terça-feira, 10 de junho de 2014

Organização como processo interno

Tenho visto muita gente tentando se organizar. Assim como eu, muita gente tem compreendido que é preciso mudar, rever hábitos, viver mais saudável etc.
Penso sempre que não adianta a gente organizar coisas quando o que está precisando de mudança é aquilo que está dentro de nós. 
Um exemplo? Mudanças financeiras tem haver com aquilo que precisa ser mudado nos nossos hábitos de consumo e isso é muito interno. Quem nunca se viu pensando numa compra como forma de gratificação por alguma frustração diante da vida?
Sabe quando a gente tem um dia estressante e se vê indo pro shopping pra se dar um presente, simplesmente porque "eu mereço"? Então, é isso que precisa ser mudado. Essa sensação de que merecemos sofrer menos ou merecemos uma gratificação pelo nosso esforço.
Merecemos sim, tudo de bom que a vida possa nos oferecer!
Mas nos endividarmos por isso, isso ninguém merece!!!!!!!!!!

Passando por um período de desorganização financeira


Todos nós, em algum momento da vida, estamos sujeitos  a perder o controle das finanças. Acredito que, como tudo na vida, há flutuações. Mas o que me chama atenção é quando acontece algo que me tira o foco da minha organização financeira. Tenho percebido que viver sem um salário “fixo” tem me deixado muito angustiada. Por mais que minha renda seja suficiente para pagar todas as minhas contas, com uma pequena margem para aplicar na poupança e para eventuais emergências, sinto como se eu não tivesse mais o controle da situação financeira e isso tem me deixado muito angustiada.
Como já escrevi no meu diagnóstico da situação financeira atual, preciso lidar com várias datas de pagamento e nem sempre o que parece estar sobrando, está mesmo.
Esta semana vivi algo que me deixou bem chateada. Recebi uma notificação judicial por uma conta que ficou pra trás. Não é um valor muito alto e tampouco algo que eu não poderia ter acertado antes, mas o fato é que deixei as coisas acumularem e fui deixando pra acertar “depois” e esse depois jamais chegou. Resultado: vou pagar juros, ter que ir a uma audiência e lidar com a cobrança.
Se fosse algo que eu não tivesse tido condições de pagar, eu com certeza não estaria tão chateada! O problema foi não priorizar algo que precisava ser resolvido.
Admito, eu faço isso, às vezes! Mas, por que faço????  É simples, porque desde que mudei meu estilo de vida (tive filho e passei a trabalhar como autônoma) tenho repetido, constantemente o mantra: “eu não dou conta de tudo”. É verdade, ninguém consegue dar conta de tudo mesmo! Mas é verdade também que a gente precisa saber priorizar e precisa estar atenta para cumprir com nossos compromissos.
Sinto que falhei em algo que tenho plena consciência de que deveria ter priorizado. Me deixei levar pelo meu cansaço e pelo meu desejo de fazer “coisas mais legais”. Com isso, acabei gastando com algumas coisas mais prazerosas: gastei com coisas pra casa, pro consultório e com roupas e calçados pra mim e pro meu filhote... num momento em que deveria ter priorizado a tal da conta.
Lição aprendida: Focar mais nos meus gastos. Acertar as pendências e só depois gastar com o que pode esperar um pouquinho!
É isso, a vida nos ensina todos os dias!!!!!



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Usar dinheiro ou cartão? Eis a questão!

Eu sou, por natureza e por formação, defensora de soluções pessoais para as questões financeiras. Acredito que não existem maneiras certas ou fórmulas definitivas. Além disso, não acho que o que servia para mim no passado, precisa servir eternamente. A gente muda, nossas necessidades mudam; então, porque nossa maneira de lidar com dinheiro não poderia mudar?
Antes eu era uma entusiasta do uso do dinheiro "vivo". O raciocínio é simples e ainda acredito que possa funcionar para alguns casos, vejamos:

  •  Para pessoas com dificuldade de frear os gastos (os compulsivos, por exemplo). Quando se vai ao supermercado, por exemplo, e estamos com dinheiro e não com cartão, é impossível extrapolar. Só podemos comprar aquilo que o dinheiro permite. 
  • Em um passeio, daqueles com "comprinhas", em que temos um planejamento do quanto pretendemos gastar, pagando vários pequenos gastos com dinheiro é possível ter um melhor controle, já que teremos o controle físico do dinheiro. As compras param quando o dinheiro acaba. Simples assim!
Bem, pra mim isso funcionou bem em muitos momentos. Era organizador utilizar dinheiro, principalmente em tempos mais difíceis.

Mas agora, quero ponderar alguns aspectos:
1. Utilizar dinheiro, dependendo da situação, é perigoso. Andar com dinheiro na bolsa, nos dias de hoje, precisa ser pensado.
2. A logística de sacar dinheiro do banco, requer uma programação prévia. Dependendo do valor não é possível sacar de uma vez nos caixas eletrônicos. Mesmo que não seja um valor alto, a gente precisa se organizar para ir ao banco ou caixa eletrônico, antes do evento em que se pretende utilizar o dinheiro.
3. O uso do dinheiro exclusivamente, nos deixa vulneráveis quanto às eventualidades.

Por outro lado, utilizar cartão de débito traz uma vantagem incrível: o controle financeiro pode ser feito utilizando o extrato bancário!

Eu tenho percebido que desde que comecei a ter renda "flutuante", receber em várias datas e de várias formas (dinheiro, cheque, doc, transferência), as coisas tem ficado muito confusas. Apesar de ser bom ter algum dinheiro na mão, a possibilidade de me desorganizar é enorme! Ficar marcando tudo o que se gasta, o tempo todo, dá um trabalho muito grande. Pensa comigo: tem dias que a gente gasta o dia inteiro. Em um dia comum, por exemplo: dá para passar de manhã na padaria para tomar café, depois abastecer o carro, almoçar, comprar uma revista na banca, um chocolate na doceria, comprar um lanche à tarde, fazer a unha, pegar o casaco na lavanderia, pagar a conta de luz e comprar algo para o jantar. Veja só, em um dia normal a gente pode gastar em 10 lugares diferentes, sem ser nenhum absurdo! Afinal, todo mundo tem dias assim. 
Agora imagina ficar marcando todos esses gastos, só porque estamos pagando com dinheiro!

Enfim, como eu já disse, não existe um único jeito de fazer as coisas, mas eu estou convencida de que preciso utilizar cartão de débito em tudo o que puder!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Enfim, meu retorno ao blog

Até o ano passado eu tinha o hábito de escrever com alguma frequência, mas de uns tempos pra cá tudo foi ficando mais difícil, por conta das mudanças de rotina que já mencionei e por causa também da minha internet que não estava funcionando bem.
Agora, resolvidos (espero) os problemas com internet e com minha rotina mais organizada, pretendo voltar a postar com frequência.
Este blog é um espaço organizador pra mim e pretendo continuar falando das minhas construções e dos meus projetos futuros.
Espero também que meus relatos possam contribuir com as pessoas que passam por aqui!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Reavaliando minhas metas financeiras

Passou rápido... Já se foi o primeiro terço do ano.
É sempre assustador como o tempo passa rápido!
E aí, como andam as finanças????
Eu sempre fiz reavaliações semestrais, mas neste ano, com a necessidade de um melhor controle resolvi fazer uma avaliação aos 4 meses.
Este está sendo um ano muito difícil para mim, pelo simples fato de que deixei de ser uma trabalhadora assalariada e ainda não consigo lidar muito bem com isso.
Tenho refletido muito e sei que ainda preciso fazer vários ajustes! Eita coisa difícil!!!!!
Minha avaliação:

  • Ser autônomo é muito bom, só que precisa de um gasto de energia ainda maior para lidar com as finanças e até com a rotina. Se a gente não fica vigilante, se perde fácil.
  • Preciso começar a lidar com uma programação financeira que jamais parei pra pensar: quando temos vínculo empregatício, já começamos o ano sabendo que teremos uma graninha nas férias e 13º no final do ano. Nem ficamos pensando nisso, porque é algo natural. Mas quando não teremos mais essa grana, é hora de pensar em como passar a ter esse mesmo rendimento. E agora? Até aqui eu só consegui pagar as contas, mais nada. Se a gente pensar em termos concretos, eu teria que poupar um montante anual referente a 1 salário e 1/2 (férias e 13º). Além disso tem a poupança para realização dos meus projetos, que está planejado em 10% dos meus ganhos. Bem, neste ano ainda não consegui chegar a nenhum desses valores. Então preciso apertar o cinto!
  • A conta é simples: 1 salário e 1/2 a mais por ano + 10% mensais para a meta de longo prazo= 25%, contando mais a sazonalidade (na minha área, como em muitas outras, os meses curtos, como dezembro e férias, são meses em que se ganha cerca de 50% a menos). Então, para ficar em uma situação confortável, eu teria que poupar cerca de 30% da minha renda mensal. 
Neste ano, dificilmente atingirei minhas metas, já que um terço do ano já se foi e eu não consegui economizar mais do 10% mensais. Se eu conseguisse, teria que poupar no próximo semestre tudo aquilo que não poupei até aqui. Sei que não dá, então é hora de fazer cortes importantes!
É nisso que vou me focar nos próximos 3 meses!



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Desabafo de um dia estressante

É galera, a vida não está fácil pra ninguém!!!
Não estou aqui me queixando, mas seria muito bom ter um pouco mais de grana para me sentir menos estressada com a rotina do dia a dia.
Ainda não sei como fazer isso, mas estou empenhada em ganhar mais dinheiro ainda neste semestre.
Sinto que preciso de tempo para estudar e de mais tempo de lazer com meu filho e isso depende de “terceirizar” algumas tarefas aqui em casa.
Um exemplo: Hoje é sábado, feriado aqui em Sampa, mas atendi minha agenda normalmente. Acordei por volta das 7h30, tomei banho e café, cuidei do filhote, o pai foi levá-lo para a casa da avó e eu segui para o trabalho. Antes de atender, tive que dar uma geral nas coisas por lá (faxina básica mesmo!) porque estamos passando por uma reforma e estava a maior poeira. Trabalhei o dia inteiro, até as 16h, sem almoçar, porque é feriado e o dono do restaurante resolveu simplesmente, não abrir.
Passei no posto de gasolina, troquei o óleo do carro, enquanto devorava um lanche. Resolvi alguns probleminhas do carro e fui buscar o filhote. Cheguei na casa da minha mãe exausta, com um calor insuportável, às 18h. Vim para casa com ele, tomamos banho, amamentei e fui para a cozinha fazer uma comidinha para ele, que gritava de fome#sono#cansaço#calor. Enfim ele dormiu sem que a comida estivesse pronta. Deixei as panelas no fogo e estressada que estou, quase deixei queimar, enquanto desabafo neste post! Entre uma panela e outra, ainda dei uma secada no banheiro e passei um pano na cozinha. São exatamente 20h30 e estou mais do que exausta. Ainda preciso terminar de preparar o jantar e tentar comer antes que ele acorde.
Mas, apesar do cansaço me sinto bem feliz. Feliz por ter dado conta do meu dia sem “perder la ternura”, sem ficar irritada e sem chorar. Feliz mais ainda por saber que dou conta do meu filho e do meu trabalho, que são minhas maiores realizações.

É isso aí, se eu tivesse mais dinheiro, teria uma ajudante para as tarefas do dia a dia e com isso teria mais tempo e me estressaria menos, mas a vida é como é, e estamos aí pra lutar!

Praticidade na organização

Às vezes fico vendo essas técnicas de organização cheias de estratégias, passos e sei lá mais o que e sinto até preguiça de pensar!
Gente, organização precisa ser simples e ponto!
Podemos até nos inspirar em alguns métodos, mas o que conta, de verdade, é a disposição para a mudança de rotina e, principalmente, a compreensão sobre o que não está bom em nossa vida (e que carece de mudança).
Vamos pensar... Se a casa está um caos, com coisas acumuladas para limpar e organizar, precisamos tomar uma providência rápida, não é? Então eu presumo que as coisas chegaram a este ponto porque não houve tempo ou dedicação ou priorização ou paciência para lidar com isso. O que me faz pensar que não haverá muita disposição para lidar com métodos muito complexos de organização.
Então é isso: se o chão está sujo, o que resolve é pegar a vassoura e varrer. Simples assim.
Não estou aqui fazendo apologia ao pragmatismo. Apenas pensando em como algumas coisas podem ser mais simples do que parecem. Eu sempre ressalto que é preciso pensar em como as coisas chegaram ao caos. Isso sim é uma reflexão que precisa ser feita, porque não haverá mudança consistente se não compreendermos as causas da desorganização. Esse é um exercício  complexo, interessante e que inaugura uma compreensão sobre nós mesmos.
Quando eu me vi completamente desorganizada há uns 4 anos atrás, me fiz essa pergunta muitas vezes até encontrar as respostas. Eu estava desorganizada porque estava infeliz com minha vida, tentando sair do buraco existencial que me encontrava naquele momento. Sentia-me incapaz de cuidar de mim mesma, que dirá da casa! Além disso, nos momentos em que estava bem, eu não gostava de cuidar da casa. Realmente, eu não gosto de serviço doméstico, isso é fato. O que mudou foi que, ao cuidar das minhas emoções, me curar da imensa melancolia, eu pude, aos poucos, perceber que minha casa era um lugar importante para mim e que minha relação com ela precisava ser mais cuidada. Com isso, comecei a me organizar e cuidar melhor da rotina, mesmo não gostando do trabalho doméstico, ele precisa ser feito e isso não pode ser um grande sofrimento.
Passei a lidar com as coisas de maneira mais leve. Apesar de cansativo é gratificante me perceber dando conta da minha casa, da minha situação financeira, do meu trabalho e hoje, do meu filho.
No começo da organização a gente dá uma pirada! Começa a fazer milhões de listas, checar milhões de detalhes... Depois vai percebendo o que dá certo concretamente e o que é apenas piração. Com o tempo, se percebe uma apropriação daquilo que foi pensado. É gente, precisamos nos apropriar de nossas escolhas!
Hoje, apesar de ainda ter muito o que melhorar, vejo tudo com muito mais clareza e simplicidade.
Minha organização é mais ou menos assim:
- Passei a trabalhar menos, com isso perdi renda e precisei rever meu estilo de vida, portanto fiz alguns cortes, essencialmente de supérfluos. Só compro o que necessito.
- Entendi que para estar mais com meu filho, preciso cuidar da rotina doméstica ao mesmo tempo em que fico com ele. Não há dois momentos separados. Então vou fazendo as coisas com ele ao meu lado, mesmo que isso faça as coisas demorarem mais e às vezes ele me atrapalhe um bocado.
- Tenho uma rotina diária que inclui: lavar roupa 3 vezes por semana, lavar a louça diariamente, cozinhar 3 vezes por semana, manter a limpeza do banheiro e da cozinha diariamente e do restante da casa quando dá tempo.
- Por mais que eu tentasse ficar sem, ainda dependo de uma faxineira 1x por semana, para o trabalho mais pesado e passar a roupa. Entendi que preciso disso, mesmo que signifique uma despesa alta.
- Percebi que quanto mais ficamos em casa, mais precisamos ficar em casa para dar conta das tarefas domésticas. É isso que torna escrava muita dona de casa! A questão é que quando estamos em casa, sujamos mais louça, fazemos mais comida e bagunçamos mais a casa (principalmente quando temos filhos). Então tenho aprendido a nunca, NUNCA, deixar de sair porque preciso terminar de limpar a casa. Se eu preciso sair às 14h para trabalhar, sei que preciso dar conta das coisas até as 12h, para ter um tempo de descanso com meu filho depois do almoço e por fim, sair no horário, sem ficar tentando terminar o que precisa ficar limpo. Deu pra fazer, eu faço. Não deu? Paciência.
- Percebi que quando as coisas não se acumulam fica tudo mais fácil. Antes eu odiava lavar louça, então chegava, saia, chegava de novo e a louça ia se acumulando na pia. Resultado: além de ficar tudo horrível, quando eu tinha que lavar, passava um tempo enorme nesse trabalho. Hoje eu não dou trela pra preguiça. Depois do café da manhã eu lavo toda a louça em menos de 10 minutos. Daí eu faço o almoço e já vou lavando o que uso. Quando dá tempo já lavo a louça do almoço. Se não faço antes de ir pro trabalho, faço ao retornar, à noite. Assim, em cerca de 15 minutos por dia dou conta de uma tarefa que considero chata, mas que é necessária para meu bem estar.
Ou seja, o que é para fazer, precisa ser feito e pronto!