorganização. Pode parecer óbvio, já que alguém em um momento mais ansioso, não consiga centrar suficientemente para lidar com a organização da casa, da agenda, do trabalho, mas minha percepção (a respeito de mim mesma, que fique claro!) é que estar ansiosa por questões financeiras me faz justamente gastar mais.
Ora, como assim? Se estou preocupada porque a grana está curta e a crise bate à minha porta eu não deveria centrar forças em economizar ainda mais? Depende.
A questão é como os mecanismos inconscientes (até certo ponto) estão funcionando. Eu sei que preciso gastar menos, mas por outro lado, se eu continuar gastando igual a antes, me ficaria a sensação de que "nada mudou", de que está tudo sob controle e neste momento, gastar seria uma espécie de válvula de escape, para lidar com a angústia, fingindo simplesmente, que o problema não existe. Além disso, ainda tem a danada da "gratificação", que quer dizer exatamente isso: estou preocupada, então mereço algo que me deixe mais feliz.
Quanta armadilha não? E o pior, todas feitas por nós mesmos!
Nessas horas não outro jeito senão cortar as idas aos lugares onde a tentação é maior. Fica então, a partir de agora PROIBIDA a ida ao shopping, aos home centers, lojas de coisas pra casa e tecidos!!!
É só assim que conseguirei resistir num momento em que tudo parece ser mais forte que eu.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Como eu estou lidando com os momentos de ansiedade

De todas as coisas difíceis que vivo internamente, uma que certamente me causa grandes prejuízos é a ansiedade. Sou um pouco ansiosa por natureza e até aí tudo bem, já sei como lidar com isso no dia a dia, mas existem alguns episódios que me tiram do eixo, fico mega ansiosa, por vários dias, já sei que na TPM isso fica pior (e sei que é esse o caso hoje). Mas, o que tem me causado mais ansiedade nos últimos dias são as questões relacionadas ao trabalho e as finanças. As coisas ficaram bem difíceis neste início de ano, uma época em que costuma mesmo ser mais fraca, mas num momento de crise isso se torna muito maior. Ontem fiquei muito tensa depois de fazer algumas análises das minhas finanças. Acho que depois de ter passado alguns dias difíceis (meu filho teve virose na quinta e eu na sexta), o que acabou com toda minha programação para o final de semana e o feriado (nesta segunda), o retorno às atividades ontem acabou sendo mais cansativo do que de costume. Aí, com a constatação de que as coisas estão mesmo difíceis financeiramente, sinto que não dei conta direito de todo o estresse. Enfim, fiquei mal, algo entre ansiosa e deprimida, mas já já passa!!!
Hoje vim trabalhar e não teria os 2 primeiros atendimentos, mesmo assim, achei melhor não ficar em casa, para que não cedesse ao desânimo. Chequei aqui, pouco antes do meio dia e fui tomada por uma ansiedade brutal. Parece que quando a gente tem tempo, a sensação de que não vai dar conta de fazer tudo aumenta ainda mais, credo!
Começou assim...
Minha cabeça começou a fervilhar, pensando em tudo o que precisava resolver, organizar, anotar...
Confesso que fiquei, por alguns minutos, paralisada.  Comecei a querer correr pra fazer tudo, todas as ligações, todos os controles e ainda ficava um pensamento intruso horroroso, do tipo "não vai dar".
Aí, disse para mim mesma: PÁRA TUDO! RESPIRA! DESACELERA!
Parei, separei o caderno, o note, as canetas e o celular. Levei tudo e mais um copo de água gelada para o consultório, fui calmamente ao banheiro.
Voltei, respirei fundo por alguns segundos, coloquei o computador pra carregar, coloquei uma música no spotfy, tomei água e comecei pelo que mais faz sentido... listei tudo, absolutamente tudo o que eu precisava fazer. Pode parecer bobeira, mas gastei cerca de 10 minutos para começar a executar as coisas de fato. Foram 10 minutos de um contato íntimo comigo mesma. Consegui desacelerar, sentir a dor que percorria minha coluna, sentir a água gelada hidratando meu corpo e enfim, os pensamentos enlouquecidos saindo da cabeça e indo, um a um, se materializarem no papel.
Por fim, gastei cerca de uma hora para fazer as ligações que precisava, agendar as coisas e visualizar o que precisará ser feito ao longo do dia, nos outros intervalos de atendimento.
Nos últimos 40 minutos, esquentei meu almoço, escrevi este post e lavei a louça, ouvindo música.
Enquanto finalizo o post para voltar ao trabalho, percebo o quanto estou bem mais tranquila.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Quando o corpo pede pra parar

Desde que o ano começou tenho feito bastante coisa, especialmente em relação à organização da casa, do consultório e das finanças. Apesar de estar tentando desacelerar, me percebi bastante agitada nessas duas últimas semanas. Além disso, percebi que engordei um pouco no final do ano, nem sei quanto, porque faltou coragem para pesagem, mas minha coluna sentiu bastante e tenho convivido com uma dor não muito forte, mas que piora bastante à noite. O que percebi é que fiquei bastante cansada e isso deve ter dado uma mexida na minha imunidade. Até tentei organizar uma viagem curta, já que hoje é feriado em SP e eu não trabalharia. Como a viagem não rolou, mantive minha rotina e pretendia fazer algum passeio com o filhote no final de semana e hoje ia aproveitar para cuidar de mim. Tudo bem tranquilo se não tivéssemos ficado doentes. Ele começou a vomitar na quinta e tive que buscá-lo na escola mais cedo. Ficou enjoadinho e deu bastante trabalho na quinta a noite e na sexta. Na sexta a noite foi a minha vez! Fiquei mal e não consegui trabalhar no sábado. Resultado... passei esses quatro dias em casa, fiquei mais cansada ainda e estressada. Hoje vou acabar trabalhando para repor a falta do sábado. Enfim, não cumpri o que havia programado e estou um tanto triste... A vida (e o corpo) escolheram a hora de parar e eu talvez não tenha percebido os sinais.